Você sabia que Intel e AMD já foram parceiras? Conheça o projeto “Kaby Lake-G”

A indústria de hardware tem algumas parcerias inusitadas de vez em quando. Empresas rivais, que disputam a atenção do usuário resolvem se juntar em prol do desenvolvimento de um produto único. Esse foi o caso das eternas rivais AMD e Intel, que se juntaram há quase 10 anos para lançar uma série de CPUs Intel Core com gráficos AMD Vega M, chamados de Kaby Lake-G.

O anúncio veio no final de 2017, ano em que o Time Vermelho estreava sua primeira geração de CPUs baseadas na arquitetura Zen, os Ryzen 1000, e pegou o mundo de surpresa. Mas como se saiu os processadores que entraram para a história? O Canaltech explica neste artigo.

Surgimento da parceria mais improvável

Não sabemos quando a AMD e Intel começaram a discutir sobre o desenvolvimento dos processadores mobile Kaby Lake-G, mas provavelmente foi antes do lançamento dos primeiro Ryzen. À época, o Time Azul dominava o mercado com muita folga e sem nenhuma preocupação, muito diferente do cenário atual.


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O foco da Intel era entregar mais desempenho em notebooks finos e leves, em uma época em que os Copilot+ PCs ainda estavam longe de se tornarem realidade. Em termos de CPU, a empresa sempre foi melhor, mas ela também queria entregar mais performance gráfica. E é aí que a AMD entra com sua expertise, já que ela sempre dominou o segmento de CPUs com gráficos integrados.

Se hoje a Intel ainda domina amplamente o mercado de notebooks, mesmo com a AMD e Ryzen mobile poderosos já disponíveis, a situação era bem diferente quando o Time Vermelho não tinha ofertas de peso nesse segmento. Por isso, não existia motivos para a rival temer algo vindo dessa parceria, que tinha mais benefícios do que pontos negativos, aparentemente.

Construção mais complexa dos chips

Para eliminar a necessidade de uma GPU dedicada, como da NVIDIA, e implementar os gráficos de forma integrada à CPU, foi preciso mudanças consideráveis. Dentro de um mesmo encapsulamento, que tinha um formato diferente do convencional, os engenheiros das duas empresas adicionaram o die de CPU, GPU, memórias HBM e uma ponte que conectava tudo.

Essa conexão era feita através de uma ponte do tipo die que conectava múltiplos dies (Embedded Multi-Die Interconnect Bridge – EMIB). Essa técnica, segundo a Intel, era mais barata do que formas parecidas e disponíveis no mercado na época, além de ter uma implementação mais fácil também. A CPU era conectada à GPU e memórias através de uma ponte PCIe 3.0 x8. É importante notar que os Kaby Lake-G ainda tinham gráficos da própria Intel integrados também.

Diagrama dos gráficos das CPUs Intel Kaby Lake-G (Imagem: Intel/Divulgação)

Por conta dessas mudanças a nível de construção, foi possível criar uma placa consideravelmente menor do que uma que comporta CPU e GPU em pontos diferentes, como é o caso de notebooks mais tradicionais com chips gráficos dedicados. Por isso, foi possível ter uma abordagem voltada para notebooks finos e leves.

Especificações dos Kaby Lake-G

Foram lançados cinco SKUs diferentes, sendo um da linha Core i5 e o restante com Core i7, todos feitos em 14 nm, e as especificações eram:

Processadores Intel Kaby Lake-G
CPU Core i7-8809G Core i7-8709G Core i7-8706G Core i7-8705G Core i5-8305G
Núcleos/Threads 4/8 4/8 4/8 4/8 4/8
Clocks 3,1/4,2 GHz 3,1/4,1 GHz 3,1/4,1 GHz 3,1/4,1 GHz 2,8/3,8 GHz
Cache L3 8 MB 8 MB 8 MB 8 MB 6 MB
GPU Radeon RX Vega M GH Radeon RX Vega M GH Radeon RX Vega M GL Radeon RX Vega M GL Radeon RX Vega M GL
TDP 65W 65W 65W 65W 65W

Desempenho das CPUs Intel Core com gráficos AMD Vega

As pouquíssimas reviews publicadas com notebooks equipados com algum Kaby Lake-G nos mostram que, em termos de processamento, um Core i7-8705G superava o i7-7700HQ na maior parte dos testes, esse que era um excelente CPU mobile para 2018, embora bastante quente.

Já em jogos, os gráficos AMD Radeon Vega desse processador Kaby Lake-G garantiam performance acima da GTX 1050, o que era muito bom para a época, principalmente considerando o fato de que se trata de um gráficos integrados. Em alguns testes, como esse feito pelo PC World, é possível ver essa CPU superando até a GTX 1050 Ti.

 

Disponibilidade rara e o fim abrupto

Segundo o NotebookCheck, em uma matéria publicada em abril de 2018, não havia disponibilidade de notebooks equipados com os processadores Kaby Lake-G, mesmo meses depois do anúncio oficial. E isso até reflete na quantidade de reviews publicados na época, que foram pouquíssimos, algo incomum para um produto tão diferente e que muitos queriam ver do que se tratava.

Além disso, fontes do site afirmaram que a NVIDIA era um dos agentes que atrapalhavam o avanço de notebooks equipados com os Kaby Lake-G, por conta de suas políticas de parceria com fabricantes de notebooks, impedindo diferentes marcas de lançarem seus modelos com a nova tecnologia da época embarcada.

