
Os smartphones se tornaram ferramentas poderosas de fotografia. Uma das maiores inovações é o uso de inteligência artificial para estender as capacidades das câmeras, especialmente nas funções de zoom extremo.
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Recursos como o zoom de 100x, presentes em modelos top de linha, mostram como o futuro da câmera em celulares depende de software e inteligência computacional tanto quanto de lentes físicas.
Essa evolução ainda gera bastante debate entre entusiastas e profissionais: a IA realmente entrega boas fotos ou é mais um truque de marketing? Nós testamos a função de zoom 100x do Google Pixel 10 Pro para responder a essa pergunta.
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Quando o zoom de 100x impressiona (e quando decepciona)
Celulares modernos com zoom de até 100x como o Galaxy S25 Ultra ou o Google Pixel 10 Pro usam uma combinação de zoom óptico limitado, zoom digital e processamento inteligente para ampliar cenas distantes além do que a física das lentes permitiria.
Em situações ideais, com boa iluminação, objetos estáticos e cenário amplo a IA consegue reconstruir detalhes suficientemente bem. Algumas imagens em zoom superlativo conseguem mostrar superfícies de prédios, detalhes de paisagens e até padrões que os olhos humanos não perceberiam diretamente.
Entretanto, esse tipo de resultado depende fortemente das condições de luz e da capacidade do software de “preencher” partes da imagem que o sensor não capturou originalmente. Em ambientes com menos luz ou quando o objeto está em movimento, o zoom de 100x tende a produzir fotos borradas, com ruído e artefatos visíveis, efeitos que muitos classificam como “suavização excessiva” ou reconstrução pouco realista.
As imperfeições ficam ainda mais evidentes em fotos com textos. A câmera até reconhece que existe algo escrito ali, mas após aplicar a correção por IA generativa, tudo fica completamente ilegível.

O papel da IA na fotografia móvel
A grande diferença entre o zoom tradicional e as funções mais extremas está no uso da inteligência artificial. Em modelos como o Pixel 10 Pro, algoritmos generativos vão além do simples “cortar e ampliar”: eles analisam o conteúdo da imagem em baixa resolução e tentam reconstruir detalhes com base em aprendizado de máquina.
Isso significa que, muitas vezes, a foto em 100x não é uma representação fiel do que estava ali, mas sim uma interpretação criada pelo software. Esse tipo de processamento pode melhorar visualmente a fotografia, mas também levanta dilemas sobre a autenticidade da imagem, especialmente em contextos jornalísticos, científicos ou legais, onde a precisão importa.
A linha entre “melhorar” e “inventar” detalhes é tênue e críticos apontam que, quando a IA insere elementos ou refaz padrões com pouca base na realidade, a foto deixa de ser um registro fiel e se aproxima de uma obra artística.
Uso prático versus hype tecnológico
No dia a dia, o zoom de 100x com IA pode ser divertido e útil para capturar cenas únicas — como fotos de arquitetura em grandes distâncias ou detalhes da natureza que seriam impossíveis sem equipamento especializado. Muitos usuários relatam satisfação ao testar o recurso em viagens e paisagens abertas, onde a distância ajuda a IA a operar com mais sucesso.
Por outro lado, em ambientes fechados ou com pouca luz, o mesmo recurso pode se tornar inconsistente ou até decepcionante. Fotos que pareciam promissoras ao vivo mostram artefatos, formas distorcidas ou excesso de suavização quando você mira em objetos detalhados ou textos pequenos.
Essa dualidade torna o zoom extremo um recurso controverso: útil em alguns cenários, superficial em outros.

IA vai moldar o futuro, mas com ressalvas
Câmeras com IA definitivamente fazem parte do futuro dos celulares, elevando recursos tradicionais além dos limites físicos das lentes. O zoom de 100x é um exemplo claro de tecnologia avançada que amplia as possibilidades criativas dos usuários.
Ainda assim, ele não é uma solução perfeita. A dependência de processamento de IA para “inventar” detalhes pode comprometer a fidelidade das imagens em certas situações, e a qualidade real muitas vezes depende mais do contexto de uso do que da própria potência nominal do zoom.
Em suma, a IA já está mudando o jogo da fotografia móvel, mas o hype em torno de recursos como zoom de 100x vem acompanhado de controvérsias que ainda precisam ser entendidas e digeridas pelos fabricantes e pelo público.
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