Brasil lança Marca Nordeste e apresenta região como produto turístico único para o mercado internacional

Iniciativa representa um marco na promoção turística integrada no Brasil e reposiciona o Nordeste como destino sustentável e competitivo no mercado global Da Redação (*) Brasília – Diversas praias, gastronomia, história, música e culturas que condensam o melhor do Brasil, com originalidade e força para competir com os destinos mais procurados do mundo, os nove […]

Continue lendo...

Empresários reivindicam atualização do teto do MEI para R$ 144,9 mil

Tabela está congelada desde 2018 e já acumula defasagem de 83%, afetando diretamente a competitividade de milhões de pequenos negócios Brasília – A proposta de atualização do Simples Nacional, defendida por representantes do setor produtivo, prevê correção de 83,03% nos limites de faturamento, acompanhando a inflação acumulada desde 2018. Com isso, o teto do Microempreendedor […]

Continue lendo...

Diretor de Resident Evil Requiem sobre Leon: “não prometemos nada”

Fãs de Resident Evil estão frustrados porque a promessa de rumores sobre a revelação de Leon Kennedy em Resident Evil Requiem durante a Tokyo Game Show não se concretizou. Em entrevista ao The Gamer durante o evento no Japão, Masata Kumazawa, produtor do game da Capcom, afirmou que as pessoas “agem como se várias especulações e rumores já fossem algo confirmado”.

Sim, diante de tantos rumores sobre a aparição do icônico personagem da franquia no mais novo título já era dada como verdade por muitos por um motivo: um leaker conhecido por seus vazamentos com bom histórico de acertos era o responsável pelos rumores. Dusk Golem bateu nessa tecla algumas vezes, chegou a dizer que não sabia exatamente dos planos de marketing para o jogo, mas afirmou inúmeras vezes que o personagem estaria no jogo.

Capcom mostrou o que pode até agora, então tem mais

E não só esses rumores sobre Leon em Resident Evil Requiem estiveram em alta nos debates, como também o personagem misterioso com capuz que aparece brevemente nos trailers, com muitos acreditando que se trata do retorno de algum rosto familiar. Sobre Leon, foi até especulado que ele estaria “enrugado” e ficaria com as cenas de ação, e a nova protagonista, Grace Ashcroft, com os momentos de terror.


Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.

 

“Às vezes converso com pessoas e elas agem como se várias especulações e rumores já fossem algo confirmado, e então começam a falar com base nisso. Gostaria que todos se lembrassem de que devemos nos acalmar um pouco — o que mostramos até agora é tudo o que podemos dizer”, disse o produtor Masata Kumazawa.

A fala do produtor de Resident Evil Requiem chama a atenção por uma coisa: o que mostraram e disseram até agora sobre o game é o que podem. Isso deixa subtendido, então, que existem coisas que eles não podem detalhar ainda e que podem ser revelados posteriormente, ou mesmo algo deixado para que os jogadores descubram quando o título chegar em fevereiro.

Kumazawa segue dizendo que as pessoas ficam frustradas com eles, porque não mostraram o que não prometeram: “as pessoas ficam frustradas conosco, porque, embora não tenhamos prometido nada, os rumores e as teorias eram tais que acabaram sendo amplamente acreditados”.

Sobre o personagem misterioso, o diretor do game, Koshi Nakanishi, deixa claro que “a pessoa com capuz é um novo personagem” e para por aí, sem entrar em detalhes.

Veja mais do CTUP:

Leia a matéria no Canaltech.

Continue lendo...

WhatsApp facilita busca por grupos que você não consegue lembrar o nome

O WhatsApp destacou uma série de novos recursos liberados no app nos últimos meses. Os destaques incluem uma nova forma de encontrar grupos, digitalização de documentos e suporte ao envio de Live Photos.

4 novos recursos no WhatsApp

Confira as principais novidades:

  1. Busca de grupos por contatos
  2. Digitalização de arquivos no Android
  3. Live Photos no iOS
  4. Visual repaginado com Meta AI

Busca de grupos por contatos

Caso você não lembre o nome do grupo ou mudaram o título sem que você saiba, há uma nova forma de encontrar a conversa: basta digitar os nomes de contatos que fazem parte do mesmo chat na busca e ver os resultados correspondentes.


Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.