Por esse e outros motivos, o ciclo de vida dos Kaby Lake-G foi bem curto. A linha do tempo foi a seguinte:

  • Janeiro de 2018: Intel revela as CPUs Kaby Lake-G na CES daquele ano
  • Julho de 2018: as poucas reviews são publicadas
  • Outubro de 2019: Intel anuncia a descontinuação da série Kaby Lake-G
  • Junho de 2020: AMD encerra atualizações de drivers

A Intel havia prometido cinco anos de suporte e isso não aconteceu nem por três anos. Segundo o Techradar, esses processadores chegaram a ficar um ano inteiro sem atualizações, ficando muito longe do suporte prometido.

O HP Spectre x360 15 foi um dos pouquíssimos notebooks com Kaby Lake-G (Imagem: PC World)

Conclusão

Complicações a parte, a forma em que os processadores Kaby Lake-G foram planejados e construídos era inovador para a época, já que a própria Intel não tinha essa capacidade sozinha pela falta de expertise em chips gráficos. Atualmente, existem diversos notebooks não só da AMD, mas também da rival com a implementação de gráficos integrados de uma forma otimizada e eficiente. Mas, agora, é cada uma por si.

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4 comerciais brasileiros que usaram IA para emocionar na TV ou na internet

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de tecnologia para se tornar também um recurso criativo no mundo da publicidade. Ao longo do ano, marcas brasileiras têm apostado em campanhas concentradas em emoção e que geraram grande repercussão tanto na TV quanto na internet

1. Eliana encontra sua versão do passado com Nivea

 

Em uma campanha, a apresentadora Eliana viveu um encontro inusitado: ela mesma nos anos 1990. Para lançar a nova fórmula do hidratante Nivea Milk, a marca utilizou IA para recriar a versão jovem da apresentadora, com a mesma voz, aparência e figurinos da época. O resultado foi um diálogo emocionante entre a Eliana do passado e a atual, que falou sobre filhos, amadurecimento e autoconfiança. A produção estreou na TV aberta e também ganhou destaque nas plataformas digitais.

2. Marisa Maiô e o Dia dos Namorados do Magalu

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Uma publicação compartilhada por Lu do Magalu 💙 (@magazineluiza)


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Criada pelo influenciador Raony Phillips, a personagem Marisa Maiô ganhou vida com ajuda da inteligência artificial e se tornou um fenômeno nas redes sociais. Aproveitando o sucesso, o Magalu escolheu a apresentadora virtual para estrelar sua campanha de Dia dos Namorados. No vídeo, Marisa aparece em um cenário de programa de auditório, com seu humor característico, dando dicas de presentes para casais. O detalhe divertido é que até o icônico maiô da personagem, segundo ela, veio do próprio Magalu.

3. Festa junina 100% sintética em Ulianópolis (PA)

A prefeitura de Ulianópolis gerou debate ao divulgar sua festa junina com um comercial totalmente criado por inteligência artificial. O vídeo utilizou o ChatGPT para o roteiro e o Veo 3, do Google, para gerar imagens de cenários e personagens fictícios adaptados ao público local. Apesar de a publicação oficial não mencionar o uso de IA, muitos internautas perceberam a natureza sintética do material, o que gerou repercussão sobre, inclusive críticas.

4. Elis Regina e Maria Rita na Volkswagen

 

Um dos comerciais mais comentados dos últimos anos foi o da Volkswagen, que celebrou seus 70 anos no Brasil reunindo, por meio de IA e deepfake, Elis Regina e sua filha, Maria Rita. Usaram milhares de imagens e vídeos da cantora para recriar suas feições sobre o rosto de uma atriz.

O dueto da  canção “Como Nossos Pais” emocionou o público e gerou grande repercussão nas redes sociais, mas também rendeu muitas críticas. Para se ter noção, a discussão foi parar no conselho de ética do Conselho Nacional de Autorregumentação Publicitária (Conar) para avaliar se o comercial feria o código de ética, mas o caso foi arquivado.

Mesmo com as controvérsias, a inteligência artificial vem se consolidando como uma aliada da publicidade brasileira. Seja para recriar memórias, dar vida a personagens fictícios ou encurtar o tempo de produção, a tecnologia está ajudando a criar campanhas capazes de emocionar, surpreender e engajar o público. Ao que tudo indica, o futuro da propaganda será cada vez mais híbrido, unindo criatividade humana e inteligência artificial.

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Novo Outlook: veja o que muda no app de e-mail do Windows

O novo Outlook é uma versão repaginada do cliente de e-mail da Microsoft. Além de comportar as contas da própria MS, ainda permite sincronizar a caixa de entrada de serviços de terceiros, como Gmail e Yahoo.

O aplicativo pode aparecer em destaque na barra de tarefas do Windows 11 e passa por uma transição gradual para receber novos usuários, mas foi anunciado pela Microsoft ainda em 2022. A seguir, confira:

  • O que muda no novo Outlook?
  • A versão antiga vai deixar de existir?
  • O novo Outlook é grátis?
  • Dá para usar Gmail no novo app?

O que muda no novo Outlook?

O app reúne recursos da versão clássica do Outlook e combina com ferramentas conhecidas de clientes de e-mail de terceiros. Além de importar a caixa de entrada de outros serviços, é possível personalizar a interface com temas, pastas coloridas e mensagens fixadas.


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Na hora de criar mensagens, é possível agendar envios e usar uma nova ferramenta para facilitar a criação e o disparo de newsletters.

