Ufa! Chance de asteroide atingir a Terra em 2032 agora é quase zero

Pode ficar tranquilo: o asteroide 2024 YR4, considerado o objeto mais perigoso para a Terra já registrado, tem agora praticamente 0% de chances de atingir nosso planeta em 2032. A probabilidade atualizada veio após novos dados coletados no domingo (23). 

Richard Binzel, professor de Ciências Planetárias do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e criador da escala Torino, declarou ao Space.com que o Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra (CNEOS), da NASA, passou a mostrar que a probabilidade de o impacto acontecer é de 0,00005 (0,005%). “Essa é a probabilidade zero de impacto, pessoal!”, acrescentou. Nesta segunda (24), o CNEOS mostra que a chance de o impacto acontecer é de 0,0039%, o equivalente a 1 em 26 mil. 

Asteroide 2024 YR4 em dados do levantamento Atlas  (Reprodução/ATLAS)

O 2024 YR4 foi descoberto em dezembro de 2024 e logo foi colocado no Nível 3 da Escala de Torino, um sistema usado desde 1999 para classificar os riscos de possíveis impactos de rochas espaciais na Terra. O Nível 3 é descrito como “um encontro próximo, que merece a atenção dos astrônomos. Os cálculos atuais descrevem 1% ou mais de chance de uma colisão capaz de destruição localizada”. 


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Agora, Binzel explicou que o asteroide caiu para o Nível Zero da escala. “É o nível de ‘sem perigo’, conforme rastreamento adicional do seu caminho orbital reduziu a possibilidade de intersecção com o da Terra para baixo do limite de 1 em 1.000”, descreveu. “1 em mil é o limite estabelecido para rebaixar ao Nível 0 qualquer objeto com menos de 100 metros; o YR4 tem tamanho estimado de 50 metros”. 

Risco de asteroide atingir a Terra

Desde sua descoberta, as chances de o asteroide 2024 YR4 atingir a Terra variaram bastante: inicialmente, a probabilidade de o impacto acontecer era de 1,2%, e depois aumentou para 2,3%; agora, o risco caiu. Estas variações já eram esperadas pelos cientistas, que ainda estão aprendendo sobre a órbita do objeto; conforme novas observações são realizadas, as incertezas começam a ser eliminadas. 

Órbita do asteroide 2024 YR4 após os novos dados (NASA JPL/CNEOS)

Para Binzel, o 2024 YR4 deve deixar de chamar a atenção, mas trouxe algumas lições importantes. “Objetos do tamanho do YR4 passam inofensivamente pelos arredores do sistema Terra-Lua algumas vezes por ano. O episódio do 2024 YR4 é só o começo para os astrônomos terem a capacidade de ver esses objetos antes que nos surpreendam”. 

Ele acrescentou ainda que, assim como aconteceu com o 2024 YR4, ainda vão haver novos asteroides recém-descobertos que podem mostrar chances significativas de atingir a Terra, mas o risco deve diminuir com novas observações. “Como foi com o 2024 YR4 , com um pouco de tempo e monitoramento paciente, vamos poder descartar completamente qualquer perigo”.

A redução do risco não significa que esta rocha espacial deixou de ser interessante para os cientistas. Sua aproximação continua prevista para 2032, oferecendo uma oportunidade excelente — e inofensiva — para pesquisadores estudarem sua estrutura detalhadamente.

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Uso de laser em fósseis revela segredo de voo dos pterossauros

Os pterossauros — conhecidos mundialmente como “pterodáctilos” — foram os primeiros vertebrados a alçar voo, na época dos dinossauros, e um novo estudo descobriu que uma espécie de cauda de pipa os ajudava na estabilidade. Os primeiros exemplares desse grupo de répteis, mais especificamente, tinham uma cauda com ponta em forma de folha, chamadas “palhetas”.

Já se imaginava que as palhetas eram rígidas, já que, se fossem moles e flexíveis, atrapalhariam o voo: não se sabia, no entanto, como a rigidez era atingida pelos animais. Agora, com uso de tecnologia laser, paleontólogos conseguiram investigar a composição das caudas.

