10 profissões que a inteligência artificial pode substituir nos próximos anos

A inteligência artificial (IA) tem gerado sentimentos mistos no mercado de trabalho desde sua popularização. No Brasil, uma pesquisa do Google Cloud revelou que 27% das pessoas consideram que aprender a usar IA é prioridade, enquanto 3 em cada 4 já a utilizam para atividades profissionais. 

Ao mesmo tempo, outros relatórios mostram que mesmo implementando IA em nossas rotinas laborais, a tecnologia deve mudar significativamente o cenário dos empregos nos próximos anos.

Um estudo da McKinsey revelou que 30% dos empregos atuais nos Estados Unidos podem ser automatizados, com 60% desses impactados por ferramentas de IA. Já a Goldman Sachs prevê que mais da metade dos trabalhos podem ser automatizados até 2045 com o uso de IA. 


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10 empregos que podem sumir por conta de IA

Confira abaixo alguns dos empregos que estão mais ameaçados por conta dos avanços tecnológicos da inteligência artificial. 

  1. Analista de Pesquisa de Mercado
  2. Programadores
  3. Técnicos de Data Entry
  4. Assistentes Jurídicos
  5. Revisores de Texto
  6. Técnicos de Pré-impressão
  7. Tradutores
  8. Contadores
  9. Leitores de Medidores
  10. Operadores de Pedágio

1 – Analista de Pesquisa de Mercado

Os analistas de pesquisas de mercado normalmente passam diversas horas coletando dados de diferentes fontes, organizam informações sobre como o consumidor se comporta e criam relatórios detalhados sobre as tendências de mercado. 

Em geral, são tarefas que levam um bom tempo para se realizar, e que a IA consegue executar com mais velocidade e eficiência. 

Hoje, plataformas como Tableau e Looker Studio conseguem processar grandes volumes de dados em poucos minutos, identificando padrões complexos que levariam dias para um humano descobrir.

2 – Programadores

Por mais irônico que pareça, os próprios criadores da tecnologia estão na lista dos mais ameaçados por ela. Programadores que lidam com tarefas rotineiras de codificação e com testes, competem diretamente com ferramentas de IA que podem criar códigos em minutos.

Assim, tarefas mais simples de programação estão cada vez mais automatizadas. Na Índia, por exemplo, o setor de TI teve uma queda significativa na contratação de jovens devido à IA fazendo mais tarefas de nível inicial.

3 – Técnicos de Data Entry

Os técnicos de Data Entry são responsáveis por inserir, atualizar, organizar e manter informações em sistemas e banco de dados de empresas. Graças à tecnologias como o reconhecimento óptico de caracteres (OCR) e ao machine learning, a profissão é uma das mais vulneráveis à automação.

Sistemas automatizados atuais conseguem processar documentos físicos e extrair seus dados praticamente sem qualquer intervenção humana. A precisão das ferramentas também supera a humana quando se trata de possíveis erros de digitação e da velocidade do processo.

4 – Assistentes Jurídicos

Profissionais da área jurídica exercem tarefas bastante baseadas em padrões e em regras, como pesquisa de precedentes legais, revisão de contratos e organização de documentos jurídicos. 

Tarefas como estas são ideais para automação com IA, e plataformas como ROSS Intelligence e DoNotPay já mostram alta capacidade de analisar casos jurídicos e gerar petições complexas em pouco tempo.

Assim como no setor de TI, grandes escritórios de advocacia internacionais, como Paul Weiss e Allen & Overy, relatam que estão usando IA para fazer o trabalho que antes era feito por colaboradores de nível júnior.

5 – Revisores de Texto

Ferramentas de IA atuais conseguem, além da revisão ortográfica e gramatical, reestruturar frases inteiras, ajudar o tom do texto e até adaptar o estilo de escrita para diferentes públicos-alvo. De acordo com um estudo da McKinsey, 63% das empresas utilizam IA generativa para criação de conteúdo textual.