Os resultados aparecem numa categoria chamada “Grupos em comum”.

WhatsApp deixa você procurar por um contato e ver os grupos em comum (Imagem: Captura de tela/André Magalhães/Canaltech)

Digitalização de arquivos no Android

O WhatsApp para Android ganhou uma opção para digitalizar documentos pelo próprio app. Ao acessar o ícone de documentos e escolher a opção “Escanear”, o mensageiro abre a câmera e permite até cortar elementos da imagem antes de enviar o arquivo.

Live Photos nas conversas

O mensageiro agora é compatível com o envio de Live Photos (no caso do iOS) ou Fotos em Movimento (no caso do Android). Dessa forma, é possível compartilhar a sequência com todas as imagens e áudio com outras pessoas, sem a necessidade de segmentar entre fotos e vídeos.

Visual repaginado com Meta AI

O assistente de IA Meta AI pode ser usado para mudar o visual do seu WhatsApp: é possível usá-lo para criar planos de fundo ou temas para as conversas a partir de comandos de texto.

Além disso, o app recebeu novos pacotes de figurinhas. 

Leia também:

VÍDEO: Como usar o WhatsApp em 2 aparelhos diferentes e como adicionar outra linha no mesmo celular

 

Leia a matéria no Canaltech.

Continue lendo...

Pokémon Legends Z-A, Battlefield 6 e mais nos lançamentos de jogos de outubro

Depois de Hollow Knight: Silksong, Silent Hill f e Hades 2 chegou a hora de descansar, não é? Não, muito pelo contrário. A lista de lançamentos de jogos de outubro de 2025 tem diversos títulos de peso — para todos os gostos e plataformas, diga-se de passagem.

O mês traz o aguardado retorno de Digimon Story após 8 anos, a chegada de Pokémon Legends Z-A, um novo Battlefield e até remasterizações de clássicos como Super Mario Galaxy

Confira os 6 jogos mais esperados de outubro de 2025, assim como o calendário completo com todos os lançamentos que o Canaltech organizou para você.


Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.

6. Digimon Story: Time Stranger

A Bandai Namco prometeu e cumpriu, Digimon Story: Time Stranger será lançado em poucos dias. O game promete ampliar tudo que os demais trouxeram no passado, com a presença de ambientes mais diversos e até mesmo a montaria dos monstros digitais. 

Além de poder replicar a icônica cena de Matt montado em Garurumon na abertura do primeiro Digimon Adventure, você terá o maior catálogo de aliados de todos já vistos no JRPG. Ou seja, tudo indica que fará valer a espera de 8 anos por um novo lançamento dentro de sua linha.

 

Digimon Story: Time Stranger será lançado no dia 3 de outubro de 2025 no PlayStation 5, Xbox Series e PCs. Não há informações sobre o lançamento para os consoles Nintendo

5. Terminator 2D: No Fate

Se você gosta dos filmes dos anos 1980 e jogos independentes, Terminator 2D: No Fate fará seus olhos brilharem. O título adapta os eventos de O Exterminador do Futuro 2, com a batalha de Sarah Connor e T-800 para decidir o destino da humanidade.

O 2D side-scroller permite viver os principais momentos do longa-metragem, com variações de gameplay a depender do personagem que controla e uma aventura sem precedentes, que mistura controles modernos com a estética e a jogabilidade precisa dos clássicos da era 16-bits

 

O lançamento de Terminator 2D: No Fate será no dia 31 de outubro de 2025 para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series, Nintendo Switch e PCs. 

4. The Outer Worlds 2

A Microsoft e a Obsidian Entertainment trazem um dos maiores lançamentos de 2025 neste mês de outubro: The Outer Worlds 2. O RPG promete ser maior e trazer ainda mais liberdade aos jogadores que decidirem explorar o universo com várias novidades em comparação ao original.

De acordo com o estúdio, o jogo trará uma nova tripulação, mais armas e inimigos inéditos. Seu objetivo é estudar as fendas devastadoras que ameaçam a humanidade — o que te levará até Arcádia, um lugar cheio de ameaças e problemas que devem ser encarados de frente.

 

The Outer Worlds 2 confirma a estratégia multiplataforma da Microsoft, já que chegará no dia 29 de outubro de 2025 ao PlayStation 5, Xbox Series e PCs.