Caudas úteis — e sexys

O estudo foi liderado pela cientista Natalia Jagielska, da Universidade de Edimburgo, atualmente curadora do Lyme Regis Museum e artista gráfica. Sua equipe usou lasers, que refletem materiais mineralizados nos restos fossilizados dos pterossauros, para identificar fibras entrecruzadas e estruturas tubulares semelhantes a treliças nas caudas. Isso ajudava a tensionar a palheta.


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Com análises ultravioleta a laser, os cientistas descobriram como eram formadas as caudas dos pterossauros e o que as deixava rígidas (Imagem: Jagielska et al./eLife)
Com análises ultravioleta a laser, os cientistas descobriram como eram formadas as caudas dos pterossauros e o que as deixava rígidas (Imagem: Jagielska et al./eLife)

Esse tensionamento, segundo os cientistas, funcionaria como uma vela de navio, enrijecendo com o soprar do vento e ajudando a manobrar. Para o estudo, foram analisados mais de 100 fósseis de pterossauros com luz ultravioleta, levando à seleção de quatro espécimes da espécie Rhamphorhynchus, analisados então mais a fundo com fluorescência estimulada por laser. 

Além de notar as funcionalidades de voo, os pesquisadores também acreditam que a característica possa ter ajudado no acasalamento — sua exibição para parceiros ajudaria a selecionar pterossauros mais desejáveis em voo. É possível que as caudas tivessem cores vibrantes e atraentes. Mesmo assim, a característica não sobreviveu entre os vertebrados voadores.

As caudas longas estavam presentes no final do Período Triássico, entre 251 e 201 milhões de anos atrás, mas foram ficando cada vez menores até quase sumirem à altura da extinção dos pterossauros, no final do Período Cretáceo, 66 milhões de anos atrás.

Isso provavelmente ajudou na mobilidade aérea e na diversificação do grupo: apesar de sexys, como as caudas dos pavões, essas estruturas mais atrapalham do que ajudam no voo.

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Galaxy Tab S6 Lite é perfeito para os estudos e sai por apenas R$ 1.977

O Galaxy Tab S6 Lite é um tablet perfeito para fazer anotações e outras tarefas de produtividade, inclusive nos estudos. O produto sai por apenas R$ 1.977 em nova oferta na Amazon, disponível por meio do link abaixo. 

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Galaxy Tab S6 Lite é opção acessível para os estudos

O Galaxy Tab S6 Lite está entre as melhores opções para realizar tarefas como anotações e consulta a livros e PDFs, sem gastar muito por isso. 


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Tablet Galaxy Tab S6 Lite
Tablet Galaxy S6 Lite tem ampla tela (Imagem: Divulgação/Samsung)

Afinal, ele traz uma ampla tela de 10,4 polegadas, com alta resolução de 2.000 x 1.200 pixels. Portanto, o tablet também é muito indicado para quem consome séries e vídeos, e precisa de um display maior em comparação com os smartphones. 

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Caneta S Pen transforma a experiência

Um diferencial do Galaxy Tab S6 Lite é a compatibilidade com a caneta S Pen, que acompanha o produto na caixa, e amplia o potencial do tablet por meio de novas funcionalidades. 

Tablet Galaxy Tab S6 Lite
Faça ilustrações e anotações com a caneta S Pen (Imagem: Divulgação/Samsung)

Com o acessório, é possível marcar partes importantes de um documento, pesquisar, ou mesmo fazer uma ilustração completa com diferentes cores e efeitos. 

O tablet da Samsung ainda tem o processador Exynos 1280 como principal componente de desempenho. A plataforma já aparece em celulares como o Galaxy A53, e é ideal para realizar as tarefas mais comuns do dia a dia, incluindo o uso de navegadores de internet, ou redes sociais, por exemplo. 

O chip está aliado a 4 GB de RAM, e 64 ou 128 GB de armazenamento interno, dependendo da versão. Também é possível usar cartão MicroSD de até 1 TB, para guardar muitas fotos, vídeos, aplicativos e outros tipos de arquivos. 