Com isso, a demanda por revisores humanos para tarefas mecânicas está cada vez menor, e reforça a necessidade de especialização em edição estratégica e tarefas que envolvam mais criatividade e compreensão cultural. 

escritório com pessoas trabalhando
Grande parte das profissões que podem ser automatizadas são repletas de tarefas mecânicas e repetitivas (Imagem: Reprodução/Alex Kotliarskyi/Unsplash)

6 – Técnicos de Pré-impressão

O setor gráfico está cada vez mais digitalizado, e algumas funções de pré-impressão estão obsoletas. 

Sistemas automatizados gerenciam layouts, ajustam cores, preparam arquivos e configuram as impressões sem que haja a intervenção de um especialista humano. 

O crescimento de plataformas de autopublicação digital permite que qualquer pessoa consiga publicar conteúdo profissional sem ter de passar por processos tradicionais de pré-impressão.

7 – Tradutores

Hoje, você consegue, pelo Google Meet, fazer chamadas de vídeo com alguém que não fala seu idioma e recebe a tradução automática, no tom de voz da pessoa. Alguns smartphones também possuem funções parecidas para as chamadas de telefone.

As ferramentas de IA para tradução estão cada vez mais sofisticadas, seja para texto ou para voz, e conseguem capturar não só o significado literal, mas também nuances culturais e contextuais de diferentes idiomas. 

Sistemas de machine learning conseguem aprender continuamente com base nos feedbacks recebidos e análise de contexto para gerarem traduções ainda mais refinadas e precisas.

8 – Contadores

A contabilidade tradicional, que é baseada no registro manual de transações e preparação de relatórios financeiros, passa por um processo intenso de automatização em plataformas como QuickBooks e Xero. 

A automação na área contábil vai além da digitação de dados, e inclui também a detecção automática de inconsistências, categorização inteligente de despesas e geração de relatórios financeiros complexos, tudo sem intervenção humana e com mais velocidade.

9 – Leitores de Medidores

Os profissionais que fazem a leitura manual de medidores de água, gás e eletricidade correm sério risco de ver a função totalmente automatizada com os medidores inteligentes (smart meters).

Os smart meters são capazes de transmitir automaticamente dados de consumo via redes digitais, eliminando completamente a necessidade das visitas domiciliares. 

Além da maior precisão, eles permitem também o monitoramento em tempo real do consumo, detecção automática de vazamentos e integração com sistemas de gestão energética inteligente.

10 – Operadores de Pedágio

Quem dirige pelas estradas do Brasil já conhece sistemas automáticos de cobrança de pedágio, como o “Sem Parar”. Porém, as cabines com operadores ainda existem em grande quantidade, já que é necessário que os consumidores assinem produtos que possibilitam a cobrança automática.

Porém, os pedágios tradicionais tendem a ser trocados totalmente por sistemas automatizados que utilizam a tecnologia RFID, que reconhece placas de veículos e faz o processamento digital de pagamentos. 

Com estes pedágios inteligentes, não haveria necessidade de cabines com operadores e sequer de filas de carros aguardando para passar.

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Microsoft fez o “maior investimento da história” no Game Pass em 2025

O serviço de assinatura Xbox Game Pass registrou o maior investimento de sua história em 2025. A afirmação é do chefe do ID@Xbox (a iniciativa indie do Xbox), Chris Charla, em entrevista ao Eurogamer.

“A maioria dos parceiros que já teve um jogo no Game Pass quer trazer seus títulos futuros para o serviço”, disse Charla. O chefe do ID@Xbox revelou que a empresa fechou acordos com mais de 150 parceiros para expandir o catálogo do serviço.

“No ano passado, trabalhamos com mais de 50 equipes para fechar seu primeiro acordo com o Game Pass. Este ano marca nosso maior investimento no serviço até o momento, e continuamos focados em oferecer o catálogo mais empolgante e diversificado de games”.


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O Xbox Game Pass tem dividido opiniões desde sua popularização. Enquanto desenvolvedores, executivos e a mídia frequentemente criticam o modelo de negócios da Microsoft, ele também é elogiado por estúdios independentes e fãs da marca Xbox.

Xbox Game Pass é frequentemente criticado (Divulgação/Microsoft)

Apesar das críticas, Charla revelou que o serviço segue bem e continuam fazendo parceiros: “Continuamos a nos envolver com centenas de parceiros a cada ano para avaliar os próximos títulos.”