3. Ghost of Yotei

Sequência espiritual de Ghost of Tsushima, Ghost of Yotei é o mais novo projeto da Sucker Punch Productions para explorar o Japão Feudal. Através de uma nova jornada por vingança, você deve controlar Atsu por ambientes espetaculares e por batalhas que prometem se tornar verdadeiras lendas.

O título é uma das grandes apostas da Sony para 2025, ao lado de Death Stranding 2: On the Beach (que chegou em junho). Com gráficos de ponta, promessa de um altíssimo desempenho no PS5 Pro e uma história colossal, eles querem atrair não apenas quem gosta de visitar o passado, mas também quem busca uma aventura daqueles neste fim de ano.

 

Ghost of Yotei será lançado no dia 2 de outubro de 2025 com exclusividade ao PlayStation 5. É possível que uma versão para PCs também esteja em produção, mas o estúdio não confirmou a informação.

2. Pokémon Legends Z-A

Mesmo em um mês que temos Super Mario Galaxy remasterizado, a menina dos olhos da Nintendo é Pokémon Legends Z-A. A aventura te levará de volta para Kalos (região da 6ª geração), com o retorno das Mega Evoluções para dentro do universo dos monstrinhos de bolso.

Toda a história acontecerá na cidade de Lumiose, que passa por um grande plano de reestruturação urbana. O mapa será enorme e contará com a presença de diversos treinadores e de Pokémon para batalhar, então prepare a sua Pokédex que a aventura promete bastante.

 

Pokémon Legends Z-A chegará no dia 16 de outubro de 2025 com exclusividade para o Nintendo Switch e Switch 2. 

1. Battlefield 6

Se passaram 4 anos desde o último grande jogo de guerra da Electronic Arts, mas Battlefield 6 está cada vez mais próximo e promete grandiosidade. Claro, os destaques são para o modo multiplayer online e os cenários com ambiente destrutivo — a marca registrada da franquia.

Porém, caso você goste de jogar de forma solo, também há o retorno do modo história. Desta forma, pode treinar um pouco sua pontaria e desvendar os mistérios da narrativa, assim como testar um pouco o gameplay dos tanques, helicópteros e outros veículos que terá disponíveis nos vastos mapas.

 

A Electronic Arts lançará Battlefield 6 no dia 10 de outubro de 2025, com versões para o PlayStation 5, Xbox Series e PCs.

Todos os lançamentos de jogos de outubro

E não pense que, por termos separado estes 6, não há outros destaques dentro do mês de outubro. Nos próximos dias também verá Just Dance 2026, Little Nightmares III, Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2, Ninja Gaiden 4, Mina the Hollower (dos mesmos criadores de Shovel Knight) e vários outros sucessos. Veja o calendário completo abaixo:

2 de outubro

  • Ghost of Yotei (PS5)
  • Gigasword (PC)
  • Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2 (Nintendo Switch e Nintendo Switch 2)

 

3 de outubro

  • Digimon Story: Time Stranger (PS5, Xbox Series e PC)

6 de outubro

  • Daimon Blades (PC)

7 de outubro

  • Blood of Mehran (PS5, Xbox Series e PC)
  • King of Meat (PS5, Xbox Series e PC)
  • Battle Suit Aces (PS5, Nintendo Switch e PC)
  • Little Rocket Lab (PC)
  • Shrine’s Legacy (PC)

 

8 de outubro

  • Comfy Girl: Lofi Compation (PC)
  • Moony: Black_Lotus (PC)

9 de outubro

  • Absolum (PS4, PS5, Nintendo Switch e PC)
  • Backseat Drivers (PC)
  • Yooka-Replaylee (PS5, Xbox Series, Nintendo Switch 2 e PC)
  • Lost Eidolons: Veil of the Witch (PS5, Xbox Series, Nintendo Switch e PC)
  • Painkiller (PS5, Xbox Series e PC)
  • Rise Eterna 2 (PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series, Nintendo Switch e PC)