Para quem costuma realizar chamadas de vídeo ou tirar muitas fotos, o Galaxy Tab S6 Lite tem duas câmeras. A frontal, perfeita para as conferências online, tem 5 MP, enquanto a traseira traz um sensor de 8 MP. 

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Tablet tem bateria de longa duração e sistema confiável

Outro destaque do Galaxy Tab S6 Lite é a sua bateria de longa duração, com alta capacidade de 7.040 mAh. Na prática, isso significa que é possível usar o produto por até 15 horas seguidas de reprodução de vídeo, segundo a Samsung. 

Tablet está em oferta imperdível, não perca (Imagem: Divulgação/Samsung)

Uma vantagem que os produtos da Samsung costumam ter em relação aos rivais está na parte de software, já que a OneUI dá uma experiência muito fácil e confiável. Não é diferente com o Galaxy Tab S6 Lite. 

Entre as opções inclusas no ecossistema está a sincronização com celulares Galaxy, que permite responder a mensagens e chamadas diretamente pelo tablet. 

Além disso, há uma série de aplicativos úteis para usar, com destaque para o Samsung Notes. Com ele, é possível escrever notas com uma janela transparente, que permite a visualização de uma videoaula no plano principal, por exemplo. 

A OneUI ainda tem uma opção para deixar o sistema totalmente em Modo Escuro, o que dá maior conforto visual após muitas horas de uso. 

Na parte de segurança, o tablet traz a plataforma Samsung Knox, que tem proteção completa contra malware e ataques mal-intencionados. Portanto, o Galaxy Tab S6 ainda pode servir como uma central para ter o app de banco e guardar outras informações sensíveis, entre outros padrões de uso.

Galaxy Tab S6 Lite — especificações técnicas

  • Tela: TFT LCD de 10.4 polegadas, resolução de 1.200 x 2.000 pixels, suporte para caneta S Pen;
  • Processador: Exynos 1280;
  • Memória RAM: 4GB;
  • Armazenamento interno: 64GB, 128GB;
  • Câmera traseira: 8 MP;
  • Câmera frontal: 5 MP;
  • Bateria: capacidade de bateria em 7040 mAh, carregamento de 15 W;
  • Dimensões: 244,5 x 154,3 x 7 mm, 467 g;
  • Extras: conectividade 4G LTE, Wi-Fi 802.11 a/b/g/n/ac, Bluetooth 5.3;
  • Cores disponíveis: cinza, verde-menta, dourado-rosado;
  • Sistema operacional: Android 14, One UI 6.1;

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SUS aplica pela 1ª vez remédio mais caro do Brasil; dose custa R$ 11 milhões

Na última quarta-feira (19), o Ministério da Saúde anunciou que o remédio mais caro do Brasil foi aplicado pela primeira vez no Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se da terapia gênica com Elevidys, administrada em pacientes com distrofia muscular de Duchenne no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Cada dose vale R$ 11 milhões.

“Essa experiência nos mostra que o SUS pode estar na vanguarda no que se refere à capacidade que sua rede tem de absorver tecnologias que envolvem alta complexidade em termos de organização e processos”, anunciou o coordenador-geral de doenças raras do Ministério da Saúde, Natan Monsores.

O registro do medicamento na Anvisa é de caráter excepcional e condicionado ao monitoramento contínuo — válido até dezembro de 2029, e sua renovação dependerá do cumprimento de requisitos específicos pela empresa.


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Em janeiro de 2025, a farmacêutica responsável pelo medicamento solicitou a avaliação da tecnologia pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). De acordo com o Ministério, o direito de acesso a medicamentos com eficácia comprovada é garantido a todos.

Na ocasião, a equipe do Hospital de Clínicas de Porto Alegre foi capacitada e treinada pelo Ministério da Saúde, em parceria com o laboratório farmacêutico produtor, para a manipulação e preparação adequada da terapia. 

De acordo com a chefe da Seção Central de Misturas Intravenosas do HCPA, Laura Alegria, o medicamento exigiu o armazenamento em ultra-freezer a -80º. 