Xbox Game Pass e PS Plus são um problema para a indústria?

O debate em torno da lucratividade e do impacto de serviços de assinatura como o Xbox Game Pass e o PS Plus é amplamente difundido e muitas vezes criticado por executivos, incluindo ex-integrantes do Xbox e PlayStation.

É o caso do ex-líder da Bethesda, Pete Hines, que afirmou que desenvolvedores e estúdios não são devidamente recompensados por terem seus jogos incluídos nos catálogos de serviços como o PS Plus ou o Xbox Game Pass.

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Câmera modular da DJI que grava em 4K 120 FPS chega para incomodar GoPro

A DJI lançou a Osmo Nano, sua câmera de ação mais leve e compacta. O dispositivo pesa apenas 52 gramas e mede 57 x 29 x 28 mm, com design magnético duplo que permite fixação em capacetes, chapéus, cordões e até coleiras de pets. A proposta é competir diretamente com a GoPro no segmento de câmeras ultraportáteis.

A Osmo Nano conta com sensor de 1/1,3 polegada capaz de oferecer faixa dinâmica de até 13,5 stops. O novo processador de imagem permite gravação em 4K a 60 fps e câmera lenta em 4K a 120 fps, especificações que rivalizam com modelos premium do mercado.

O campo de visão é de 143° e o dispositivo suporta gravação em 10-bit D-Log-M para maior flexibilidade na pós-produção. A DJI incluiu modo SuperNight para capturas em baixa luminosidade e tecnologias Horizon Balancing e RockSteady 3.0 para estabilização.


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A câmera é à prova d’água até 10 metros de profundidade. Quando acoplada ao Multifunctional Vision Dock, ganha resistência IPX4 contra respingos. O dock carrega a bateria até 80% em 20 minutos e permite até 200 minutos de gravação em 1080p com carga completa.

DJI Osmo Nano chega com diversos acessórios no kit (Imagem: Divulgação/DJI)

Para áudio, a Osmo Nano tem configuração dupla de microfones com suporte ao OsmoAudio Direct Connection, que permite pareamento com microfones sem fio. O dispositivo inclui controles por gestos, intervalos automatizados de gravação e função de pré-gravação.

A DJI oferece acessórios adicionais como conjunto de filtros ND, suporte de liberação rápida e faixa magnética para cabeça.

Preço e disponibilidade

A Osmo Nano custa € 279 (cerca de R$ 1.741 em conversão direta) na versão de 64 GB e €309 (R$ 1.928) na de 128 GB. A DJI não informou datas de chegada a outros mercados além da Europa.

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Vazou o “iPhone Air da Motorola”: veja como será o celular ultrafino

Um novo vazamento aponta que a Motorola está trabalhando em um celular ultrafino para rivalizar com o iPhone Air e o S25 Edge: o Edge 70, aparelho que promete impressionar no design sem abrir mão de resistência e estilo.

Uma imagem promocional compartilhada pelo leaker Evan Blass revela algumas particularidades do aparelho, que aparece com traseira em tom verde Pantone, detalhes em amarelo ao redor das lentes da câmera traseira, além de um botão dedicado de IA na lateral esquerda.

O que se destaca, porém, é sua estrutura extremamente fina: espera-se que o Edge 70 alcance espessura próxima de 7 mm ou até menos, ante os 7,9 mm do Edge 60.


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Outro ponto de mudança no design, comparado à geração anterior, é a adoção de display flat, abandonando as bordas curvas que vinham sendo usadas. O segmento da borda também parece mais estilizado, se curvando levemente na junção com a traseira, mas mantendo o visual limpo.

A ilha de câmeras, com quatro círculos para lentes, sensores e flash, foi reposicionada e não se integra mais à traseira de forma contínua, como ocorria no Edge 60.

Imagem promocional vazada (Reprodução/Evan Blass)

Apesar do visual premium, acredita-se que o Edge 70 continuará sendo um aparelho de linha intermediária da Motorola, oferecendo bom equilíbrio entre custo e desempenho em vez de se posicionar como um flagship de preço elevado.