10 de outubro

  • Barbie Horse Trails (PS4, PS5, Xbox Series, Nintendo Switch e PC)
  • Battlefield 6 (PS5, Xbox Series e PC)
  • Disgaea 7 Complete (Nintendo Switch 2)
  • Little Nightmares: Enhanced Edition (PS5, Xbox Series, Nintendo Switch 2 e PC)
  • Little Nightmares III (PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series, Nintendo Switch, Nintendo Switch 2 e PC)
  • The Farmer Was Replaced (PC)
  • Ys Vs. Trails in the Sky: Alternative Saga (PS4, PS5, Nintendo Switch e PC)
Imagem de Little Nightmares 3
Little Nightmares III promete ser o maior capítulo de toda a trilogia (Imagem: Divulgação/Bandai Namco)

11 de outubro

  • Forgotten Seas (PC)

14 de outubro

  • Nascar 25 (PS5 e Xbox Series)
  • Just Dance 2026 (PS5, Xbox Series, Nintendo Switch e Nintendo Switch 2)
  • Rising Heat (PC)

15 de outubro

  • Ball x Pit (PC)

 

16 de outubro

  • Pokémon Legends Z-A (Nintendo Switch e Nintendo Switch 2)
  • Reach (PC VR, PSVR 2 e Meta Quest)

17 de outubro

  • Keeper (Xbox Series e PC)
  • The Elf on the Shelf: Christmas Heroes (PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series, Nintendo Switch e PC)

20 de outubro

  • Fantasy Maiden Wars (PC)

21 de outubro

  • Escape Simulator 2 (PC)
  • Jurassic World Evolution 3 (PS5, Xbox Series e PC)
  • Ninja Gaiden 4 (PS5, Xbox Series e PC)
  • Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2 (PS5, Xbox Series e PC)
Imagem de Ninja Gaiden 4
Ninja Gaiden 4 é a grande aposta entre os hack ‘em slash (Imagem: Divulgação/Microsoft)

22 de outubro

  • Dispatch (PS5 e PC)
  • Relic Guardian (PC)
  • Trenches VR (PSVR 2, PC VR e Meta Quest)
  • Angry Video Game Nerd 8-bit (PS4, Xbox One, Nintendo Switch, Nintendinho e PC)

23 de outubro

  • Double Dragon Revive (PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series e PC)
  • Farthest Frontier (PC)
  • Persona 3 Reload (Nintendo Switch 2)
  • Plants Vs. Zombies: Replanted (PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series, Nintendo Switch, Nintendo Switch 2 e PC)
  • The Crazy Hyper-Dungeon Chronicles (PC)
  • The Lonesome Guild (PS5, Xbox Series e PC)
  • Tormented Souls 2 (PS5, Xbox Series e PC)

24 de outubro

  • Once Upon a Katamari (PS5, Xbox Series, Nintendo Switch e PC)

 

28 de outubro

  • Ire: A Prologue (PC)
  • Two Point Museum (Nintendo Switch 2)

29 de outubro

  • The Outer Worlds 2 (PS5, Xbox Series e PC)

30 de outubro

  • Arc Raiders (PS5, Xbox Series e PC)
  • Dragon Quest 1 & 2 HD-2D Remake (PS5, Xbox Series, Nintendo Switch, Nintendo Switch 2 e PC)
  • Mortal Kombat: Legacy Kollection (PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series, Nintendo Switch, Nintendo Switch 2 e PC)
  • Virtua Fighter 5 R.E.V.O. World Stage (PS5 e Xbox Series)

 

31 de outubro

  • Mina the Hollower (PS5, Xbox Series, Nintendo Switch, Nintendo Switch 2 e PC)
  • Tales of Xillia Remastered (PS5, Xbox Series, Nintendo Switch e PC)
  • Terminator 2D: No Fate (PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series, Nintendo Switch e PC)

Leia também no Canaltech:

Leia a matéria no Canaltech.

Continue lendo...

Saudades, Orkut

Nunca vou me esquecer da primeira vez que me deparei com a palavra saudade. Foi depois que o Orkut foi encerrado. De repente, mensagens começaram a chegar do mundo todo. Muitas diziam a mesma coisa: ‘saudade do Orkut.’ No começo, achei que era só saudade do site. Mas a palavra continuava aparecendo — e parecia mais profunda do que nostalgia.

Saudade é a palavra portuguesa para “longing” (anseio, desejo profundo), mas não há uma tradução exata para ela em inglês. Saudade é um sentimento, um estado de espírito. É o silêncio dos marinheiros acenando ao partir da costa, com a esperança de um dia voltar. É a dor do que está ausente, da pessoa que você já foi, mas à qual nunca mais poderá retornar. É o amor que se perdeu.