O remédio mais caro do Brasil

Elevidys é feito para estabilizar a função muscular, indicado para pacientes entre 4 e 7 anos 11 meses e 29 dias. O Ministério da Saúde comenta que as evidências disponíveis ainda são limitadas e o tratamento tem sido debatido pela comunidade científica. 

A expectativa, segundo a neurologista infantil responsável pelo Ambulatório de Doenças Neuromusculares do HCPA, Michelle Becker, é estabilizar ou tornar a progressão da doença mais lenta:

A gente não espera que o tratamento vá reverter aquela perda de força que o paciente tem. É muito importante dizer para as famílias que não é uma cura. Até agora, os estudos mostram que o medicamento é capaz de estabilizar ou de atrasar a progressão da doença, mas a duração do efeito ainda é limitada.

Conforme o Conselho Federal de Farmácia descreve, o Elevidys é uma terapia avançada classificada como terapia gênica:

Seu mecanismo de ação utiliza um vetor viral para introduzir no organismo um gene humano que codifica a microdistrofina, uma proteína que substitui, de forma parcial, a função da distrofina ausente ou defeituosa. O objetivo é restaurar a função muscular dos pacientes pediátricos. O medicamento é administrado em dose única por via intravenosa, com a quantidade ajustada conforme o peso da criança.

SUS aplica pela primeira vez o remédio mais caro do Brasil (Imagem: Freepik)

A terapia foi utilizada para tratar a distrofia muscular de Duchenne, uma doença genética rara.

Distrofia muscular de Duchenne

Essa alteração genética é caracterizada pela falta ou alteração de uma proteína no músculo das crianças – a distrofina – que vai ocasionar o principal sintoma da doença: fraqueza muscular. A condição pode levar à perda progressiva de habilidades motoras.

Basicamente, a doença provoca o enfraquecimento e a degeneração dos músculos do corpo. “É causada por uma mutação genética que impede a produção da distrofina, uma proteína essencial para a integridade das células musculares”, diz o Conselho Federal de Farmácia.

Entre os sintomas mais comuns da distrofia tratada pelo remédio mais caro do Brasil estão: dificuldades para caminhar e correr, quedas frequentes, fadiga, dificuldades de aprendizado, além de complicações cardíacas e respiratórias.

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Review Monster Hunter Wilds | Renovação da franquia com estilo

Monster Hunter Wilds é o novo jogo da franquia da Capcom, que continua levando os jogadores a caçar e enfrentar monstros gigantes em sequências de ação de tirar o fôlego. O Canaltech recebeu o mais recente título para trazer a você nossa análise, assim como o que esperar de seu lançamento no PS5, Xbox Series e PC.

A principal proposta do jogo é trazer seus principais elementos de forma didática para os novatos, enquanto renova e eleva todos os demais padrões. Por trás do salto gráfico, novas mecânicas e a nova estrutura interligada à história, existe um game que tem potencial de prender tanto quanto o capítulo anterior: Monster Hunter World (que continua atraindo uma alta quantidade de jogadores).

Ou seja, mesmo que Monster Hunter Wilds mantenha seu pilar em exploração do mapa, luta contra monstros usando estratégia e os recursos do cenário, cooperação com os demais caçadores e a coleta de materiais (para criar armas, armaduras e itens), ele vai além e traz uma jornada maior e mais “completa” aos fãs. 


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Prós

  • Mistura entre história e game traz um bom ritmo
  • Combate dinâmico e interatividade são bem construídos
  • Inteligência artificial dos NPCs está excelente

Contras

  • Câmera atrapalha bastante o desempenho nos combates
  • Dificuldade foi muito reduzida

Ficha técnica

  • Desenvolvedor: Capcom
  • Produtora: Capcom
  • Gênero: Ação/Aventura
  • Data de lançamento: 28/02/2025
  • Plataformas: PS5, Xbox Series, PC
  • Multiplayer: Online (Co-op PvE)
  • Testado no PS5 Pro através de código cedido pela produtora
Monster Hunter Wilds é uma renovação de vários elementos da franquia (Imagem: Diego Corumba/Canaltech)

Liberdade guia Monster Hunter Wilds

Antes um elemento secundário na franquia, a história agora assume o papel central em Monster Hunter Wilds. Ela guia os jogadores através das missões e criaturas que encontra à frente: as áreas do mapa, monstros, armaduras e todo o restante agora dependem desse fator.

