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Os mais de 50 novos radares das rodovias estaduais de São Paulo começaram a funcionar nesta terça-feira (23). Os equipamentos fazem parte de um pacote de quase 650 dispositivos adquiridos pelo governo paulista para monitorar 12 mil quilômetros das vias; até o momento, 241 deles foram instalados e outros 408 ainda vão entrar em operação.
Administrados pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), os novos radares foram colocados em pontos estratégicos para contribuir para a redução de acidentes. Além disso, a sinalização foi reforçada nos locais com indicação clara do limite de velocidade permitido.
A nova leva de radares opera nas rodovias não concedidas nas regiões de Presidente Prudente,São José do Rio Preto, Bauru, Itapetininga e Sorocaba. Na SP-036, em Piracaia, por exemplo, a velocidade máxima é de 40 km/h. Já na SP-253, em Jaboticabal, os veículos podem circular a até 100 km/h.
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Acidentes nas rodovias
Atualmente, as rodovias paulistas têm mais de 1.500 equipamentos de controle de velocidade; o novo lote, por sua vez, inclui as rodovias do litoral e do interior do estado. Como os novos dispositivos já estão ativos, quem trafegar pelas vias acima do limite de velocidade estabelecido vai ser autuado.
(Wirestock/Freepik/CC)
Segundo o DER, a escolha dos novos pontos de radares foi feita com base em fatores como histórico de acidentes e excesso de velocidade. Os demais radares que ainda vão ser instalados estão na fase de testes e de homologação.
A GoPro apresentou sua “linha mais criativa de todos os tempos” de câmeras de ação com dois novos modelos: Max 2 e Lit Hero, além do estabilizador com gimbal Fluid Pro AI. As especificações revelam o foco da marca no uso de IA e alta resolução, com gravação em 8K.
Apesar de a marca não ter lançado uma nova Hero neste ano, linha top da empresa, Pablo Lima, vice-presidente sênior de produtos da GoPro, destacou que o foco deste ano é na Max 2 e Lit Hero.
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“Criamos uma expectativa de lançar um Hero todos os anos, mas neste ciclo nosso foco está no Max 2 e no Lit Hero. Queremos que o próximo flagship realmente traga o salto que desejamos em qualidade de imagem e experiência do usuário.”
Max 2 promete “nunca perder uma tomada”
A Max 2 posiciona-se como a nova câmera de ação 360° mais avançada da marca. Com “resolução 8K verdadeiro”, o equipamento captura 21% mais pixels que a concorrência, segundo a empresa, e oferece qualidade superior em reframes para 4K.
A câmera conta com seis microfones para áudio em todas as direções e lentes substituíveis. A bateria de 1.960 mAh promete durar o dia todo, mesmo em condições extremas de frio.
A Max 2 promete gravação em 8K com alta qualidade (Imagem: Divulgação/GoPro)
Entre os recursos técnicos estão gravação em 4K a 100 fps para câmera lenta 3x, modo POV integrado e suporte a 300 megabits por segundo via GoPro Labs, além de suporte para cores em 10-Bit, GP-Log e GPS.
Para fotos, a Max 2 realiza capturas em até 29 megapixels.
A GoPro também anunciou 16 novos acessórios para Max 2, incluindo haste de extensão em fibra de carbono de 2,7 metros, haste flutuante de 80 centímetros para uso aquático, bastão de esqui e uma fivela com rosca para facilitar a montagem em capacetes e veículos.
Lit Hero é a nova câmera de ação custo-benefício
A Lit Hero chega para ser a câmera de ação de entrada da GoPro com gravação em 4K em um tamanho compacto. Uma das suas novidades é a luz LED integrada de quatro níveis, que possui três níveis de brilho e difusor incluído para suavizar a iluminação.
De acordo com a empresa, a câmera dobrou o desempenho em relação ao modelo anterior para entregar 4K 60fps sem comprometer resolução ou taxa de quadros.
A marca ainda destaca que o novo “modo sensor completo 4K” oferece enquadramento maior, ideal para redes sociais e montagens, sobretudo pelas fotos em 12 MP.