Quando perguntei aos meus amigos brasileiros, eles explicaram que saudade não é apenas sentir falta de algo. É a dor daquilo que se foi. Não só de uma pessoa ou de um lugar, mas de uma versão sua que existia antes. É uma palavra para quando você se lembra de ter sido genuinamente feliz — e sabe que não pode voltar.


Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.

Um amigo me disse: “Sinto falta dos almoços de domingo, do som das risadas ecoando pela casa, da sensação de pertencimento.” Isso é saudade. Uma memória que vive nos ossos.

Sinto saudade do meu pai. Ele se foi cedo demais, mas deixou uma marca. Era um cirurgião que tratava as pessoas independentemente da capacidade de pagar. Liderava com humildade e compaixão, não por ambição. Quando ele morreu, a cidade inteira parou. Eu costumava achar que meu luto era algo íntimo, mas quando as pessoas me paravam na rua para contar como ele as ajudou, percebi que a vida dele também havia criado saudade nelas.

Eu nunca tive a intenção de construir algo assim. Quando criei o Orkut, só queria aproximar as pessoas. Não era sobre métricas ou branding — era sobre conexão. Naquela época, a internet ainda parecia cheia de possibilidades. As pessoas não se editavam como fazem hoje. Elas simplesmente apareciam: desajeitadas, engraçadas, gentis, bagunçadas, reais. Sinto saudade do Orkut porque me lembro de um tempo em que a internet nos fazia sentir mais próximos, não mais sozinhos. Quando comunidade significava gentileza. Quando conexão significava presença.

E então acabou. Sem aviso, sem despedida. O Orkut foi encerrado para dar lugar ao Google Plus. Mas as mensagens que recebi depois mostraram que não era apenas de um site que as pessoas sentiam falta. Elas sentiam falta do que ele representava: um tempo em que a internet parecia mais humana.

Claro, o Orkut não era perfeito. Tinha falhas e coisas que não fizemos do jeito certo. Mas hoje eu acredito que saudade não é sobre idealizar o passado. É sobre reconhecer o que foi importante — e por que dói perder isso.

Recentemente, li Careless People: A Cautionary Tale of Power, Greed, and Lost Idealism, de Sarah Wynn-Williams. Não é apenas um livro sobre o Facebook — é um estudo de caso sobre fracasso moral. Wynn-Williams, ex-executiva da empresa, mostra como decisões internas priorizaram crescimento e engajamento em detrimento do bem-estar humano.

Ela revela como o Facebook passou a tratar a vulnerabilidade como uma oportunidade de otimização: adolescentes em momentos de insegurança eram categorizados, monitorados e expostos a conteúdos pensados para mantê-los rolando a tela — mesmo que isso aprofundasse ainda mais o desespero deles.

O que mais me chocou não foi apenas o dano causado, mas a intencionalidade. Não eram falhas do sistema. Eram escolhas estratégicas feitas por pessoas que, muitas vezes, sabiam exatamente o que estavam fazendo.

Wynn-Williams escreve com a clareza de quem viu a máquina por dentro. Seu livro não é um ataque — é um alerta. Ele nos convida a refletir sobre o que acontece quando as plataformas se tornam poderosas demais, quando a ambição cega os criadores para as consequências do próprio trabalho, quando as empresas passam a prestar mais contas aos investidores do que às pessoas que deveriam servir.

E o dano não é abstrato. Milhões de jovens passam agora inúmeras horas por dia em um ecossistema que corrói silenciosamente sua autoestima. Depressão, ansiedade e automutilação estão aumentando drasticamente entre adolescentes. Alguns dos próprios executivos que ajudaram a construir essas plataformas nem sequer permitem que seus próprios filhos as usem. Eles conhecem o custo.

Isso não aconteceu por acaso. Aconteceu porque decisões foram tomadas com indiferença, com desprezo pela humanidade e pela sociedade. Decisões tomadas por pessoas no poder. Pessoas que sabiam exatamente o que estavam fazendo. E elas fizeram uma escolha. Escolheram engajamento em vez de bem-estar mental. Escolheram gráficos de crescimento em vez da dignidade humana.

