
É inegável que Todd Howard é uma das personalidades mais influentes dos videogames, apesar de, mais recentemente, colecionar polêmicas com seus recursos e promessas exageradas. Além disso, Howard também enfrentou duras críticas com lançamentos recentes abaixo da expectativa, incluindo Starfield e Fallout 76, principalmente pelos jogos da Bethesda frequentemente pecarem em performance e polimento.
Mesmo com todas essas críticas, muito válidas por sinal, também temos que tirar o chapéu para os feitos de Todd Howard ao liderar franquias como The Elder Scrolls e Fallout, facilmente dois dos melhores RPGs ocidentais já feitos na história da indústria dos games.
Toda essa experiência não surgiu do absoluto nada. Desde criança Howard tinha interesse no desenvolvimento de jogos. Na verdade, ele era um verdadeiro nerd para a época. Era fascinado por videogames, computadores, matemática, Dungeons & Dragons e Star Wars. Howard provavelmente era uma daquelas crianças que fazem perguntas difíceis que não conseguimos responder de bate-pronto.
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Na área de RPG, Howard jogou seu primeiro game do gênero no Apple II, se aventurando em Wizardry, mas foi Ultima III que conquistou o jovem que seria uma das figuras mais influentes dos jogos. Após se formar em Finanças em 1993, Howard fez uma verdadeira campanha para entrar na Bethesda, que ficava no caminho para a faculdade. O estúdio o rejeitou duas vezes até ser finalmente contratado em 1994.

Desde então, Todd Howard segue firme e forte após subir na hierarquia no estúdio e liderar projetos colossais como Skyrim e Fallout 4. O Canaltech separou os 8 melhores jogos feitos, produzidos ou com participação do diretor da Bethesda. A lista está em ordem de lançamento, então não se assuste se vir jogos de que nunca tenha ouvido falar (não repetimos mais de dois jogos por franquia).
8. The Terminator: Future Shock
The Terminator: Future Shock foi o primeiro jogo da Bethesda em que Todd Howard foi creditado. Lançado em 1995, o título é considerado como um dos pioneiros do gênero a trazer gráficos em 3D, bem na virada para o tridimensional nos videogames de fato.

Howard foi creditado como designer e programador principal de The Terminator: Future Shock, com Kaare Siesing e Christopher Weaver liderando o projeto. Mesmo não possuindo cargo de liderança no projeto, Howard participou de entrevista em nome da Bethesda para falar um pouco mais de The Terminator: Future Shock e do motor gráfico XnGine, responsável por processar os gráficos 3D e efeitos de iluminação que foram referência na época.
7. SkyNET
Um ano depois, a sequência de The Terminator: Future Shock chegava ao mercado. Era SkyNET, lançado em novembro de 1996 com Todd Howard como produtor, abaixo apenas de Morten Mørup, líder do projeto. A sequência carregava o DNA de Future Shock e expandia isso ao adicionar um modo multiplayer e corrigir os erros de seu antecessor.

SkyNET também fazia uso da XnGine e acabou se tornando um projeto importante para alavancar a carreira de Howard na Bethesda. Curiosamente, este foi o último envolvimento direto da desenvolvedora com a IP do Exterminador do Futuro, e o último jogo de Todd Howard antes de entrar de cabeça em The Elder Scrolls.
6. The Elder Scrolls IV: Oblivion
Avançando uma década no tempo, Todd Howard já havia chegado a um cargo de prestígio na Bethesda, se envolvendo como designer adicional em The Elder Scrolls II: Daggerfall e dirigindo posteriormente Adventures: Redguard, Morrowind e Travels: Shadowkey. Em 2006, o lendário desenvolvedor liderou The Elder Scrolls IV: Oblivion, o primeiro jogo que realmente bombou como nenhum outro de Howard.

Em entrevista à revista Game Informer em 2011, Howard disse que costumava olhar comentários dos jogadores no fórum NeoGAF na época de The Elder Scrolls: Morrowind. A coisa mudou de figura com Oblivion: “era informação demais, eu não conseguia nem processar. Ficou difícil entender o que eles realmente sentiam no início, mas dava para ver que muita gente estava jogando”. O RPG se beneficiou muito por sair logo depois da trilogia de O Senhor dos Anéis nos cinemas. A tendência da temática medieval levou o nome da Bethesda ao estrelato.
5. Fallout 3
Do mundo medieval de Cyrodiil à pós-nuclear Wasteland, Fallout 3 marcou toda uma geração quando saiu em 2008. Todd Howard supervisionou o projeto de perto e foi o principal responsável pelo combate característico de Fallout, fruto de uma mescla entre ação em tempo real e por turnos, o Sistema de Mira Assistida Vault-Tec (V.A.T.S.).