Como já acontece em outros apps do pacote Microsoft 365, o app também recebe integração com a IA do Copilot para resumir, pesquisar e criar rascunhos de e-mails. O acesso à IA depende de assinaturas do pacote da MS.

Vale destacar que o aplicativo substitui os softwares Calendário e Windows Mail, encerrados em 2024, então os recursos de agenda também foram transferidos para a nova plataforma.

Novo Outlook permite organizar interface com diferentes temas (Imagem: Divulgação/Microsoft)

A versão antiga vai deixar de existir?

Sim. A Microsoft faz uma transição gradual das contas para o novo Outlook em todos os dispositivos com Windows 10 ou posterior. O processo é similar ao que aconteceu com o Teams — algumas pessoas ainda podem usar a versão antiga e acessar um botão para baixar a nova.

O novo Outlook é grátis?

Sim. É possível baixar o app no Windows pela Microsoft Store, além de acessar versões para Android e iOS. 

Dá para usar Gmail no novo app?

Sim. O novo Outlook permite conectar contas de Gmail, Yahoo, iCloud e outros serviços de terceiros que usam o protocolo IMAP.

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8 recursos que queremos ver no Xbox Magnus

A próxima geração de consoles do Xbox segue como uma grande incógnita. A nova abordagem da Microsoft com relação a hardware, jogos first-party multiplataforma e serviços como Game Pass e Cloud Gaming colocou um verdadeiro alerta na cabeça dos fãs da marca, com muitos chegando a duvidar se há realmente um futuro para os consoles Xbox.

Apesar de toda a apreensão, executivos da Microsoft, como Sarah Bond e Phil Spencer, confirmaram várias vezes que teremos uma nova geração do console. Rumores, inclusive, apontam para várias possibilidades e modelos, seja consoles terceirizados, híbridos com PC ou uma máquina tão potente que será cara e nichada.

O Xbox sempre foi conhecido por seus serviços e recursos desde sua criação em novembro de 2001. Apesar de um certo fracasso em relação a unidades vendidas, a atual geração nos deu um gostinho muito bom do que seu ecossistema é capaz, сom funcionalidades como Quick Resume, Xbox Play Anywhere, Xbox Cloud Gaming entre muitas outras.


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Contudo, sempre há espaço para expandir e melhorar a já excelente variedade de ferramentas do Xbox Series. Pensando nisso, o Canaltech reuniu 8 recursos que queremos ver no Xbox Magnus, a próxima geração de consoles da Microsoft.

1. Volta do ‘Games with Gold’

O Games with Gold foi descontinuado há mais de dois anos, substituído pelo Xbox Game Pass Core, que concede acesso a um catálogo limitado de jogos e permite jogar online. Apesar de seus últimos meses de vida terem sido complicados, o Games with Gold já teve sua era de ouro, com o perdão da piada, e deu vários jogos excelentes aos usuários.

Games with Gold concedia jogos premium aos assinantes do Xbox Live Gold (Divulgação/Microsoft)

Várias companhias seguem concedendo jogos pagos de ‘maneira gratuita’ (com assinatura) para seus clientes, como no próprio caso da Sony com a PS Plus, Amazon Prime Gaming ou mesmo a Epic Games Store. Um retorno a um sistema que desse jogos premium para os usuários poderia ser mais um motivo para assinar planos do Xbox Game Pass ou mesmo comprar um Xbox Magnus, desde que os títulos ofertados tenham uma qualidade razoável.

2. Reviews da Microsoft Store com tempo de jogo registrado

Se tem uma coisa que a Steam pode ensinar aos fabricantes de hardware é seu launcher robusto, com diversas opções, personalizações e formas de avaliar os jogos. Uma prática comum que a plataforma combate é o famigerado ‘review bomb’, que consiste em registrar inúmeras análises e opiniões negativas sobre um jogo por vários motivos, mesmo sem o usuário tê-lo jogado.

Microsoft Store não registra horas jogadas em avaliações de usuários (Divulgação/Microsoft)

É comum ver ‘review bombs’ em sites como o Metacritic, mas a Steam tem uma excelente forma de lidar com isso: através do registro de tempo jogado. Todos os usuários que fazem análise de um jogo na plataforma da Valve têm seu tempo de jogo compartilhado na análise. Assim podemos saber se um jogador ao menos iniciou ou completou o game antes de avaliar um jogo.

Esta seria uma adição muito válida à Microsoft Store, principalmente nos consoles Xbox, onde a loja é tão limitada.

3. Microsoft Store com mais filtros

Outro recurso que mais fabricantes de hardware poderiam pegar emprestado da Steam são os filtros de conteúdo, que facilitariam, e muito, na hora de buscar e comprar jogos. Para falar a verdade, a Microsoft já evoluiu muito nesse sentido, mas ainda há muito a melhorar.

Microsoft Store tem poucos filtros e péssima classificação de ordem de jogos (Divulgação/Microsoft)

Um exemplo são os filtros de preço que são extremamente brandos. Outro ponto que incomoda são as opções de classificação, que se limitam a ordem alfabética e relevância. Por que não podemos classificar as ofertas por preço? Ou mesmo por desconto?

4. Recursos de IA/Upscaling no Xbox Magnus

Inteligência Artificial nos jogos já é uma realidade. Tecnologias como DLSS, FSR e outras técnicas de IA generativa de upscaling estão presentes nos principais sistemas e recursos do tipo não podem faltar no Xbox Magnus. Vimos recentemente o impacto positivo de recursos do tipo com o Nintendo Switch 2 e pode ser uma excelente oportunidade para que o próximo Xbox consiga entregar os tão sonhados 4K e 60 FPS, ou mesmo 120 FPS, pensando muito alto.