A GoPro Lit Hero é a nova câmera de ação custo-benefício da empresa (Imagem: Divulgação/GoPro)
Também vale mencionar que a GoPro de entrada agora conta com sistema magnético para facilitar as entre as configurações.
Fluid Pro AI é primeiro estabilizador com gimbal da GoPro
O Fluid Pro AI marca a estreia da GoPro no mercado de gimbals. Com capacidade para 400 gramas, o equipamento funciona com câmeras GoPro, smartphones e câmeras compactas.
Entre seus destaques, está o sensor de visão e IA para rastreamento automático de objetos, que acompanha pessoas ou elementos na cena. Ele conta com seis modos de estabilização com rotação quase 360° para acompanhar qualquer movimento.
O Fluid Pro AI é o primeiro Gimbal da marca (Imagem: Divulgação/GoPro)
A autonomia de 18 horas também chama a atenção pela longa duração.
“O Fluid Pro AI funciona tanto com câmeras GoPro quanto com smartphones, e já vem pronto para uso: o suporte universal para celular e os acessórios para montar a GoPro estão incluídos na caixa.”
Com a proposta de ser versátil, o equipamento ainda funciona como power bank e oferece controle via aplicativo GoPro Fluid ou painel integrado.
Preços e disponibilidade
A Max 2 chega às lojas em 30 de setembro, enquanto Lit Hero e Fluid Pro AI ficam disponíveis em 21 de outubro. A empresa ainda não divulgou preços oficiais para o mercado brasileiro, mas os preços para os Estados Unidos serão:
Lit Hero: US$ 269 (R$ 1.426, em conversão direta);
Max 2: US$ 499 (R$ 2.645).
Por outro lado, o novo Gimbal Fluid Pro AI ainda não teve seu preço confirmado.
A Vivo anunciou a expansão do plano Easy Lite para contemplar também o serviço de banda larga residencial. O novo Vivo Easy Fibra Lite promete entregar mais facilidade de uso e pagamento.
Para o plano de 500 Mbps de download e 250 Mbps de upload, a empresa cobra um valor de R$ 1.080 por ano. Também é possível realizar o parcelamento em 12 vezes de R$ 90 no cartão de crédito.
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Para efeito de comparação, o plano Vivo Fibra tradicional de 600/300 Mbps tem contrato mensal por R$ 100.
Portanto, por R$ 10 a mais a cada mês, o plano tradicional proporciona 100 Mbps a mais de velocidade de download. Desta forma, clientes podem decidir entre obter um passo a mais de performance, ou pagar menos em um modelo facilitado.
Em caso de cancelamento antecipado do Easy Fibra Lite, haverá cobrança integral das parcelas restantes. Também ocorrerá a devolução proporcional de qualquer bônus eventualmente utilizado.
Já em situações de inadimplência, a velocidade será reduzida para 168 Kbps de download e 84 Kbps de upload. Após os 12 meses da contratação, é aplicado um reajuste com base no índice IPCA.
Novo plano da Vivo tem assinatura válida por 12 meses (Imagem: Divulgação/Vivo)
Plano Vivo Easy Fibra Lite tem benefícios
O novo plano ainda tem instalação e o equipamento Wi-Fi gratuitos, além de oferecer acesso garantido a serviçosdigitais como a Abril News Digital, McAfee e outros.
O lançamento do novo plano ocorreu no dia 22 de setembro, e a adesão estará disponível até 30 de maio de 2026. A oferta pode ser contratada nacionalmente através do site oficial da Vivo.
A OpenAI, dona do ChatGPT, receberá um investimento de até US$ 100 bilhões (cerca de R$ 534 bilhões) da Nvidia. O anúncio foi feito pelos CEOs de ambas as empresas nesta segunda-feira (22) à CNBC.
Com este investimento, OpenAI e Nvidia se consolidam ainda mais como as protagonistas no mercado de IA. Segundo os executivos, o investimento bilionário servirá para que a OpenAI expanda seus data centers que alimentam o ChatGPT, que, atualmente, é o chatbot de inteligência artificial mais usado no mundo, com cerca de 700 milhões de usuários semanais.