Quando o Orkut foi encerrado, não perdemos apenas algo técnico — perdemos algo social e cultural, algo no nosso inconsciente coletivo. Um espaço onde as pessoas se sentiam vistas. Onde a conexão não era medida em curtidas, mas em significado. Quando as pessoas dizem que sentem falta do Orkut, não acho que sintam falta apenas das postagens antigas.

Elas sentem falta da sensação de estar em casa. Recebi mensagens de usuários do mundo todo que conseguiram reencontrar amigos e familiares, criar e manter amizades — encontrar um senso de pertencimento. “O Orkut é o único lugar onde me sinto visto”, lembro de alguém me dizer uma vez.

A saudade nos lembra do que foi bom — e do que ainda somos capazes de construir. Ela não olha apenas para o passado. Ela pergunta: o que queremos da tecnologia agora? Como seria criar ferramentas que priorizem comunidade, dignidade e alegria?

Você não pode desligar o amor. Não dá pra eliminar o significado com um algoritmo. Se ouvirmos o sentimento da saudade — não apenas como perda, mas como memória e promessa — talvez ele nos aponte um caminho melhor. Não um retorno, mas uma renovação.

Leia a matéria no Canaltech.

Continue lendo...

A evolução dos leitores de texto: de softwares estáticos à IA

Desde os primórdios da escrita até a era da inteligência artificial, os recursos de leitura tornaram-se cada vez mais sofisticados. Dos primeiros leitores de tela baseados em comandos simples às soluções modernas e inteligentes, a trajetória reflete o avanço tecnológico e o compromisso com a acessibilidade. 

Este panorama histórico e técnico busca ilustrar essa transformação e mostrar as aplicações reais que já fazem a diferença no cotidiano. Confira como os leitores de texto evoluíram ao longo dos anos nesse timeline!

Anos 1980–1990: os primeiros leitores de tela

Nos primórdios da informática, leitores de tela rudimentares ouviam comandos em texto, em ambientes como o MS-DOS, os sistemas buscavam o buffer de texto para convertê-lo em voz sintetizada. Esses recursos abriram portas para usuários com deficiência visual acessarem computadores pela primeira vez.


Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.

1990–2000: popularização e expansão para interfaces gráficas

Com o monopólio da interface gráfica, os leitores precisaram evoluir. Softwares como o JAWS, lançado em 1989, passaram a navegar por janelas, menus e elementos complexos, oferecendo personalização e suporte para aplicações variadas.

2000–2010: softwares livres e ampliações importantes

Projetos como o NVDA (NonVisual Desktop Access, 2006) surgiram como alternativas gratuitas e colaborativas aos softwares comerciais, expandindo a acessibilidade ao Windows de forma universal. Paralelamente, leitores começaram a incorporar suporte a ícones e links, aproximando-se da experiência dos usuários sem deficiência.

2010–2020: Conectividade e mobilidade

A popularização de smartphones e tablets demandou soluções para leitura em movimento. Tecnologias como o SeeReader (2009) combinaram TTS com reconhecimento de layout, permitindo aos usuários escutar documentos sem precisar olhar para a tela. 

Surgiram também leitores de tela nativos em sistemas como VoiceOver (iOS) e Narrator (Windows), ampliando o acesso de forma nativa.

2020 em diante: IA e personalização avançada
Hoje, recursos baseados em IA revolucionam a leitura. Ferramentas capazes de ajustar ritmo, entonação e até criar narrações personalizadas usam redes neurais para tornar a voz mais humana. 

O Speaktor é um exemplo dessas soluções que traduzem texto em áudio quase imperceptível como máquina, uma verdadeira IA para ler textos, com flexibilidade e qualidade profissional, ideal para audiolivros, podcasts ou multitarefa.

Benefícios atuais e aplicações reais

As tecnologias de leitura de texto tornaram-se ferramentas versáteis, atendendo desde necessidades de acessibilidade até demandas de produtividade. Com vozes mais naturais e recursos inteligentes, elas ampliam o acesso à informação e otimizam o consumo de conteúdo em diferentes contextos. Confira os principais benefícios e aplicações:

Inclusão e educação

A evolução dos leitores de texto tem sido vital para a autonomia de pessoas com deficiência visual e dislexia, especialmente no contexto educacional. Disciplinares acessíveis permitem que alunos acompanhem conteúdos complexos com leitura em voz alta.