Também são esperadas certificações de resistência como IP68 ou IP69, além de padrões militares (MIL-STD-810H), reforçando que o ultrafino não é sinônimo de fragilidade.

Já se tratando de termos técnicos, ainda há muita incerteza. Os rumores indicam que ele deverá vir com chip da família MediaTek Dimensity, câmera principal de 50 MP com OIS (estabilização ótica) e display OLED de 6,67 polegadas.

Também há dúvidas sobre a bateria: não está claro se haverá redução drástica para manter o corpo fino ou se a Motorola adotará um modelo de silício-carbono para preservar a boa autonomia.

Quando lança?

A data de lançamento ainda não foi confirmada oficialmente, mas se tratando da próxima linha de smartphones da Motorola, o modelo chegará ao mercado somente em 2026. Contudo, todas essas informações não passam de rumores, então tudo deve ser tratado com cautela até que haja um anúncio oficial.

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Renault Kwid E-Tech 2026 muda (quase) tudo para enfrentar BYD Dolphin Mini

O Kwid E-Tech estreou no Brasil em 2022 por cerca de R$ 146.990, mas passou por uma grande redução de preço após a chegada de mais concorrentes ao mercado nacional. Hoje, parte de R$ 99.990.

Porém, quando comparado a outros modelos elétricos à venda no Brasil, como o BYD Dolphin Mini, o hatch da Renault fica para trás em alguns quesitos. Por isso, a marca já prepara o lançamento de uma versão atualizada no país.

Como é o novo Kwid E-Tech

Na preparação para o lançamento, o novo Kwid E-Tech foi visto em testes pelas ruas de Curitiba (PR). O flagra foi feito e publicado pelo perfil @placaverde no Instagram.


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As imagens mostram claramente a nova versão do elétrico, já que a fabricante escondeu apenas o logotipo e o nome do modelo.

As mudanças seguem o visual adotado pelo primo europeu Dacia Spring, mas com a identidade da Renault — como já acontecia na versão anterior. A lista de equipamentos também continua mais extensa do que a da variante a combustão do Kwid.

A dianteira se destaca pelos novos faróis de LED, interligados por um friso cromado. No Dacia, o logo se integra ao conjunto, mas no Renault ainda resta esperar para ver como ficará o resultado final.

Dacia Spring
Esse é o Dacia Spring, primou europeu do Renault Kwid (Dacia/Divulgação)

As rodas ganharam novo desenho e a carroceria aparenta estar ligeiramente mais “quadrada”. Na traseira, as lanternas seguem o mesmo estilo da frente: posicionadas nas extremidades e ligadas por um friso. Ao centro, deve aparecer a inscrição “Renault” por extenso.

A cabine também deve evoluir, ao menos tomando como base a versão romena. Entre as novidades estão o quadro de instrumentos digital de 7 polegadas e a central multimídia de 10 polegadas. Os acabamentos, porém, continuam simples, com predominância de plásticos rígidos.

Dacia Spring
Tampa traseira esbanja logo da marca escrito por extenso (Dacia/Divulgação)

Motorização deve seguir a mesma

Um dos pontos que poderiam mudar na atualização do Renault Kwid E-Tech deve permanecer igual: o conjunto mecânico.

A versão atual conta com um motor elétrico de 65 cv e 11,5 kgfm de torque, suficientes para um carro urbano.

Dacia Spring
Cabine é simples, assim como a do Renault Kwid E-Tech nacional (Dacia/Divulgação)

A principal limitação está na bateria de 26,8 kWh, que oferece apenas 185 km de autonomia no ciclo PBEV. Esse número deixa o Renault em desvantagem frente a rivais como o BYD Dolphin Mini, homologado pelo Inmetro com 280 km de alcance.

Estreia no Brasil

O novo Renault Kwid E-Tech deve ser lançado entre o fim de 2025 e o início de 2026. A marca ainda não divulgou uma data oficial.