Com o valor exorbitante de dinheiro, a empresa pretende aumentar sua capacidade energética em 10 gigawatts de potência. Essa quantidade seria suficiente para fornecer energia para toda a cidade de Nova York, nos Estados Unidos, que tem aproximadamente 8,5 milhões de habitantes.
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O CEO da Nvidia, Jensen Huang, classificou o projeto como “gigante”, enquanto o CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que este investimento é uma possibilidade de melhorar significativamente os produtos de IA da sua empresa.
“Há três coisas que a OpenAI tem que fazer bem. Temos que fazer uma ótima pesquisa de IA. Temos que fazer produtos que as pessoas queiram usar. E temos que descobrir como enfrentar esse desafio de infraestrutura sem precedentes”, completou Altman.
A notícia teve boa repercussão para a Nvidia, que fechou o dia com alta de quase 4% em suas ações. A empresa, atualmente, ocupa o topo na lista de valorização de mercado, valendo um total de US$ 4,47 trilhões. Já Huang, seu CEO, é atualmente a 8ª pessoa mais rica do mundo segundo a Forbes, com uma fortuna de US$ 159 bi.
Um vazamento indica que a Samsung vai encerrar a sincronização de fotos e vídeos do app Galeria com o Microsoft OneDrive. No lugar disso, a fabricante deve optar por uma solução própria de backup na Samsung Cloud.
As informações são do site Android Authority e foram encontradas no código de uma versão de testes da One UI 8.5 (provável nome da atualização da interface com lançamento previsto para janeiro de 2026).
O código menciona frases como “sincronização com o OneDrive acaba em breve” e “Samsung Cloud deixa você fazer backup de fotos e vídeos para sincronizá-los entre dispositivos. Com essa mudança, o suporte ao OneDrive vai acabar”.
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OneDrive ainda é a opção padrão para backup de fotos e vídeos na Galeria da Samsung, mas cenário pode mudar com a One UI 8.5 (Imagem: Captura de tela/André Magalhães/Canaltech)
Quando o suporte termina?
Por enquanto, nenhuma informação foi confirmada pela Samsung ou pela Microsoft e não há um prazo para o fim do serviço. Porém, quem já tem um backup ativo no OneDrive pode considerar outras soluções e se preparar para uma eventual mudança.
A Samsung Cloud é uma ferramenta de armazenamento em nuvem para salvar alguns dados importantes das contas pessoais em aparelhos da marca. É possível sincronizar dados de Bluetooth, calendário, contatos, lembretes, redes Wi-Fi, configurações do Samsung Internet e notas do Samsung Notes.
A fabricante não especifica o limite de armazenamento, mas destaca que tem uma opção de backup temporário por 30 dias para manutenção ou troca de celulares. O modo permite salvar uma quantidade ilimitada de dados durante o período, desde que um arquivo individual não passe de 100 GB
Caso a mudança seja confirmada, a Samsung Cloud pode ser uma alternativa da marca sul-coreana para fortalecer o seu ecossistema de produtos. Vale lembrar que Apple e Google já oferecem soluções parecidas.
O que fazer caso o OneDrive perca suporte?
Diante de um eventual fim do backup pelo OneDrive, a alternativa seria migrar para o Samsung Cloud, caso a pessoa ainda prefira sincronizar os dados pelo app Galeria.
Por outro lado, é possível baixar o Google Fotos e optar por fazer o backup por lá. A versão gratuita da conta Google tem 15 GB de armazenamento (distribuídos entre Gmail, Fotos e Drive), mas o limite pode ser ampliado com uma assinatura do Google One.
Uma pesquisa realizada pela Konami vazou no último sábado (20), com destaque para uma pergunta ao público sobre qual jogo da franquia Metal Gear Solid gostariam de ver refeito. A lista é bem completa e traz desde os games antigos da série até os mais recentes.
O conteúdo está associado à apresentação Metal Gear Production Hotline, que faz parte das atividades da produtora na Tokyo Game Show 2025. Vale notar que isso não é a promessa de novos remakes, mas sim a busca por uma perspectiva: se for produzido, qual deles será prioridade?
