
A empresa de cibersegurança ReliaQuest divulgou um relatório que mostra como criminosos digitais estão conseguindo lançar ataques cada vez mais velozes graças a ferramentas de inteligência artificial (IA).
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Baseado em análises de incidentes ocorridos com clientes da companhia, o estudo mostra que o tempo médio para iniciar uma operação criminosa em 2025 foi de apenas 34 minutos, um tempo 29% mais rápido do que no ano anterior.
O que surpreendeu os especialistas foi o menor tempo registrado para o começo do ataque: somente quatro minutos, 85% mais veloz que o mesmo período analisado em 2024.
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O que explica a rapidez
As estatísticas impressionam, mas basta notar como a inteligência artificial automatizou e acelerou processos no dia a dia de usuários para entender como hackers conseguem lançar ataques tão rápidos e eficientes.

Considerando a crescente popularidade de ferramentas generativas, os cibercriminosos apostam nas IAs para realizar ataques com maior chance de êxito. Entre as possibilidades que os recursos oferecem estão o reconhecimento de perfis em redes sociais, busca em fontes de dados públicas e pesquisas em sites corporativos para selecionar vítimas em potencial.
A inteligência artificial também ajuda na criação de roteiros mais convincentes para aplicação de técnicas de engenharia social, com 59% dos ataques do tipo ClickFix responsáveis pela distribuição de malwares. Grupos de ransomware são os principais usuários dessas ferramentas, com 80% apostando na IA para lançar ataques.
Combate ao crime digital com IA
Ao mesmo tempo que a IA pode ser usada para o mal, especialistas em cibersegurança também podem utilizar a ferramenta tecnológica para conter ameaças com rapidez. Embora muitas equipes estejam com dificuldade de acompanhar a velocidade e sofisticação de grupos hackers atuais, combatê-los não é uma missão impossível.
Afinal, ferramentas de IA podem auxiliar empresas na análise de dados sobre ameaças, adaptando informações gerais para a realidade da organização. Assim, é possível eliminar ou corrigir vulnerabilidades antes que um agente malicioso entre em ação.
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