
O Spotify se juntou a grandes gravadoras da indústria musical para processar o Anna’s Archive, um repositório clandestino que conseguiu copiar uma quantidade massiva de dados do serviço de streaming. A ação judicial exige indenização de US$ 13 trilhões.
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Entre as gravadoras envolvidas no processo estão três nomes fortes da indústria: Universal Music Group, Sony Music Entertainment e Warner Music Group. Juntas, elas exigem US$ 150 mil por cada faixa utilizada de maneira indevida pelo grupo.
Considerando que o Anna’s Archive conseguiu copiar cerca de 86 milhões de músicas disponíveis no catálogo do Spotify, o prejuízo total chegaria justamente à casa dos trilhões. O caso impressionou pelo número representar 99,6% das reproduções do Spotify e quase 37% de todo o catálogo, que possui aproximadamente 256 milhões de faixas.
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Batalha judicial
Após o vazamento alarmante de músicas, que foram disponibilizadas em sites de torrent para download gratuito, o Spotify desativou contas de usuários maliciosos que usavam a plataforma para extrair dados ilegalmente. A empresa também aproveitou para abrir um processo no final de 2025 contra o Anna’s Archive, alegando violação massiva de direitos autorais.

Pelo que se sabe até o momento sobre o caso, a batalha judicial tem sido complicada, com o Anna’s Archive recebendo uma liminar depois de não comparecer a uma audiência. Os representantes do repositório permanecem em silêncio, sem apresentar qualquer tipo de resposta acerca do processo.
Por outro lado, o juiz responsável pelo caso, Jed S. Rakoff, analisou que as gravadoras envolvidas na ação provaram que “continuariam a sofrer danos irreparáveis”, caso uma intervenção não ocorresse.
Assim, com a medida judicial, o Anna’s Archive está legalmente proibido de distribuir arquivos extraídos da plataforma de streaming, enquanto provedores de serviços, como a Cloudflare, também estariam proibidos de hospedar os sites do repositório clandestino.
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