Um dos aspectos mais curiosos sobre a pesquisa da Konami é a ausência de algumas experiências relacionadas a Metal Gear Solid. Spin-offs como Metal Gear Rising e Metal Gear Survive (este último até justificável) não constam na lista, mas podem ser inseridos manualmente no campo “Outros”.
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Apesar da pesquisa indicar que a Konami está interessada em trabalhar em remakes de Metal Gear Solid, não é como se a franquia estivesse em um momento de brilho. A saída de Kojima da produtora, o fracasso comercial de Metal Gear Survive e diversos outros fatores afastaram os fãs da saga.
Em agosto lançou Metal Gear Solid Delta: Snake Eater, remake do 3º game. Apesar de sua chegada “explodir” com 1 milhão de unidades vendidas em menos de 24 horas, ele logo desapareceu dos radares do público — que viu experiências que chamavam mais a atenção, como Hollow Knight: Silksong.
Metal Gear Solid Delta surgiu e “sumiu” bem rápido do radar dos gamers (Imagem: Divulgação/Konami)
Algumas críticas também foram bem acentuadas ao game. Reclamações ressaltam a mudança artística de algumas cenas, que mudaram o peso dramático visto no original, e o foco estratégico da Konami, que desde agosto segue focada no lançamento de Silent Hill f.
Ou seja, para outro Metal Gear Solid ter sucesso, é preciso que mudanças sejam realizadas para trazer uma boa experiência — algo que não foi tão bem aplicado neste remake ou nas diversas coletâneas lançadas nos últimos anos.
Qual Metal Gear Solid merece um remake?
É importante levantar alguns debates, já que os dois primeiros Metal Gear Solid são verdadeiras obras-primas à sua própria maneira. Muitos fãs desejam vê-los de volta e isto é perfeitamente compreensível.
No entanto, vale notar que Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots segue até os dias modernos preso ao PlayStation 3. Nenhuma coletânea o trouxe de volta, assim como a Konami não se deu ao trabalho de disponibilizá-lo para outros consoles ou remasterizá-lo.
Ou seja, se você não foi um dos 87 milhões de usuários que tiveram um PS3 em sua vida, sequer teve a chance de experimentar o 4º game da franquia. Todos os demais jogos numerados da linha principal seguem disponíveis, o que abre um precedente para os milhares que queriam visitar sua história.
Vídeo: Ter um console ainda vale a pena ou está na hora de investir em outros dispositivos? No YouTube, respondemos essa e outras questões sobre o assunto.
A nova sede da WeBank em Shenzhen, na China, está chamando a atenção por usar um “ar-condicionado natural” para manter o prédio de 30 andares resfriado sem um sistema de aparelhos de ar-condicionado.
Com uma nova proposta de arquitetura, o arranha-céu, projetado pela SOM, utiliza técnicas de ventilação natural que mantêm o ambiente fresco sem consumir energia elétrica para climatização.
Sistema de ventilação natural dispensa o ar-condicionado
A maioria dos arranha-céus modernos funciona como “bolhas fechadas” com fachadas de vidro impenetráveis e janelas que não abrem. O projeto da WeBank vai no caminho contrário e conta com terraços ao ar livre, janelas operáveis e átrios internos precisamente calculados para circulação de ar natural.
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Espaços de pé-direito duplo nas bordas do prédio permanecem abertos ao ambiente externo, enquanto portas deslizantes e janelas retráteis facilitam a entrada de ar em todos os pavimentos.
Segundo Scott Duncan, arquiteto e sócio de design da SOM, poucos edifícios dessa altura oferecem tamanha integração entre ambiente interno e externo.
A estrutura conta com múltiplos átrios que atravessam vários andares verticalmente, criando caminhos para o fluxo de ar através do fenômeno conhecido como “efeito chaminé”.
Terraços ao ar livre fazem parte da ideia de resfriar bem sem aparelhos de ar-condicionado (Imagem: Divulgação/SOM)
Seis trocas de ar por hora garantem ambiente saudável
Luke Leung, engenheiro e líder de sustentabilidade da SOM responsável pelo projeto dos átrios, explica que o sistema promove até seis renovações completas do ar interno por hora.
Além disso, em apenas 30 minutos, o método natural elimina 95% dos contaminantes presentes no ambiente.
