
Com as últimas atualizações do Android, que já está na versão 16, mais de um bilhão de smartphones (cerca de 42% dos celulares ativos) ficarão vulneráveis a malwares por conta de vulnerabilidades de patch. Os aparelhos afetados são os que trazem o Android 12 ou inferior, que já não ganhará mais atualizações de segurança.
O problema deriva da grande fragmentação do sistema operacional entre várias marcas, dificultando a atualização massiva. É bom que falhas sejam descobertas, corrigidas e anunciadas no Android 16, mas, como elas não são mais consertadas em modelos antigos, isso dá aos hackers um mapa de onde mirar nesses aparelhos.
Estar vulnerável, no entanto, não é o mesmo que estar infectado. Como saber se seu celular está sob esse risco e como se proteger? Nesta matéria, vamos dar todas as dicas que você precisa para isso.
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Meu Android está vulnerável?
Para verificar qual versão seu celular está rodando, basta ir em Configurações > Sobre o Telefone > Informações do Software. Se o Android for 12 ou inferior, já não há correções de segurança para o aparelho, e você deve considerar trocar por um modelo mais novo ou aplicar algumas medidas para evitar malwares e acesso indevido.

Mesmo quem estiver em posse de um dispositivo com Android 13 ou superior, no entanto, pode estar vulnerável se não estiver com as últimas atualizações de segurança instaladas.
É altamente recomendável baixar e instalar o patch mais recente, algo que o próprio sistema do celular sugere quando disponível. Também é necessário manter as proteções Play Protect ativas: vá para Configurações > Segurança e Privacidade > Segurança do App.
Nesta tela, ative “Proteção do Aplicativo” e “Google Play Protect”. Isso garantirá que os aplicativos sejam verificados pela empresa, escaneados em busca de vírus e monitorados contra qualquer mudança suspeita. Jamais baixe APKs ou aplicativos de terceiros que não estejam na loja oficial da Google Play: é a receita para trazer malwares ao telefone, mesmo nas últimas versões.
Como ter certeza de que não estou em risco?
A detecção de ameaças não é infalível, mesmo nos celulares mais atualizados, mas até os com Android 12 conseguem atingir um bom nível de proteção e cuidado para evitar invasões. Para saber se o celular está infectado, busque sinais de comportamento anormal, como:
- Aquecimento fora do comum;
- Gasto excessivo de bateria de um dia para o outro;
- Consumo de dados fora do padrão;
- Pop-ups estranhos;
- Aplicativos com permissões abusivas;
- Surgimento de apps desconhecidos no aparelho.
A depender do nível de infecção do celular, há muito o que fazer para se proteger. Primeiro, é necessário atualizar o sistema com os últimos patches disponíveis e garantir que o Google Play & Play Protect também está na versão mais recente.

Também revise as permissões em Configurações > Aplicativos > Aplicativo que você quer revisar > Permissões. Apps que não precisam saber seus contatos ou acessibilidade para funcionar, mas pedem esse acesso, são red flags enormes. Considere desinstalá-los ou retirar essas permissões.
Passe longe de qualquer aplicativo de terceiros fora de lojas oficiais e reforce todas as contas ligadas ao celular com autenticação de dois fatores e senhas fortes. É possível continuar usando um celular antigo, sim, mas é preciso saber dos riscos envolvidos e redobrar a atenção, principalmente se o aparelho for usado para trabalho e acesso a contas bancárias.
Como fazer o celular voltar a ser seguro?
A forma mais garantida de devolver o seu celular à segurança original após fortes suspeitas de invasão, como cobranças indevidas, apps desconhecidos e acessos não reconhecidos, é fazer um backup do essencial e restaurar o aparelho às configurações de fábrica.
Após isso, reinstale apenas os aplicativos essenciais e não restaure automaticamente nenhum app suspeito. Isso reduz drasticamente a chance de malwares comuns persistirem no smartphone.
Também troque senhas, revise as sessões ativas em contas importantes (desconecte todos os acessos não reconhecidos) e siga cada dia mais atento. A vulnerabilidade é sobre os patches; a infecção é sobre sinais e comportamento estranho.
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Leia a matéria no Canaltech.

