Golpe perfeito: IA cria phishing tão real que engana até especialistas

Tecnologia

Ataques de phishing estão se tornando mais personalizados e difíceis de serem detectados. O alerta vem a partir do aumento na sofisticação de campanhas que costumavam ser menos pensadas e organizadas no passado.

Para personalizar o ataque, criminosos usam detalhes pessoais das vítimas para enganá-las com mais facilidade. Essas informações podem ser encontradas em vazamentos de dados de empresas, sites comprometidos e até mesmo por meio de registros legítimos, como publicações em redes sociais.

A nova realidade representa uma preocupação para pesquisadores pela dificuldade de detecção desses crimes, pois a customização do golpe faz com que ele seja mais difícil de ser identificado pelas autoridades legais. Com a popularidade de ferramentas de inteligência artificial (IA), então, customizar uma fraude virou um processo ainda mais fácil e automatizado.


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Como são os ataques de phishing personalizados

Geralmente, os hackers agem com base em diversos tipos de ataques que podem se enquadrar em algumas categorias. O golpe personalizado mais comum é o localizado, quando criminosos enviam mensagens para as vítimas com cobranças falsas de pedágio, por exemplo, usando o nome do sistema e da concessionária da região para passar a ideia de legitimidade.

Cobrança falsa de pedágio é uma tática bastante usada por hackers em ataques direcionados (Imagem: Reprodução/PC World).

Do outro lado desta equação estão os ataques de phishing mais específicos, que surgem com base em vazamentos vindos de violação de segurança, que revelam nomes, endereços de e-mail, telefones e outras informações sensíveis das vítimas. Dessa maneira, os agentes maliciosos conseguem se dirigir aos alvos usando os nomes deles e dados detalhados, aumentando as chances de que os usuários acreditem na fraude.

Há também aqueles golpes mais sofisticados e mais elaborados que usam os hábitos da pessoa para personalizar o ataque. Nessas campanhas, os hackers investigam a atividade online da vítima em potencial, analisando quais são os sites visitados e links clicados para traçar um perfil comportamental. Logo, é possível direcionar anúncios fraudulentos, por exemplo, induzindo a pessoa a clicar com base em seus interesses.

Ainda existe o golpe romântico, que costuma levar um tempo considerável para ser concluído, pois o hacker precisa criar uma relação de confiança com a vítima inicialmente para começar a atacar. Geralmente, os criminosos miram em pessoas que usam aplicativos de relacionamento para enganá-las a partir de informações pessoais que elas mesmas revelam.

Golpes direcionados podem provocar estragos na vida financeira da vítima (Imagem: Karolina Grabowska/Pexels).

Como se proteger

Por mais assustadoras que campanhas de phishing personalizadas pareçam, você pode adotar práticas simples no seu dia a dia para garantir a privacidade e integridade das suas informações sensíveis na internet.

Algumas das medidas mais recomendadas por especialistas é apostar em um bom antivírus e usar gerenciadores de senhas. Também vale ter cuidado na hora de instalar aplicativos, fazendo o processo em lojas oficiais, e sempre desconfiar de mensagens suspeitas de desconhecidos, jamais clicando em links que são enviados aleatoriamente para você.

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