Os jogadores agora têm um mapa de ambiente aberto para ser explorado (com áreas interconectadas que são liberadas conforme avança na trama). Toda sua extensão pode ser percorrida, seja para ir atrás dos monstros fora das missões, buscar recursos ou procurar por “atividades não-catalogadas”.

Quando dizemos que há ações “extras” em Monster Hunter Wilds, isso significa que há mais coisas para se fazer além das missões principais. Grande parte pode seguir a história e eventos, desbloqueando seus equipamentos e bônus aos poucos. Porém, se estiver confiante, pode seguir sem rumo e quem sabe achar monstros que não estão incluídos nestas atividades, novos locais de pesca, itens raros e outros. 

Há muito o que fazer em Monster Hunter Wilds, inclusive achar monstros e eventos “secretos” (Imagem: Diego Corumba/Canaltech)

Essa liberdade é o que dita o caminho na experiência. Não há problema algum em seguir apenas a trama, e tudo que ela oferece é até “bem generoso”. Porém, a Capcom abre espaço para as pessoas corajosas que vão além e fazem mais do que o básico. Quem opta por seguir neste caminho, recebe recompensas de acordo com o que encara, o que pode dar um upgrade maior em suas armas e equipamentos.

“A história não é tão impactante e chega a se tornar bem previsível em partes mais avançadas, mas cumpre sua tarefa e traz personagens muito cativantes”

— Diego Corumba

Aventura mais dinâmica

Toda a liberdade que o jogador tem em Monster Hunter Wilds também se reflete nos combates. Quem aceita missões, continuará seguindo os padrões de ter de voltar para o acampamento para repor estoque de itens ou de ser derrotado até três vezes antes de falhar na tarefa. No entanto, notará casos que será muito bem-sucedido, mas vai faltar apenas uma garra, escama, osso que seja para montar aquela arma bacana.

Você não precisa voltar na mesma missão e fazer tudo novamente. Basta encontrar o monstro no mapa e ir para cima dele. Assim que conquistar o que tanto deseja, é possível largar ele por ali mesmo e seguir sua aventura sem qualquer entrave. Simples assim. Claro que não receberá o dinheiro que a guilda oferece em suas tarefas habituais, mas economiza um tempo de “grinding” que é muito bem-vindo.

Faltou uma Cauda de Quematrice? Não tem problema, encare ela fora das missões e pegue o que precisa (Imagem: Diego Corumba/Canaltech)

Os combates também estão mais dinâmicos e mostram o quanto a Capcom teve um cuidado maior com as novidades de Monster Hunter Wilds. Todos sabemos que não basta chegar batendo no monstro e contar que, mais cedo ou mais tarde, ele cairá. É necessário ter um pouco de estratégia. Com novas opções para os jogadores, isso é ampliado.

Uma delas é a presença de Seikret como montaria. Ele é extremamente útil, principalmente nos combates. Acionando um botão, ele pode te pegar no meio do combate para abrir uma distância maior entre você e o monstro. Ou, em casos drásticos, dar espaço para procurar e utilizar um item que toda a ação impedia. Além disso, se antes os caçadores tinham de parar em algum canto para afiar sua arma, agora podem fazer isso em movimento com o “pseudo-Chocobo”. 

Além das armadilhas criadas pelos jogadores, Monster Hunter Wilds também amplia a quantidade de armadilhas naturais e de seus efeitos criativos. São várias espalhadas pelos cenários, esperando para serem usadas e facilitarem seu embate contra as criaturas. Em alguns casos, elas são a diferença entre a vitória e a derrota, deixando confrontos mais equilibrados em caso de monstros poderosos. 

