Google facilita a remoção de imagens íntimas não consensuais na busca

Tecnologia

O Google anunciou, nesta terça-feira (10), um recurso que facilita a remoção de imagens íntimas não consensuais nos resultados da Busca. A atualização visa ampliar o conjunto de proteções às vítimas de conteúdos explícitos na internet.

Além de tornar o processo de denúncia mais rápido e simples, a big tech passa a permitir que usuários que se sintam afetados pelo conteúdo selecionem várias imagens de uma só vez em um único formulário.

A gigante das buscas também fornecerá links de organizações que oferecem apoio jurídico e emocional às vítimas. Outra novidade é a criação da seção “Privacidade nos resultados sobre você”, onde será possível acompanhar o status do pedido de remoção.


Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.

“Esperamos que este novo processo de remoção reduza o fardo enfrentado pelas vítimas de imagens explícitas não consensuais”, afirmou o Google em comunicado.

Como denunciar uma imagem íntima não consensual?

O processo de denúncia de uma imagem não consensual ocorre inteiramente na aba “Imagens” da Busca do Google. Ao identificar o conteúdo explícito, basta:

  1. Clicar nos “três pontos” no canto superior direito da imagem;
  2. Selecionar “Remover resultado”;
  3. Escolher a opção “O resultado mostra uma imagem sexual minha”;
  4. Clicar em “Começar”;
  5. Selecionar “Não” na tela “A imagem mostra alguém com menos de 18 anos?”.
Denúncia de imagem explicita no Google
Google agora permiteremover conteúdo íntimo não consensual da Busca (Imagem: Captura de tela/João Melo/Canaltech)

Depois, o usuário deve escolher uma das duas opções referentes ao tipo de imagem alvo da denúncia, e o passo seguinte é decidir se deseja adicionar mais de uma imagem sensível no mesmo pedido.

A solicitação de remoção também inclui a possibilidade de autorizar que o Google identifique e remova automaticamente cópias da imagem que venham a ser indexadas no futuro, além de aplicar um filtro para limitar a exibição de conteúdos relacionados em pesquisas semelhantes.

Leia também: 

Leia a matéria no Canaltech.