Produtividade e mobilidade

Profissionais aproveitam leitores inteligentes para absorver relatórios e e-mails enquanto se deslocam ou realizam tarefas rotineiras. A capacidade de consumir informação sem interromper outras atividades se provou essencial em ambientes dinâmicos.

Criação de conteúdo

Ferramentas modernas como o Speaktor também são usadas para produzir audiolivros, narrações para vídeos ou podcasts sem precisar de estúdio. Isso abriu o leque de quem pode criar conteúdo de áudio com rapidez e baixo custo.

Assistência visual complementar

Soluções vestíveis como dispositivos que leem textos impressos, combinados com leitores de tela, oferecem foco e suporte digital em ambientes diversos, como transporte público ou bibliotecas.

Panorama brasileiro e legislação de acessibilidade

No Brasil, o avanço das tecnologias de leitura de texto tem encontrado um terreno fértil, impulsionado tanto pela popularização dos dispositivos móveis quanto por políticas públicas de inclusão. 

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) é um marco que estabelece diretrizes para garantir o acesso à informação, incentivando o uso de recursos tecnológicos que favoreçam a autonomia e a participação plena na sociedade. 

Essa legislação, somada a iniciativas de instituições de ensino e empresas privadas, tem estimulado a adoção de leitores de texto em contextos diversos. 

Em universidades, por exemplo, é cada vez mais comum o uso de soluções digitais para leitura de artigos acadêmicos, apostilas e conteúdos complementares, permitindo que estudantes com deficiência visual ou dislexia acompanhem o mesmo material que seus colegas.

Mercado corporativo nacional

No mercado corporativo, a tecnologia também ganhou espaço como ferramenta de produtividade. Empresas de diferentes setores têm adotado leitores de texto inteligentes para facilitar treinamentos, otimizar o consumo de relatórios e integrar informações entre equipes. 

Esses usos vão além da acessibilidade: representam ganhos reais de eficiência operacional e melhor aproveitamento do tempo de trabalho.

Com a combinação de conectividade móvel, aprimoramento das vozes sintéticas e interfaces cada vez mais intuitivas, o país está em um momento estratégico para ampliar o acesso à leitura digital. 

O cenário brasileiro sinaliza que a IA para ler textos não é apenas uma tendência tecnológica, mas um recurso que integra inclusão e inovação em escala nacional.

Desafios e oportunidades para o futuro

Apesar do avanço significativo, ainda existem desafios a serem superados para que as tecnologias de leitura de texto alcancem todo o seu potencial no Brasil. 

Um dos principais pontos é a ampliação do acesso à internet de qualidade em regiões mais afastadas, condição essencial para que leitores de texto baseados em nuvem funcionem de forma eficiente.

Outro aspecto importante é a capacitação de usuários e profissionais para explorar todo o potencial dessas ferramentas. Muitas vezes, soluções poderosas são subutilizadas por falta de conhecimento sobre suas funcionalidades, o que reforça a necessidade de campanhas educativas e treinamentos.

Pesquisas indicam que o mercado global de tecnologias assistivas — que inclui leitores de texto e outras soluções de acessibilidade — atingiu US$ 22,9 bilhões em 2023 e poderá ultrapassar US$ 31,8 bilhões até 2030, crescendo a uma taxa anual aproximada de 4,8%.

Além disso, uma recente pesquisa com líderes empresariais aponta que cerca de 65% das organizações já utilizam IA generativa em pelo menos uma função de negócios, e muitos estão remodelando seus fluxos de trabalho e estruturas de governança para capturar valor real da tecnologia.

A evolução dos leitores de texto 

A jornada dos leitores de texto, dos sistemas estáticos baseados em texto aos leitores inteligentes movidos por IA, é uma história de inclusão, tecnologia em evolução e adaptação às necessidades reais dos usuários. Em cada etapa, a tecnologia aproximou o texto escrito da voz, democratizando o acesso à informação.

Hoje, essas ferramentas representam o ápice dessa evolução, oferecendo personalização, fluidez e qualidade humana que, há poucas décadas, ainda eram impensáveis. A história mostra que cada avanço contribuiu para tornar a leitura um recurso verdadeiramente acessível e universal.

Leia a matéria no Canaltech.

Continue lendo...