O uso de armadilhas pode fazer a diferença entre a vitória e a derrota (Imagem: Diego Corumba/Canaltech)

“Se atente à dica: há armadilhas que aparecem apenas com a interação de alguns monstros com os cenários. Se mantenha de olho aberto para oportunidades que podem aparecer durante as lutas”

— Diego Corumba

Inteligência artificial exemplar

Um dos aspectos que mais impressiona são os avanços realizados com a inteligência artificial dos NPCs, sejam eles inimigos ou aliados. Se você parar e observar qualquer um deles, notará que eles têm diversas ações independentes da sua e isso dá um “tempero” maior para toda a jornada. 

Em relação aos seus aliados, chega a ser divertido: quer falar com Alma para ver as próximas missões? Ou com Gemma, para fazer um upgrade no seu equipamento? Elas podem estar passeando pelos locais que visita, de forma despretensiosa. Inclusive, há momentos em que param, observam e até interagem com outros NPCs. 

O mesmo vale nos combates, com personagens que realmente ajudam dentro das batalhas offline. Durante os testes, os servidores de Monster Hunter Wilds estavam desligados, o que me levou a testar a eficiência da equipe de apoio com a IA do jogo. E eles salvam vidas, diga-se de passagem. Atacam, desviam, chamam a atenção, plantam armadilhas, te curam, executam o combo completo e de forma muito útil.

Isso também vale para as criaturas, que têm um conjunto maior de ações no game. Nenhuma delas apanha “parada” (exceto quando está com algum status negativo), elas reagem a cada movimento do jogador e utilizam todas as partes de seu corpo para vencer. Além disso, quando as batalhas ficam mais intensas, eles podem se tornar mais agressivos ou até tentam escapar com mais frequência dos seus ataques. 

Há momentos em que vários monstros brigam entre si simultaneamente (Imagem: Diego Corumba/Canaltech)

Aí que entra a diversão em Monster Hunter Wilds, já que nestas fugas eles podem encontrar outros e entrar em disputas que vão além do jogador (que se beneficia disso, logicamente). Há casos também de outros estarem passeando e serem atacados, entrando na briga junto “de graça”. E não há limites, em nosso teste já vimos até quatro monstros brigando simultaneamente.

Detalhes que merecem atenção

Não é novidade para ninguém que a Capcom está trazendo a franquia Monster Hunter para o ultrarrealismo e isso se reflete em Monster Hunter Wilds. Mesmo jogando no Modo Desempenho, que traz 60 FPS, ele continua com gráficos excepcionais e que não deixam a desejar em comparação aos últimos lançamentos de 2024.

Há duas batalhas de Monster Hunter Wilds que se destacam neste quesito. Uma contra Uht Duna, que ocorre embaixo de uma chuva torrencial e no meio de um lago – criando diversas ondas durante a sua movimentação, o que se torna um verdadeiro espetáculo visual. Outro é Rey Dau, que te enfrentará enquanto diversos raios caem sobre o campo e traz um show de luzes dentro da experiência.

Uht Duna traz um dos embates mais belos de Monster Hunter Wilds (Imagem: Diego Corumba/Canaltech)

Apesar de jogar antes da primeira atualização, que deve chegar no lançamento de Wilds, foram encontrados pequenos erros e problemas dentro do jogo. Todos os vistos (sejam gráficos ou de desempenho) podem ser considerados “pequenos”, provavelmente serão corrigidos nos primeiros patches e não atrapalham o jogo no geral. Garantimos que ele foi 100% jogável de seu início ao fim, algo que é muito importante hoje em dia.

O que continua não ajudando os fãs em Monster Hunter Wilds é a sua câmera. Não é apenas uma ou duas, mas várias vezes que você está embaixo de algum monstro ou “preso” entre ele e a parede que fica impossível ver o que está acontecendo ou para onde mirar seus ataques. Independentemente do seu grau de experiência na franquia, isso atrapalha e vira um constante incômodo. 