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Stan Lee “retorna” à LA Comic-Con 2025 em forma de holograma com IA

Stan Lee, criador de alguns dos heróis mais icônicos da cultura pop, como Homem-Aranha, Hulk, Homem de Ferro, Quarteto Fantástico e X-Men, faleceu em 2018, aos 95 anos. Desde então, sua ausência deixou uma lacuna sentida por milhões de fãs ao redor do mundo. Agora, sete anos depois, a notícia de seu “retorno” surpreendeu e gerou polêmica: Lee será recriado como holograma interativo movido por inteligência artificial na L.A. Comic-Con 2025.

Segundo o The Hollywood Reporter, o espaço chamado Stan Lee Experience terá 1.500 m² e permitirá que fãs tirem fotos e conversem por até três minutos com o holograma. A entrada custará entre US$ 15 e US$ 20, dependendo da compra antecipada ou no evento.

Além do estande dedicado, os organizadores prometem aparições-surpresa do holograma em outros painéis da convenção, especialmente nas atrações da Marvel. A recriação é fruto do trabalho da Hyperreal, especializada em avatares digitais realistas, e da Proto Hologram, conhecida por experiências imersivas em shoppings nos EUA.


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Embora a iniciativa prometa encantar muitos fãs, também levanta questões delicadas. O uso de IA para recriar personalidades falecidas tem sido alvo de críticas em Hollywood, especialmente por envolver consentimento e integridade criativa. No caso de Stan Lee, que não pode aprovar o projeto, parte do público vê a ação como exploração de sua imagem.

“Jamais colocaremos palavras na boca dele que não estejam em sintonia com o que disse em vida. Com décadas de gravações, conseguimos construir uma voz fiel ao seu espírito, contexto e intenção”, afirmou Bob Sabouni, ex-executivo da Marvel e atual responsável pelo Stan Lee Legacy Programs da Kartoon Studios.

O retorno de Stan Lee por meio da tecnologia coloca em evidência o debate sobre o papel da inteligência artificial no entretenimento. De um lado, há o desejo de homenagear e manter viva a memória de um criador que ajudou a moldar a cultura pop; de outro, o risco de abrir precedentes para a utilização da imagem de artistas sem limites claros sobre ética, direitos e respeito à sua trajetória.

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Novos recursos do ChatGPT poderão ficar mais caros, antecipa Sam Altman

A OpenAI prepara o lançamento de novos recursos de IA, mas o acesso às novidades pode pesar no bolso. Quem avisa é o CEO da empresa, Sam Altman.

Em post na conta pessoal do X, Altman destacou que novas ofertas com uso intensivo de computação vão chegar “nas próximas semanas”, mas disponíveis apenas ao plano Pro, o mais caro da empresa (disponível a R$ 999,90 por mês).

Além disso, o CEO afirmou que alguns dos novos produtos terão “taxas adicionais”, sem entrar em muitos detalhes. Não é possível saber se os recursos serão cobrados individualmente ou se as taxas também podem ser válidas para quem usa a API do ChatGPT, por exemplo.


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De qualquer forma, a expectativa é de que o acesso a todas as ferramentas da OpenAI fique mais caro, mesmo sem reajuste previsto na mensalidade dos planos Pro e Plus. 

Altman pontuou que o objetivo é diminuir o custo e confia que conseguirá atingi-lo com o tempo, mas também mencionou a necessidade de entender o que pode ser feito ao usar muito poder computacional nos preços atuais.

Plano mais barato chega a mais um país

Enquanto o CEO discute novidades mais caras, a OpenAI ampliou o acesso ao ChatGPT Go, plano baratinho da empresa. Lançado inicialmente na Índia em agosto deste ano, o nível de assinatura também chegou à Indonésia a partir desta semana.

O mercado indonésio virou alvo das empresas de IA: primeiro, o Google lançou um plano mais barato do Gemini por lá, e agora a OpenAI seguiu um caminho parecido. Ambos têm o mesmo valor de 75 mil rupias indonésias, equivalente a cerca de R$ 25 na conversão direta.

Por que existem planos de IA tão caros?

