
Manter um carro elétrico é realmente muito mais vantajoso do que um modelo equivalente a combustão? Com essa pergunta em mente, o CT Auto preparou um conteúdo especial para mostrar, na prática, qual o custo anual de um veículo “verde”, cada vez mais em alta no mercado brasileiro.
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A análise foi feita em cima de um dos modelos de entrada à venda no país, o BYD Dolphin Mini, não por coincidência o mais vendido do segmento desde que começou a ser comercializado no Brasil.
Vale pontuar que a conta final para descobrirmos quanto custa manter um carro elétrico anualmente vai muito além do gasto com energia para recarregar as baterias. A resposta envolve, além do valor da recarga, despesas com manutenção, troca de pneus e até seguro.
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Confira, então, quanto custa por ano manter um carro elétrico como o Dolphin Mini, compacto da BYD que foi lançado no mercado brasileiro em 2024.

Custo do carro elétrico: qual o impacto da recarga residencial?
O primeiro ponto que chama atenção é o gasto com energia elétrica. Diferentemente da gasolina, que sofre constantes variações de preço, a conta de luz é mais previsível. Em média, o Dolphin Mini consome cerca de 15 kWh para percorrer 100 km. Considerando um uso anual de 12 mil km, em média (1.000 km por mês), o consumo seria de aproximadamente 1.800 kWh.
Como a tarifa média residencial brasileira gira em torno de R$ 0,70 por kWh, o custo anual de recarga ficaria próximo de R$ 1.260. Esse valor pode variar conforme a região e a bandeira tarifária vigente, mas ainda representa uma economia significativa frente ao gasto com combustíveis fósseis, especialmente gasolina ou diesel.
Outro aspecto importante é a possibilidade de recarga em horários de menor demanda, como durante a madrugada. Muitos consumidores aproveitam tarifas reduzidas em sistemas de energia diferenciados, o que pode diminuir ainda mais o custo anual.
Pneus, seguro e revisões
Além da energia, há outros gastos que não podem ser ignorados na hora de fazer a conta de quanto custa manter anualmente um carro elétrico no Brasil. Os pneus, por exemplo, têm durabilidade menor que os de um carro a combustão, mas podem rodar, em média, 20 a 25 mil km antes da necessidade de troca.
Isso significa que, para quem roda cerca de 12 mil km por ano, terá que fazer a troca a cada dois anos. O custo médio de um jogo de pneus para o Dolphin Mini varia entre R$ 1.800 e R$ 2.200, diluído ao longo do tempo.
O seguro é outro fator relevante. Como os carros elétricos ainda são novidade no Brasil, muitas seguradoras aplicam valores mais altos devido ao custo das peças, ao medo de dar “pau” na bateria e à menor disponibilidade de oficinas especializadas. Para o Dolphin Mini, o seguro anual pode variar de R$ 4.000 a R$ 6.000, dependendo do perfil do motorista e da região.

Já as revisões periódicas tendem a ser mais baratas do que em carros a combustão. Isso porque o motor elétrico possui menos peças móveis e não exige trocas de óleo. No caso do Dolphin Mini, as revisões anuais giram em torno de R$ 600 a R$ 800, cobrindo inspeções de sistemas elétricos, freios e suspensão.
IPVA, rodízio e infraestrutura
Somando energia, seguro e revisões, o custo anual de manutenção de um Dolphin Mini pode variar entre R$ 5.800 e R$ 8.200. Se incluirmos a previsão de troca de pneus diluída ao longo dos anos, o valor médio sobe um pouco, mas ainda se mantém competitivo frente a veículos compactos a combustão, especialmente considerando a economia com combustível.
Outro ponto que merece destaque é a durabilidade da bateria. Embora seja o componente mais caro de um carro elétrico, sua vida útil costuma ultrapassar oito anos, o que dilui o custo ao longo do tempo.
Vale lembrar ainda que alguns estados brasileiros oferecem incentivos para carros elétricos, como redução de IPVA ou isenção de rodízio. Esses benefícios podem representar economia adicional e, assim, tornar o custo anual ainda mais atrativo.
Há, porém, um ponto negativo: a infraestrutura de recarga pública, que ainda é limitada em muitas cidades. Para quem depende exclusivamente de carregadores residenciais, o planejamento de viagens mais longas exige atenção. No entanto, para uso urbano, o Dolphin Mini atende bem às necessidades diárias.
Vale a pena manter um carro elétrico?
No balanço geral, manter um carro elétrico como o BYD Dolphin Mini no Brasil já se mostra viável financeiramente. A economia com energia, a menor necessidade de manutenção e os incentivos fiscais compensam os gastos mais altos com seguro.
Assim, o consumidor que optar por esse tipo de carro terá um custo anual competitivo, aliado ao benefício ambiental de reduzir emissões de carbono. A tendência é que, com o aumento da frota elétrica e maior oferta de serviços especializados, esses custos se tornem ainda mais acessíveis nos próximos anos.
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