É notável também um certo “cansaço” na construção do jogo com a sua história. Se no começo temos mais cutscenes, visitas a locais com momentos de lazer e uma preparação de terreno, entre o capítulo 2 e 3 a estrutura se torna similar à vista em Mortal Kombat: enfrenta algo, volta para base para ter um pouco de avanço na narrativa, depois vai seguir para enfrentar outro monstro – e isso se repete até o fim assim.

Foco demais em acessibilidade

Monster Hunter Wilds é acessível para atrair uma quantidade ainda maior de jogadores, mas isso pode se tornar um problema para quem acompanha a franquia há algum tempo. Se você gostava da dificuldade de Monster Hunter World e até a vista em MH Rise, é importante que saiba que no novo capítulo as batalhas estão muito mais fáceis.

Finalizar com “Missão Cumprida” é mais fácil do que imagina (Imagem: Diego Corumba/Canaltech)

Citamos a presença do Seikret e de mais armadilhas, mas vai um pouco além disso. Além de poder montar em seus inimigos para causar uma quantia considerável de dano (como em Monster Hunter Rise), se atacar repetidamente uma parte do corpo dos monstros, ela brilha e permite que execute outra ação que causa ainda mais dano – o que reduz e muito a duração dos embates.

Enquanto há combates que trazem um desafio real aos jogadores e vão botar em cheque suas habilidades, a maioria deles não passará de um pequeno incômodo para aqueles que sabem o que estão fazendo. Há criaturas que impactam pela apresentação, pelos relatos que chegam in-game, mas na hora do embate te trazem menos dor de cabeça do que os primeiros chefões. 

“Isso pode ser perfeito para os novatos e quem está entrando na franquia agora, mas tornar fácil demais pode manter o público fiel afastado de Monster Hunter Wilds”

— Diego Corumba

Até mesmo a exploração do cenário de Monster Hunter Wilds possui uma facilidade maior. Não que alguém goste de se perder nos mapas, mas agora basta apertar um botão que o Seikret te leva diretamente para onde deseja. Isso mesmo, não precisa nem mais ter a parte da busca em sua caça. Basta subir nele e te levará direto para o monstro que vai enfrentar.

O Seikret te leva para qualquer lugar, independentemente se você sabe ou não chegar lá (Imagem: Diego Corumba/Canaltech)

Vale à pena jogar Monster Hunter Wilds?

Se comparado com Monster Hunter World e Rise, Monster Hunter Wilds se destaca bastante e traz muito mais a ser celebrado do que criticado. Ele serve não apenas como uma nova porta de entrada na franquia, mas como uma verdadeira comemoração das duas décadas que ela esteve presente na indústria gaming (completou 20 anos em 2024).

Não apenas no aspecto gráfico e de sua qualidade, mas a inclusão da história e vários outros elementos dentro da nova aventura conseguiu trazer uma renovação bem-vinda e que pode trazer mais vantagens no futuro. Se você está esperando DLCs e expansões, no próprio jogo base há um pós-game riquíssimo e que traz não apenas uma sequência dos eventos vistos na trama, mas outros monstros icônicos. 

Eu recomendo que dê uma chance para Monster Hunter Wilds, já que ele realmente cumpre seu papel de ser um dos maiores lançamentos deste primeiro semestre de 2025. Ele abre as portas da franquia para uma nova geração de fãs, de tecnologia e te apresentará uma “pequena amostra” do que deve esperar para o futuro da série nos videogames.

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GeForce RTX 5070 é até 20% melhor que RTX 4070, aponta teste vazado

A GeForce RTX 5070 é a 4ª integrante do lineup Blackwell da NVIDIA. Com lançamento marcado para dia 5 de março, com rumores dizendo que pode demorar mais, a GPU teve seus primeiros benchmarks vazados, mostrando vantagem de até 20% sobre sua antecessora, a RTX 4070.

O teste foi feito no Geekbench com OpenCL e Vulkan. Embora esses benchmarks não nos mostrem o real potencial da GPU, principalmente quando consideramos games, conseguimos ter uma noção da evolução geracional.

