O Hotmart FIRE 2025, realizado em Belo Horizonte, foi palco de uma conversa exclusiva entre o Canaltech e Paulo Vendramini, Chief Product Officer (CPO) da Hotmart. O executivo falou sobre sua trajetória profissional, os desafios da Creator Economy e como a inteligência artificial está no centro da estratégia da empresa para apoiar criadores de conteúdo no mundo todo.
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O Canaltech esteve presente no evento a convite da Hotmart.
De consultoria ao mundo da Creator Economy
Com passagens por consultorias estratégicas e quatro anos no Nubank, Vendramini se juntou à Hotmart inicialmente para liderar a área de serviços financeiros. Em 2024, assumiu a cadeira de CPO, função em que hoje conduz o desenvolvimento de produtos voltados a criadores digitais.
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Ele destaca que sua carreira foi marcada pela curiosidade e pelo aprendizado constante, acumulando experiências em áreas analíticas, estratégicas e de execução. “Às vezes, as peças parecem desconectadas, mas quando você olha para trás, percebe como tudo se conecta e forma a base para construir novos mercados”, afirmou.

IA no centro da estratégia
Segundo Vendramini, a inteligência artificial atravessa todas as frentes da Hotmart: da criação de produtos à gestão de comunidades. O objetivo é permitir que criadores foquem naquilo que só eles podem oferecer — identidade, autenticidade e conexão com o público — enquanto agentes virtuais cuidam de funções de vendas, suporte e até tutoria em cursos.
Entre os lançamentos citados pelo CPO e que estiveram em exposição durante os dias do evento estão:
- Criação autônoma de produtos, como a transformação de palestras em livros ou cursos em apostilas;
- Agentes de vendas, que conhecem em detalhe os produtos hospedados na plataforma;
- Tutoria com IA, oferecendo suporte a alunos e gerando feedbacks valiosos para os criadores.
Desafio de transformar criadores em empreendedores
Hoje, estima-se que 70 milhões de pessoas no mundo sejam criadores de conteúdo, mas apenas 3% a 4% vivem dessa atividade. Para Vendramini, a missão da Hotmart é ajudar a transformar esse público em empreendedores capazes de monetizar sua criatividade.
“Enquanto o ser humano tiver o desejo de se expressar, vai existir a Creator Economy. Porque criatividade existe em maior proporção no mundo do que tempo e capacidade de execução. Se eu diminuo a necessidade de tempo para execução, eu libero criatividade”, destacou.
Alcance global e o futuro da Creator Economy
Vendramini lembra que produtos digitais “já nascem globais” e que a Hotmart hoje processa pagamentos em mais de 180 países. O próximo passo é investir em tecnologias que quebrem barreiras linguísticas, como tradução automática e dublagem com preservação do estilo do criador, ampliando ainda mais o alcance de conteúdos.
Para o executivo, a Creator Economy não é apenas uma tendência, mas também uma forma de enfrentar mudanças no mercado de trabalho tradicional. “O mundo precisa de novos motores de formação de classe média. A classe média está cada vez mais pressionada: você tem menos pessoas na classe média e a renda disponível está cada vez mais apertada, porque bens básicos crescem muito mais rápido em custo do que a renda. E o modelo de emprego não vai suprir isso; ele vai progressivamente concentrar mais”, contextualizou o CPO.
“Então, como que a gente viabiliza que as pessoas vivam? Como é que a gente viabiliza que as pessoas monetizem alguma coisa? Por que não monetizar a sua criatividade? Por que não monetizar a sua identidade, a sua empatia?”, questionou Vendramini.
“O mundo precisa de novos motores de formação de classe média. Por que não monetizar a criatividade, a identidade e a empatia das pessoas?”, questionou. “A gente está criando uma nova indústria, e a experiência de criar uma indústria é a coisa mais incrível”.
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