Xbox Magnus pode integrar recursos de IA generativa para upscaling de jogos, como o Nintendo Switch 2 (Divulgação/AMD)

A Microsoft vem investindo pesado em IA generativa e está tentando integrar a tecnologia em tudo o que ela pode, inclusive no desenvolvimento de jogos, o que gera muitas controvérsias. De qualquer maneira, não se assuste se virmos upscaling via IA ou até mesmo o Gaming Copilot no Xbox Magnus.

5. Xbox Magnus com dashboard personalizável

A dashboard do Xbox Series foi alvo de discussão desde o início da geração e segue sendo criticado pelos jogadores. Apesar de ter evoluído muito, facilitando o acesso a menus como Microsoft Store, Xbox Game Pass e biblioteca, a dashboard do Xbox precisa mudar, de preferência permitindo que os usuários personalizem botões, grupos e tudo a que têm direito.

Abaixo é possível conferir a dashboard atual do Xbox Series e alguns conceitos criados por fãs:

Dashboard oficial do Xbox Series
Última grande atualização da dashboard do Xbox Series (Divulgação/Microsoft)
Concept de dashboard Xbox Series
Concept de dashboard do Xbox Series criado pela usuário @Souls_Ninja (Reprodução/@Souls_Ninja)
Concept de dashboard Xbox Series
Concept de dashboard do Xbox Series criada pelo usuário JoeRasp96 (Reprodução/JoeRasp96)
Concept de dashboard Xbox Series
Concept de dashboard do Xbox Series criada pelo usuário Repoll Westwick (Reprodução/Repoll Westwick)

Uma das grandes reclamações sobre a dashboard do Xbox Series é a visualização dos planos de fundo, que ficam sobrepostos pelos atalhos dos jogos. Vários conceitos surgiram na internet dando uma aula de design atrativo e limpo para a Microsoft, tirando blocos de anúncios e notícias incômodas do Xbox e focando nos games, algo que o Xbox Magnus deveria fazer.

6. Jogar online sem assinatura

Sem sombra de dúvida, todos os jogadores concordam que a exigência de uma assinatura para jogar online nos consoles é um atraso gigantesco, principalmente quando consideramos os PCs na equação. A final já pagamos pela internet, agora precisamos pagar para usá-la?

Por meio do Xbox Live, a Microsoft pôde ditar como seriam os recursos online de hoje em dia, culminando em serviços como o Xbox Game Pass Core, Nintendo Switch Online e PS Plus.

Jogadores de console precisam de uma assinatura para jogar online (Divulgação/Microsoft)

No entanto, talvez seja a hora de dar um passo para trás e tentar se equiparar mais ao PC, que vem ganhando cada vez mais espaço entre os jogadores. Ao oferecer um serviço online gratuito, o Xbox Magnus poderia dar uma ampla vantagem à Microsoft, garantindo um diferencial importante contra a concorrência, já que a empresa não aposta mais em exclusivos.

7. Lojas de PC integradas ao Xbox Magnus

A Microsoft vem prometendo uma integração entre Xbox e Windows há um tempo, permitindo que os jogadores possam acessar seus jogos de PC de outras lojas, como a Steam, em um só lugar. Essa é a aposta do ROG Xbox Ally, que apesar de apresentar uma interface do Xbox, irá integrar outras plataformas digitais, permitindo que os usuários tenham acesso a mais bibliotecas em um só dispositivo.

Diversos rumores apontam que o Xbox Magnus irá contar com integração de lojas do PC, como uma espécie de PC híbrido com suporte a upgrade de peças e tudo mais. A vantagem é que o console teria toda a facilidade do PC, mas em um hardware dedicado para games, sem ocupar processamento com funções de um computador pessoal padrão.

Aplicativo do Xbox no PC já conta com integração de lojas como Steam (Divulgação/Microsoft, Valve)

Se o acesso a jogos online sem assinatura seria um grande diferencial para adquirir um Xbox Magnus, a integração de lojas de PC ao console seria uma estratégia matadora e mexeria diretamente com a concorrência.

8. Controles com Hall Effect

Não é novidade para ninguém que os controles de Xbox, PlayStation e Switch são excelentes quando o assunto é drift e vida útil. Apesar de caros e bem simples comparados a periféricos de empresas de terceiros, como GameSir e 8BitDo, os controles das principais fabricantes de consoles são muito conhecidos por sua baixa durabilidade.

Vale lembrar que em 1999, a SEGA inovou com o Dreamcast ao trazer controles com analógicos e gatilhos com Hall Effect, que utilizava ímãs em vez de potenciômetros físicos para registrar a posição e movimento dos joysticks, prevenindo desgastes e problemas com drift.

Controle do Xbox Magnus precisa contar com Hall Effect (divulgação/Microsoft)

O controle do Xbox Series é visto como um dos melhores do mercado, principalmente quando falamos de sua ergonomia e conectividade, apesar de problemas relacionados a pilhas (que podem facilmente ser substituídas por baterias). Por outro lado, o controle é muito caro, chegando inclusive a custar R$ 400. Por isso, problemas como drift e outros danos são inadmissíveis.