Os átrios funcionam como funis invertidos de diferentes formatos, permitindo controle preciso sobre como o ar é expelido do prédio.
Essa configuração garante ventilação otimizada em todos os pavimentos, mantendo a qualidade do ar sem depender de sistemas mecânicos.
O ar quente sobe naturalmente pelos vãos e sai pela parte superior do edifício, criando uma corrente de ventilação constante.
A solução se mostra especialmente relevante para a saúde ocupacional, principalmente após a pandemia, quando arquitetos e desenvolvedores passaram a valorizar mais o acesso ao ar exterior.
Novo conceito de prédio promete ambiente fresco com redução no consumo de energia (Imagem: Divulgação/SOM)
Novo modelo para prédios sustentáveis
O projeto da WeBank pode estabelecer um novo padrão para edifícios de porte grande, demonstrando que é possível manter conforto térmico em arranha-céus sem depender exclusivamente de sistemas de climatização artificial.
A integração bem-sucedida entre ventilação natural e arquitetura contemporânea promete uma alternativa sustentável aos métodos convencionais,reduzindo drasticamente o consumo energético para climatização.
A adoção de ferramentas de inteligência artificial (IA) nas mais diversas áreas profissionais levanta questionamentos sobre até que ponto o desenvolvimento pode colocar em risco a economia. E essa parece ser também uma preocupação dos britânicos.
Uma pesquisa conduzida pelo Tony Blair Institute for Global Change (TBI) em parceria com o Ipsos aponta que 39% dos adultos do Reino Unido veem a IA como um risco para a economia, enquanto 20% a consideram uma oportunidade.
O levantamento indica ainda que 59% dos britânicos enxergam a IA como um risco para a segurança nacional, o que revela preocupações adicionais de confiança entre os cidadãos.
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As instituições destacam que o relatório tem como principal objetivo examinar as percepções do público em relação à adoção da IA no Reino Unido. Para isso, foram entrevistados 3.727 britânicos entre maio e junho de 2025.
Falta de confiança na IA
Em um capítulo intitulado “O que está limitando o uso público da IA?”, a pesquisa apontou que a principal barreira é a falta de confiança nos sistemas de inteligência artificial — fator citado por 39% dos entrevistados.
“Isso demonstra uma limitação inerente aos sistemas de IA generativa. Ao gerar texto, eles não produzem necessariamente afirmações verdadeiras, mas sim respostas que parecem plausíveis. O risco de alucinações torna a IA generativa inadequada para alguns casos de uso em ambientes de alto impacto, como assistência médica e análise jurídica, limitando a adoção dessas ferramentas”, ressalta o artigo.
Outras barreiras mencionadas incluem preocupação com privacidade e segurança de dados (32%), falta de interesse em usar ferramentas de IA (31%) e preocupações éticas (28%).
Britânicos citam falta de confiança como barreira principal para adoção de ferramentas de IA no dia a dia (Pexels/Airam Dato-on)
Relação entre falta de confiança e percepção de risco
Os pesquisadores observaram que aqueles que citaram a falta de confiança em conteúdos de IA como barreira de adoção no dia a dia têm 13% menos probabilidade de ver essa tecnologia como uma oportunidade para a sociedade.
“Notavelmente, a confiança no conteúdo de IA é uma preocupação significativa mesmo entre aqueles que utilizam IA pelo menos uma vez por semana. Isso sugere que pesquisas sobre a veracidade das respostas da IA são importantes não apenas para aprimorar casos específicos de uso, mas também para moldar as atitudes do público em relação à tecnologia em geral”, destaca o relatório.
Os especialistas acrescentam que a confiança na IA pode ser fortalecida por meio de ações do governo britânico que levem em conta as preocupações do público em relação aos sistemascomputacionais.
Políticas que orientem o design e o uso de sistemas de IA seguros, além de um plano de comunicação estratégica junto à sociedade, são algumas das alternativas propostas.
“A confiança na IA é inseparável da confiança nas instituições que a regulam. As atitudes públicas em relação à tecnologia refletem preocupações mais amplas com responsabilidade, justiça econômica e inclusão social”, concluem os autores.