
Todo gamer vive uma vida de ansiedade ao esperar pelos lançamentos mais aguardados de cada ano, de sequências de títulos consagrados a novidades empolgantes no mundo da jogatina. Existem aqueles jogos, no entanto, que talvez seria melhor nem lançar: gêneros que saturaram, modos de monetização mercenários mal vistos pela comunidade, enfim.
Jogos malquistos pela comunidade não faltam, mas aqui no Canaltech fizemos uma lista dos 5 tipos de jogos que ninguém aguenta mais, de games como serviço e hero shooters a mundos abertos sem necessidade e battle royales extremamente saturados.
5. Hero shooters
Jogadores das antigas vão se lembrar da diversão que era uma partida de Team Fortress 2, sucesso da Valve que inspirou todo um gênero de multiplayer em arena: logo vieram fenômenos como Overwatch, Paladins e Valorant. Toda empresa, em um dado momento, queria um hero shooter para chamar de seu, o que cansou o mundo gamer.
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O melhor exemplo disso foi o fiasco de Concord, lançado em 2024, mas que performou tão mal que teve os servidores desligados poucas semanas depois. Para chamar a atenção, jogos do gênero têm de ser muito inovadores ou trazerem IPs amadas, como é o caso de Marvel Rivals. Quem é Overwatch 2 na fila do pão?
4. Jogos de mundo aberto
Na geração do PlayStation 3 e Xbox 360, qualquer jogo que trazia um mundo aberto era um grande sucesso, já que as capacidades técnicas dos consoles permitiam o deslumbre de grandes ambientes cheios de coisas para fazer. Games com mapas desnecessariamente grandes, no entanto, com repetição de conteúdos ou falta do que fazer começaram a saturar: com certeza você já ouviu “tudo é mundo aberto agora” nos últimos anos.

Até mesmo títulos consagrados na categoria, como Assassin’s Creed, se viram forçados a diminuir a escala dos mapas e diversificar as atividades oferecidas, já que fazer um mundo aberto só por fazer não atrai mais ninguém. Ou os desenvolvedores inovam ou jogos lineares vão tomar cada vez mais espaço na indústria, relegando a categoria de mundo aberto para o escanteio dos videogames.
3. Jogos como serviço
É claro que toda empresa visa lucrar com as vendas de seus jogos, mas se tem algo que pega mal com os gamers são microtransações e conteúdo trancado atrás de paywalls. Passes de temporada, skins exclusivas para pagantes, loot boxes, DLCs intermináveis: até mesmo jogos free-to-play ficam mal vistos quando dão claras vantagens ou visuais únicos a quem desembolsa dinheiro.

Moda na indústria pelo lucro que geram, jogos como serviço não são bem-quistos. Crash Team Rumble, de 2023, é um exemplo de jogo que ficou famoso por ser apenas um caça-níquel em cima de uma franquia consagrada, tendo fechado as portas após o desgaste e movimentações internas da empresa. A maioria dos gamers prefere pagar só uma vez para ter acesso ao jogo e pronto.
2. Acesso antecipado eterno
O acesso antecipado, ou early access, é uma boa maneira de financiar um jogo independente ou testar a recepção da comunidade para um novo título, sendo uma categoria relativamente popular em plataformas como a Steam. O que não agrada, no entanto, são os games que nunca saem da versão beta ou não cumprem as promessas dadas aos apoiadores do projeto.

Não há nada de errado em levar alguns anos para finalizar o game, mas ficar em acesso antecipado eternamente ou prolongar a fase beta “só porque é possível” irrita quem comprou o game para incentivar o lançamento oficial. A era digital facilitou a atualização dos títulos já jogáveis com patches baixados em questão de minutos, mas também deu uma boa desculpa para procrastinar lançamentos.
1. Battle royale
O lançamento de Playerunknown’s Battlegrounds (PUBG), em 2017, foi uma febre: por um longo tempo, jogos como Free Fire e Fortnite também surfaram na onda dos battle royales, jogos em que uma arena cada vez menor ou mais perigosa força os gamers a se enfrentarem e acabar reinando como o vencedor, mostrando a habilidade no multiplayer competitivo.

Apesar de ainda ter algum sucesso, o gênero começou a saturar: até mesmo jogos de estratégia em tempo real (RTS) começaram a implementar mecânicas de battle royale, como Age of Empires, o que talvez agrade uma parcela dos jogadores, mas pode ser visto como uma prática “para chamar a atenção” por outros.
Alguém, afinal, quer ver o “próximo Fortnite”? Assim como nas outras categorias, é preciso inovar muito no gênero para agradar.
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