Além de um fator mercadológico, planos mais caros de IA são uma forma de limitar o acesso a recursos mais poderosos e “compensar” o alto custo computacional para manter a infraestrutura de IA ativa

Modelos mais novos e ferramentas mais potentes exigem muito poder computacional, o que torna a operação mais cara. Dessa forma, planos que ultrapassam a marca de R$ 1 mil por mês surgem como uma alternativa para o faturamento das empresas.

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Nintendo demite 200 funcionários e terceiriza suporte para a América do Sul

A Nintendo of America teria terceirizado parte de suas operações de suporte ao cliente nos EUA para agências de países da América do Sul, como Brasil, Argentina e Nicarágua. A decisão da Big N resultou em cerca de 200 demissões de colaboradores experientes dos EUA, de acordo com fontes anônimas à reportagem do IGN.

O suporte ao cliente nos EUA funcionava de forma rigorosa e contava com profissionais que estavam no cargo há anos. Muitos colaboradores trabalhavam com um sistema de contratos de 11 meses, que eram renovados, normalmente com um acréscimo de salário, o que evitava contratações em tempo integral por parte da Nintendo.

Esses trabalhadores faziam parte de duas grandes agências localizadas nos EUA e foram demitidos sem aviso prévio ou comunicado da Nintendo. Os contratos dos colaboradores afetados serão encerrados neste mês, ao mesmo tempo em que treinam os profissionais da América do Sul. Por se tratar de um tipo diferente de vínculo, os trabalhadores tinham poucos benefícios, como jogos gatuitos e alguns descontos.


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Ex-funcionários alertam que a qualidade do atendimento ao cliente pode cair drasticamente devido às barreiras linguísticas e a um treinamento menos rigoroso para as novas equipes. Eles afirmam que os novos times já estão sendo auxiliados pelos contratados americanos para resolver casos considerados “difíceis demais”.

Mudança no setor de suporte ao cliente pode causar problemas, afirma ex-funcionário (Divulgação/Nintendo)

Isso seria um problema ainda maior, pois o Nintendo Switch 2 deve passar por sua primeira temporada de feriados — período de fim de ano em que o suporte ao cliente é normalmente mais requisitado. Apesar dos novos profissionais da América do Sul saberem inglês, fontes anônimas afirmaram ao IGN que o nível de domínio do idioma é “muitas vezes, compreensivelmente, mais fraco do que o de um falante nativo”.

Além disso, funcionários que já estão com os dias contados relataram que houve um aumento no número de reclamações e que parte da nova equipe está sofrendo ofensas raciais por não serem nativos, segundo a reportagem.

Mudanças no suporte ao cliente da Nintendo seria para cortar custos

O principal motivo para a mudança nas operações de suporte ao cliente da Nintendo of America seria o corte de custos, devido à mão de obra mais barata nos países da América do Sul, incluindo o Brasil. Muitos colaboradores veteranos argumentam que a decisão da Nintendo impactará negativamente a qualidade do suporte.

“[…] Eles estão basicamente sacrificando a qualidade de agentes bem treinados para economizar muito dinheiro, e isso nos fez sentir muito… Vulneráveis? Péssimos? Obviamente, sabíamos, ao aceitar empregos por contrato, que isso poderia acontecer e não havia garantia de retorno […], mas, pessoalmente, sinto que a Nintendo poderia facilmente ter contratado muitos de nós como funcionários em tempo integral e obtido resultados melhores, ao mesmo tempo em que economizaria por não ter que usar as agências (que, obviamente, ficam com uma parte do dinheiro) — então, acho que isso nos fez sentir inúteis. Também é uma economia muito volátil para nos jogar de volta nela”, contou um ex-funcionário.

A demissão de 200 pessoas também colocaria muitos desses profissionais em um mercado de trabalho inóspito, especialmente o de suporte ao cliente, que está sendo cada vez mais tomado por IA generativa.

Nintendo relatou que informações da reportagem da IGN era imprecisas (Divulgação/Nintendo)

Contatada pelo IGN, a Nintendo afirmou que algumas informações relatadas na reportagem eram “imprecisas”, mas se recusou a especificar quais, defendendo a nova decisão como uma forma de melhor atender seus clientes nas Américas.

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