8 recursos que não podem faltar no Xbox Magnus

O Xbox é conhecido por ser pioneiro em recursos e ecossistema em consoles de videogames. Apesar do Xbox Series já contar com várias funcionalidades excelentes, ainda há espaço para muitas melhorias na próxima geração de videogames da Microsoft.

  1. Volta do ‘Games with Gold’;
  2. Reviews da Microsoft Store com registro de tempo de jogo;
  3. Microsoft Store com mais filtros;
  4. Recursos de IA/Upscaling no Xbox Magnus;
  5. Dashboard personalizável;
  6. Jogar online sem assinatura;
  7. Lojas de PC integradas ao Xbox Magnus;
  8. Controles do Xbox Magnus com Hall Effect.

Leia também no Canaltech:

Vídeo: Por que o Xbox Series X não faz mais sentido no Brasil

 

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Vagas em tecnologia: emprego, estágio e cursos gratuitos na PUC, Pirelli e mais

O mercado segue aquecido com oportunidades para quem busca uma chance no setor de tecnologia, negócios e indústria. Nesta semana, universidades, empresas e programas públicos abriram inscrições para bolsas de estudo, estágios e empregos em diferentes áreas. Há opções para candidatos em vulnerabilidade socioeconômica, profissionais de Tecnologia da Informação (TI) com experiência, estudantes de graduação e trabalhadores da área de logística.

Confira os principais destaques.

PUCRS oferece 500 bolsas integrais de graduação online

A PUCRS abriu inscrições para o Programa Sementes, que vai distribuir 500 bolsas de estudo integrais em cursos de graduação online no polo de Porto Alegre. As oportunidades são voltadas a pessoas em situação de vulnerabilidade econômica, com renda familiar mensal de até 1,5 salário mínimo por pessoa.


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Podem se inscrever brasileiros que não tenham diploma de nível superior, tenham feito o Enem entre 2011 e 2024 e não possuam vínculo prévio em cursos de graduação da PUCRS.

Entre os cursos disponíveis estão Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Banco de Dados, Gestão de TI, Marketing e Gestão Pública. As inscrições vão até 24 de outubro, pelo site oficial do programa: pucrs.br/programa-sementes.

A lista de aprovados sai em 8 de dezembro, e as aulas começam em 19 de fevereiro de 2026.

Pirelli abre 28 vagas em seu Programa de Estágio 2026

A Pirelli abriu inscrições para a nova edição de seu Programa de Estágio 2026, com 28 vagas em diversas áreas, como P&D, RH, Marketing, Jurídico, Engenharia e Logística. Os postos estão distribuídos entre unidades da empresa em São Paulo, Campinas, São Bernardo, Cabreúva, Barueri (SP) e Feira de Santana (BA).

As inscrições ficam abertas até 19 de outubro de 2025, pelo site estagiopirelli.com.br. O programa terá início em 19 de janeiro de 2026.

Os estagiários receberão bolsa-auxílio entre R$ 756 e R$ 1.869,84, assistência médica, vale-refeição ou refeitório no local, vale-transporte, recesso remunerado, seguro de vida e programas de apoio à saúde mental e bem-estar.

Britânia abre 150 vagas em Joinville (SC)

A Britânia Eletrodomésticos anunciou a abertura de 150 vagas de emprego efetivas para reforçar as operações de e-commerce em Joinville (SC). As oportunidades são para diferentes cargos na área de logística, incluindo:

  • Operador de Depósito (30 vagas, não exige experiência)
  • Conferente (60 vagas, ensino médio completo + experiência)
  • Almoxarife (40 vagas, ensino médio completo + experiência)
  • Operador de Empilhadeira (20 vagas, experiência com empilhadeira retrátil elétrica)

O processo seletivo será presencial nos dias 29/09, 01/10 e 03/10, na Rua Dona Francisca, 12.340, bairro Pirabeiraba, Joinville (SC). É necessário levar currículo impresso e caneta.

Entre os benefícios oferecidos estão plano de saúde, vale-transporte com ônibus fretado, refeição no local, seguro de vida, participação nos resultados e desconto em produtos da marca.

TQI tem 24 vagas abertas em tecnologia, maioria remota

A TQI (Tecnologia, Qualidade e Inovação) abriu 24 vagas de emprego para profissionais de tecnologia, com destaque para as 18 oportunidades em formato remoto. Há ainda posições híbridas e presenciais em São Paulo e Rio de Janeiro.

As oportunidades incluem cargos como Engenheiro de Software Back-End (Java e .NET), Desenvolvedor Mainframe (Cobol), Analista de BI, Sustentação e Redes RF, além de Especialista em Databricks.

A empresa, que já foi reconhecida pelo Great Place to Work como uma das melhores para trabalhar em TI no Brasil, busca profissionais para início imediato. As inscrições podem ser feitas pelo site oficial da TQI.

Qualifica SP oferece cursos gratuitos de empreendedorismo

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico de São Paulo (SDE) abriu inscrições para dois cursos gratuitos de empreendedorismo online dentro do programa Qualifica SP.

São 100 vagas ao todo, sendo 50 para cada curso de Desenvolvimento de Atitude Empreendedora e Gestão de Pequenos Negócios com Inclusão Digital. Com 80 horas de duração e aulas remotas no período noturno, as formações começam em 27 de outubro.

As inscrições ficam abertas até 12 de outubro pelo site qualificasp.sp.gov.br.