Nem é preciso dizer que a mecânica caiu no gosto dos jogadores e se tornou uma assinatura da franquia que mais tarde ganharia uma relevância ainda maior. Howard também dirigiu as expansões Point Lookout e Mothership Zeta.
4. The Elder Scrolls V: Skyrim
The Elder Scrolls V: Skyrim é sem dúvidas um dos jogos mais importantes e impressionantes de todos os tempos, e muito disso parte da filosofia e mente criativa de Todd Howard, afinal ele foi o diretor e líder criativo do RPG. Apesar de passar por um lançamento marcado por bugs, problemas e iniciar todo o odiado movimento de microtransações na indústria, a influência de Skyrim em todos os jogos de RPG e mundo aberto que surgiram depois de 2011 foi abismal.

Howard ficou muito popular nesta época por repetir incessantemente algo como “tá vendo aquela montanha? Você pode ir até ela”, o que rendeu muitos memes e marcou o início dos hypes absurdos do diretor (neste caso, hype totalmente justificável). Nem é preciso bater na tecla de que The Elder Scrolls V: Skyrim é um fenômeno cultural! Basta ver a expectativa para o sexto título da franquia, anunciado há quase 8 anos.
3. Fallout 4
Quatro anos mais tarde chegava Fallout 4, primeiro grande jogo da Bethesda para a geração do PlayStation 4 e Xbox One e mais um projeto para a conta de Todd Howard, que também dirigiu o aclamado RPG. Assim como os outros grandes projetos, Howard prometia o mundo mais ambicioso e detalhado que o estúdio já havia feito, digno de uma citação do diretor.

Apesar do sucesso estrondoso, Fallout 4 tinha seus defeitos, em especial os diálogos. Esta parte do jogo foi duramente criticada pela falta de ramificações e frases curtas que causavam erros de interpretação e eram bem vagas. Todd Howard reconheceu que a Bethesda mandou mal no sistema de diálogos, que parecia ter chegado em seu ápice em Fallout: New Vegas, mas ressaltou a qualidade do combate e da jogabilidade fluida na época.
2. Starfield
Assim como Todd Howard, Starfield é um caso que gera polêmicas e costuma dividir opiniões. O RPG era a primeira nova IP da Bethesda em 25 anos, e tinha uma enorme expectativa em cima dele, afinal, todos achavam que veriam um Skyrim do espaço com os mais de mil planetas e a filosofia de criar mundos irresponsavelmente grandes. Este também foi o primeiro jogo da produtora sob o teto da Microsoft, comprada em 2021.

Mais de dois anos depois, esta ambição em cima de Starfield pode ser questionável. Apesar de não ser um jogo ruim, muito pelo contrário, Starfield foi bem criticado por conta de seus planetas vazios, do espaçamento entre os pontos de interesse — que geravam longas caminhadas —, do sistema de pilotagem de espaçonaves e até seus tempos de carregamentos chatos. Como um RPG, Starfield foi bem elogiado, mas não aclamado como outros jogos da Bethesda, algo a ser destacado no currículo de Howard.
1. Indiana Jones and the Great Circle
Apesar de Indiana Jones and the Great Circle não contar com direção de Todd Howard nem mesmo ser um projeto da Bethesda, mas sim da MachineGames (Wolfenstein), o jogo definitivamente não existiria sem o dedo do chefão do estúdio. Howard, um fanático por Indiana Jones, apresentou a ideia de criar um jogo à LucasArts em 2009 abordando a teoria do “Grande Círculo”, mas as negociações foram interrompidas por conta de divergências sobre quem seria a publisher.

O projeto voltou à vida em 2019, quando seu amigo John Drake entrou para a divisão de games e reapresentou a ideia do “Grande Círculo” à Lucasfilm Games, que aprovou o projeto. Todd Howard teve um papel importante na história de Indiana Jones and the Great Circle, que chegou ao mercado no fim de 2024 para Xbox Series e PC, depois no PlayStation 5 e com previsão para o Nintendo Switch 2.
O jogo acabou dividindo a opinião de muitos jogadores pela sua perspectiva em primeira pessoa, mas agradou principalmente pelos seus elementos de furtividade e atuação de Troy Baker como Indy (ator que quase foi barrado por Howard, que cedeu após os testes).
Esses são os 8 melhores jogos feitos por Todd Howard:
- Indiana Jones and the Great Circle;
- Starfield;
- Fallout 4;
- The Elder Scrolls V: Skyrim;
- Fallout 3;
- The Elder Scrolls IV: Oblivion;
- SkyNET;
- The Terminator: Future Shock.
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