RTX 5070 vs RTX 4070 no Geekbench

No primeiro teste, a RTX 5070 alcançou 187.414 pontos contra os 167.924 da RTX 4070, um aumento de 11%. Em Vulkan, a GPU Blackwell foi um pouco além entregando 188.712 pontos e sua antecessora alcança 156.601 no mesmo teste, vantagem de 20% para a nova placa de vídeo da NVIDIA.


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Esse nível de desempenho pode ser algo próximo do que a GeForce RTX 4070 SUPER entrega. Ou seja, estamos falando de uma placa de vídeo com performance suficiente para os jogos mais pesados em 1440p, assim como a própria NVIDIA já divulgou. Além disso, com as novas vantagens do DLSS 4 com IA, essa GPU pode ir além.

NVIDIA GeForce RTX 5070 OpenCL
NVIDIA GeForce RTX 5070 OpenCL (Geekbench)
NVIDIA GeForce RTX 5070 Vulkan
NVIDIA GeForce RTX 5070 Vulkan (Geekbench)

A RTX 5070 pode ser uma das rivais das novas GPUs da AMD, baseadas em RDNA 4. Por enquanto, o Time Vermelho anunciou somente as Radeon RX 9070 XT e RX 9070. A segunda, ao que tudo indica, pode brigar diretamente com a GeForce em questão, enquanto a versão XT deve rivalizar a versão Ti da GPU da NVIDIA.

Essas placas chegam no começo de março e saberemos como será a disputa no segmento intermediário nessa nova geração de GPUs AMD e NVIDIA.

Veja mais do CTUP:

 

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IA revela misteriosa explosão cósmica que ficou escondida por anos

Algum objeto misterioso fora da Via Láctea disparou uma explosão cósmica poderosa que foi registrada, mas passou despercebida pelos cientistas por anos. Isso mudou: com a ajuda de uma inteligência artificial, pesquisadores encontraram o fenômeno em meio a dados do telescópio espacial Chandra, da NASA. 

Em 2020, o Chandra estava observando os restos de uma estrela que explodiu na Pequena Nuvem de Magalhães, uma pequena galáxia vizinha da Via Láctea. Por sorte, o telescópio flagrou também uma emissão de raios X bem luminosa e breve, vinda de uma fonte emissora desconhecida. Em questão de segundos, o flash apareceu e sumiu

Explosão XRT 200515 observada pelo telescópio Chandra (Reprodução/Steven Dillmann)

A emissão não foi identificada cientistas durante as observações iniciais e acabou esquecida em meio aos dados arquivados do Chandra. “Você já folheou álbuns de fotos antigas e de repente encontrou algo fascinante escondido no fundo de uma foto que ninguém havia percebido antes? Agora imagine fazer isso em escala cósmica”, descreveu Steven Dillmann, o pesquisador principal do estudo que descreve a descoberta. 


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Com a ajuda de um método de machine learning, os pesquisadores analisaram anos de dados arquivados e encontraram o fenômeno. O evento passou despercebido por métodos tradicionais, mas o novo modelo de machine learning revelou a emissão, que foi caracterizada como um “transiente rápido de raios X”. 

Explosão cósmica misteriosa

A equipe chamou o fenômeno de XRT 200515, designação que descreve a data da sua descoberta. “Esta emissão cósmica é particularmente interessante por causa das suas características incomuns que são diferentes de qualquer outro FXT já encontrado pelo Chandra”, disse o autor. 

O fenômeno pode ter vindo de algum magnetar distante (Reprodução/ICAR)

Como nenhum outro telescópio espacial havia registrado o objeto antes ou depois do evento, sua origem ainda é desconhecida. Por enquanto, os pesquisadores suspeitam que a emissão tenha vindo de uma estrela de nêutrons que está capturando matéria da sua vizinha; quando há gás suficiente acumulado, ela sofre uma explosão termonuclear e produz raios X.

Também é possível que XRT 200515 tenha vindo de um magnetar distante, uma estrela de nêutrons ultramagnética capaz de emitir uma quantidade imensa de raios X. Se confirmada, esta vai ser a primeira observação de um magnetar emitindo raios X tão energéticos. 

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.  

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