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7 melhores séries britânicas de espionagem para maratonar

Para os britânicos, uma boa e velha história de espionagem é tão natural quanto a luz do dia. Afinal, esse é o lugar que presenteou o mundo com o agente secreto mais famoso e popular de todos os tempos (sim, estamos falando dele mesmo, James Bond). Sendo assim, é claro que a indústria televisiva do Reino Unido também apostaria no gênero para entregar ótimas e diferentes produções seriadas.

Tem série para todos os gostos, mas o cerne desses enredos seguem embriagados de elementos clássicos do formato, como identidades secretas, traições, ameaças globais, dispositivos curiosos e até mesmo uma pitada de romance. Tudo, claro, com aquele estilo britânico que encanta muita gente por aí.

Melhores séries britânicas de espionagem para assistir

Para quem está em busca de histórias intensas e cheias de suspense, o Canaltech selecionou as 7 melhores séries britânicas de espionagem para maratonar. Escolha seu nome de agente secreto e dê play nos seguintes títulos:


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  • Slow Horses
  • Killing Eve: Dupla Obsessão
  • O Gerente da Noite
  • Black Doves
  • Um Espião Entre Amigos
  • O Dia do Chacal
  • Traição

Slow Horses

Slow Horses chegou ao streaming como quem não quer nada em meados de 2022 apenas para entregar uma das séries britânicas de espionagem mais populares e prestigiadas da atualidade. Inspirada na saga literária Slough House, do escritor Mick Herron, a produção faz sucesso com atores renomados, como Gary Oldman (Drácula de Bram Stoker), Jack Lowden (Dunkirk) e Kristin Scott Thomas (O Paciente Inglês).

Com uma quinta temporada na ativa, Slow Horses acompanha uma equipe disfuncional de agentes secretos da MI5 cujo chefe arrogante faz o que pode para, diariamente, perturbá-los. Navegando pelos segredos do mundo da espionagem, eles fazem o possível para proteger a Inglaterra de ameaças fatais.

 

Slow Horses está disponível para streaming no Apple TV+.

Killing Eve: Dupla Obsessão

Série que foi uma divisora de águas na carreira de Jodie Comer (Extermínio: A Evolução), Killing Eve: Dupla Obsessão conquistou uma legião de fãs apaixonados pelo intenso jogo de gato e rato entre uma agente secreta e uma assassina ardilosa.

 

Com Sandra Oh (Grey’s Anatomy) encabeçando o elenco e Phoebe Waller-Bridge (Fleabag) por trás da criação, Killing Eve conta a história de Eve (Oh), uma agente especial que dá de cara com uma oportunidade única: liderar uma divisão do MI6 para capturar Villanelle (Comer), uma serial killer extremamente perigosa. Mas a obsessão de Eve pela assassina acaba alterando sua vida para pior.

Killing Eve: Dupla Obsessão não está disponível para streaming atualmente no Brasil.

O Gerente da Noite

 

Outra série britânica de espionagem para quem ama o formato é O Gerente da Noite. Baseada no livro homônimo do escritor John le Carré, a produção conta com nomes populares da indústria britânica, como Hugh Laurie (House), Tom Hiddleston (Loki) e Olivia Colman (A Favorita).

Já a trama acompanha a jornada de Jonathan Pine (Hiddleston), um ex-soldado britânico que é recrutado para se infiltrar na equipe do empresário Richard Onslow Roper (Laurie). O objetivo da empreitada é impedir uma aliança idealizada pelo executivo que envolve o serviço de inteligência do país e um comércio secreto de armas.

Com uma temporada, O Gerente da Noite está disponível no Amazon Prime Video.

Black Doves

 

Desenvolvida pela Netflix, Black Doves conta com Keira Knightley (Orgulho e Preconceito) e Ben Whishaw (As Aventuras de Paddington) no centro de um suspense repleto de traições e elementos surpreendentes.

Com apenas uma temporada até o momento, Black Doves se passa durante o período das festividades natalinas, em Londres. Na trama, Helen Webb (Knightley) é uma espiã profissional que trabalha infiltrada como esposa de um político influente.

Sustentando a mentira por anos, a agente se vê diante de uma situação inesperada quando seu amante é assassinado, o que a motiva a ir atrás de vingança com a ajuda de Sam Young (Whishaw), um antigo amigo que acabou deixando o trabalho de espionagem para trás depois de uma missão malsucedida.

Black Doves está disponível para streaming na Netflix.

Um Espião Entre Amigos

Estrelada por Guy Pearce (O Brutalista) e Damian Lewis (Billions), a série Um Espião Entre Amigos também é uma boa pedida para quem adora histórias envolvendo agentes secretos, espionagem e muito drama político.

 

Inspirado no livro de Ben Macintyre, o programa conta a história de Nicholas Elliott (Lewis), um espião que trabalha para o MI6 como oficial de inteligência. Até que, certo dia, ele descobre que Kim Philby (Pearce), um colega próximo, está trabalhando secretamente como agente duplo para a KGB, a famosa agência de inteligência e segurança da União Soviética, entrando em uma bela de uma enrascada.

Um Espião Entre Amigos está disponível para streaming na HBO Max.

O Dia do Chacal

 

Mais uma série britânica que mergulha no mundo da espionagem é O Dia do Chacal. Com Eddie Redmayne (Animais Fantásticos e Onde Habitam) e Lashana Lynch (A Mulher Rei) no elenco, a produção é baseada no livro homônimo do escritor Frederick Forsyth, que também deu origem a um filme em 1973.

