Andróide chinês de US$ 173 mil imita até calor humano

Tecnologia
Resumo

Uma startup chinesa relevou um robô humanoide projetado para atuar como companhia social. O projeto, realizado pela DroidUp, de Xangai, viralizou nas redes sociais pela semelhança com humanos e pelo preço: cerca de US$ 173 mil (em torno de R$ 900 mil, em conversão direta).

Diferentemente de outros robôs focados em tarefas domésticas, o/a Moya tem uma pretensão no melhor estilo Westworld: replicar a sensação biológica de um ser vivo. O modelo é aquecido internamente para manter uma temperatura entre 32 e 36 graus Celsius, simulando o calor corporal humano ao toque.

O foco do robô, no entanto, não é ser uma atração de parque de diversões. A empresa propõe vender os modelos para empresas de saúde, posicionando-os como “companheiros sociais” capazes de interagir e se comunicar com as pessoas.

Imitação da anatomia humana

Para afastar a sensação de estar tocando em uma “máquina fria de metal”, a DroidUp desenvolveu uma estrutura complexa sob a superfície do robô. O Moya possui camadas extras de preenchimento semelhante à carne, projetadas para tornar o toque mais natural. Os dispositivos apresentam até mesmo uma caixa torácica palpável.

Em entrevista ao Shanghai Eye, Li Quingdu, fundador da DroidUp, defendeu a abordagem: ele disse que um robô que serve verdadeiramente à vida humana “deve ser quente, quase como um ser vivo com o qual as pessoas possam se conectar”.

O modelo padrão do Moya tem cerca de 1,65 m de altura e pesa aproximadamente 31 kg. A interação com o ambiente é mediada por uma câmera instalada atrás dos olhos, permitindo que ele rastreie o entorno e se comunique com usuários.

A fabricante promete um alto nível de personalização. Os compradores poderão alterar partes do robô para definir uma construção masculina ou feminina, além de modificar o cabelo e outros detalhes estéticos.

Setor em crescimento

O setor de robótica na China tem ganhado destaque internacional. Segundo o portal Dexerto, a startup Agibot Innovations, também de Xangai, estabeleceu um recorde mundial em 2025, quando seu robô humanoide caminhou 100 km sem assistência, enfrentando tráfego e terrenos instáveis. A empresa possui 38% do mercado mundial de robôs humanoides, de acordo com levantamento recente da consultoria Omdia.

Esse tipo de tecnologia está em alta no país. Segundo a consultoria, seis das dez maiores remessas desses equipamentos partem da China. O mercado cresceu 480% em 2025.

Além das vendas, a China também investe em demonstrações públicas da tecnologia, promovendo, inclusive, Olimpíadas de robôs. Nelas, as empresas conseguem demonstrar avanços nas capacidades motoras dos dispositivos por meio de provas de corrida e luta, por exemplo.

Andróide chinês de US$ 173 mil imita até calor humano