Na série, acompanhamos um atirador de elite solitário conhecido como Chacal (Redmayne), um assassino famoso no ramo por sua natureza fria e calculista. Quando um político influente sofre um ataque, o Chacal é contratado para realizar o trabalho mais arriscado de todos, cujo pagamento será o bastante para ele se livrar dessa vida de uma vez por todas.

Contudo, o assassino acaba encontrando uma adversária à altura no caminho quando Bianca (Lynch), uma policial da inteligência britânica, começa a caçá-lo, dando o ponto de partida em uma perseguição implacável pela Europa.

O Dia do Chacal está disponível para streaming no Disney+.

Traição

Mais uma produção britânica de espionagem imperdível é Traição, produção estrelada por Charlie Cox (Demolidor: Renascido). Lançada em 2022, a minissérie conta com cinco episódios que exploram o universo dos agentes secretos com tudo que o gênero pode oferecer de melhor.

Criada por Matt Charman (Ponte dos Espiões), o programa segue a jornada de Adam (Cox), um agente do MI6 que, inesperadamente, se vê obrigado a assumir o comando da organização quando o antigo chefe sofre uma tentativa de homicídio. Com pouca experiência, Adam tem sua liderança questionada o tempo todo, até que ele se torna o suspeito de ser um agente duplo.

 

Traição está disponível para streaming na Netflix.

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Há uma nova ideia para remoção de lixo espacial: usar o escapamento de um motor

Fragmentos de satélites, pedaços de estágios de foguetes, grandespequenos detritos como parafusos e pedaços de metal. Esses são alguns exemplos de lixo espacial que orbitam a Terra.

Estimativas apontam que há cerca de 14 mil pedaços de lixo espacial em órbita, e a necessidade de removê-los cresce a cada dia. Isso porque eles podem atingir velocidades de até 29 mil km/h, causando danos à Estação Espacial Internacional e a instrumentos de observação que navegam pelo espaço.

Agora, o pesquisador Kazunori Takahashi, da Universidade Tohoku (Japão), desenvolveu um projeto que utiliza o jato de plasma do motor de um satélite para lançar detritos na atmosfera, onde eles podem se queimar com segurança.


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O satélite de remoção de lixo espacial proposto por Takahashi utiliza dois jatos de propulsão apontando em direções opostas. Dessa forma, o empuxo de cada propulsor se anula, permitindo que o instrumento permaneça na posição desejada enquanto realiza sua tarefa de desorbitar os detritos.

Motor iônico movido a argônio

O sistema desenvolvido pelo pesquisador é chamado de “propulsor de plasma sem eletrodos do tipo ejeção de plasma bidirecional”. Ele conta com um motor iônico que utiliza argônio como combustível, em vez do xenônio — tradicionalmente usado em outros motores desse tipo.

“Ele pode ser operado usando argônio com eficiência semelhante à do xenônio, mas proporcionando um custo reduzido para o dispositivo de propulsão”, destacou Takahashi em entrevista ao Space.com.

O mecanismo criado permite que o gás entre em uma câmara, onde um eletrodo libera elétrons que se espalham pelo argônio, carregando-o eletricamente e transformando-o em plasma — o gás ionizado.

Esse plasma é então direcionado e acelerado por campos magnéticos através do propulsor do motor, produzindo o empuxo. De acordo com Takahashi, o plasma pode fluir em duas direções ao mesmo tempo, proporcionando uma ejeção bidirecional.

Propulsol de ejeção de plasma bidirecional
Ilustração do propulsor de plasma bidirecional desenvolvido por Kazunori Takahashi (Reprodução/Universidade de Tohoku)

Sistema necessita de grandes quantidades de energia

Um dos desafios para a implementação do projeto é a potência de empuxo necessária para desorbitar o lixo espacial.

Para remover um fragmento com 1 metro de diâmetro e 1 tonelada de massa em menos de 100 dias, é necessário aplicar 30 mili-Newtons (mN) de empuxo de forma constante.

Para comparação, o motor iônico da sonda Hayabusa2, da Agência Espacial Japonesa (JAXA), atingiu apenas 10 mN de empuxo para chegar ao asteroide Ryugu, usando 300 a 500 watts de energia elétrica gerada por seus painéis solares. Segundo Takahashi, seu sistema bidirecional consome ainda mais energia.

Para aumentar a potência, ele introduziu uma estrutura magnética capaz de manter mais plasma longe das paredes do sistema, direcionando uma maior quantidade do gás ionizado para a saída do propulsor.

Em testes de laboratório que simulavam condições do espaço, o sistema de ejeção bidirecional atingiu 25 mN de empuxo, com maior quantidade de plasma disponível para remover os detritos espaciais.

Redução de riscos da síndrome de Kessler

O propulsor desenvolvido por Takahashi foi projetado para remover grandes pedaços de lixo espacial, que são os mais propensos a causar a síndrome de Kessler.

Nesse cenário, uma colisão entre um fragmento de lixo e um grande satélite provoca uma reação em cadeia, espalhando diversos estilhaços pelo espaço e criando ainda mais detritos na órbita baixa da Terra.

Como esse fenômeno pode afetar o acesso de humanos, sondas e instrumentos astronômicos ao espaço, é fundamental criar iniciativas que removam o lixo das trajetórias orbitais do planeta.

Leia mais: 

VÍDEO | OS TELESCÓPIOS MAIS INCRÍVEIS DO ESPAÇO

 

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O que é Nano Banana, IA do Gemini para gerar imagens realistas?

O Nano Banana é a nova tecnologia de criação e edição de imagens do Gemini. A inteligência artificial do Google gera imagens realistas, combina diferentes fotos e também permite modificar fotos já existentes, como trocar o fundo, restaurar detalhes ou aplicar outras edições.

A seguir, tire suas dúvidas sobre:

  • O que é Nano Banana?
  • O que muda com o Nano Banana?
  • Como gerar imagens com o Nano Banana do Gemini?
  • O Nano Banana é grátis?

O que é Nano Banana?

O Nano Banana, chamado oficialmente de Gemini 2.5 Flash Image, é uma ferramenta de inteligência artificial do Google para criar e editar imagens. Com ele, é possível gerar imagens realistas, juntar duas fotos em uma e editar mídias existentes, como ajustar a iluminação e restaurar fotos antigas.


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Além disso, dá para alterar as dimensões de imagens, como transformar uma foto 16:9 em 1:1 para publicar nas redes sociais. É possível, inclusive, adicionar texto nas imagens, que mantém uma renderização e visualização profissional.

O que muda com o Nano Banana?

O Nano Banana traz melhorias importantes na criação e edição de imagens com IA. Ele gera imagens mais realistas, mantém detalhes da pessoa mesmo ao fazer alterações e permite combinar várias fotos em uma só de forma natural.

Também é mais fácil de usar: você pode editar imagens apenas descrevendo o que quer em comandos de texto, como “troque o fundo para uma praia ao pôr do sol” e o Gemini, com o modelo Nano Banana, vai realizar a ação de forma natural e realista.

Como gerar imagens com o Nano Banana do Gemini?

Para gerar imagens com o Nano Banana do Gemini, siga os passos abaixo:

  1. Abra o Gemini (Web | Android | iOS);
  2. Selecione a opção “Imagem”;
  3. Envie o comando e aguarde o Gemini gerar a imagem.
    Passos para criar imagens com Nano Banana
    As imagens criadas pelo Nano Banana são mais naturais e realistas. (Imagem: Captura de tela/Viviane França/Canaltech)

Como criar imagens perfeitas com o Gemini?

O Google sugere usar a estrutura: “Crie/gere uma imagem de [objeto] [ação] [cena]” para obter melhores resultados. Seguindo essa dica, o Gemini entende melhor sua ideia e gera imagens mais precisas.

Por exemplo: “Crie uma imagem de um gato dormindo em uma janela com luz do sol”.

O Nano Banana é grátis?

Sim, o Nano Banana é gratuito e pode ser acessado em todos os planos do Gemini. No entanto, vale ressaltar que as imagens são geradas com uma marca d’água visível e uma assinatura digital invisível (SynthID) para identificar conteúdos criados por IA.

Confira outros conteúdos do Canaltech:

VÍDEO: O Gemini é muito bom (e isso é um problema)

 

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Uma ferramenta revela a realidade assustadora do quanto você é rastreado online

Nos smartphones ou computadores, as atividades online dos usuários muitas vezes são rastreadas pelos sites. Esse conjunto de dados é usado para identificar a pegada digital de cada pessoa na internet.

Um exemplo claro ocorre quando alguém acessa um e-commerce de artigos esportivos, por exemplo, e logo depois começam a aparecer anúncios relacionados em outras abas ou sites.

Para mostrar aos usuários como funciona o rastreamento online, a Electronic Frontier Foundation (EFF) — organização sem fins lucrativos dedicada à privacidade e aos direitos digitais — desenvolveu a ferramenta “Cover Your Tracks” (“Cubra seus Rastros”, em tradução livre).


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Lançada em 2020 como sucessora do “Panopticlick”, a ferramenta fornece uma visão detalhada da impressão digital do navegador e do quanto o usuário pode estar sendo rastreado.

“Analisamos o quão bem você está protegido contra rastreamento online, verificando as proteções de privacidade disponíveis. O teste simula o carregamento de vários tipos de rastreadores e determina seu nível de proteção com base no carregamento ou não desses rastreadores”, explica o site.

Como avaliar seu navegador no Cover Your Tracks

Testar o navegador é simples e rápido. Basta acessar o site do Cover Your Tracks (coveryourtracks.eff.org) e clicar em “Test Your Browser” (teste seu navegador).

Cover Your Tracks
(Reprodução/Cover Your Tracks)

Em poucos segundos, a ferramenta informa ao usuário:

  • a quantidade de dados coletados pelo navegador — medida em bits;
  • o nível de proteção oferecido;
  • se a impressão digital do navegador é “única” — quanto mais única, mais fácil de ser rastreada online.

O teste também revela os dados que o navegador fornece aos sites assim que você acessa a página. Entre essas informações estão:

  • Fuso horário;
  • Idioma configurado;
  • Configurações de privacidade;
  • Cookies do dispositivo.

Esse conjunto de informações é chamado de Cabeçalho HTTP. Como são enviados automaticamente pelo navegador aos sites, podem ser usados para criar a impressão digital do usuário de forma detalhada.

Alternativas para reduzir o rastreamento

É praticamente impossível evitar totalmente o rastreamento online, mas algumas medidas práticas ajudam a reduzir a pegada digital:

  • Navegar no modo anônimo, para impedir que cookies e histórico sejam salvos;
  • Limitar permissões de sites a recursos como localização e câmera;
  • Apagar periodicamente cookies e dados;
  • Usar uma VPN para ocultar o endereço IP e dificultar o rastreamento por localização.

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VÍDEO | Saiba como PROTEGER as suas informações no seu CELULAR

 

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