
O aplicativo de relacionamentos Hinge desembarcou no Brasil em novembro do ano passado com a promessa de ser o “app para ser desinstalado”. Nos primeiros passos do país, a plataforma mira a Geração Z (sem excluir outras faixas etárias) e tenta trazer conexões mais autênticas para os usuários.
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Num cenário em que muitas pessoas reclamam de um dating burnout (“cansaço de paquera”, em tradução livre), o Hinge tenta fugir das opções tradicionais e oferece um espaço para quem realmente está disposto a encontrar alguém, independentemente do objetivo. O cadastro é mais demorado, mas também cria perfis mais completos e com respostas para “quebrar o gelo” nas conversas.
A CEO do Hinge, Jackie Jantos, esteve no Brasil e conversou com o Canaltech sobre todo o planejamento para trazer o app ao país, o que esperar da adoção dos brasileiros e como a ferramenta recebe os novos usuários.
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- Expansão no Brasil
- Diferenciais do Hinge
- Cadastro mais demorado
- Busca pelas conexões intencionais
Expansão no Brasil
Popular na Europa e nos EUA, o Hinge começou uma expansão na América Latina em setembro do ano passado: o app chegou ao México e dois meses depois foi lançado no Brasil. A plataforma pertence ao Match Group, dono de outros nomes famosos do mercado, como o Tinder.
O processo para trazer o app para cá levou cerca de um ano e passou por pesquisas de mercado para entender o cenário de relacionamentos no país. “O Hinge tem uma abordagem específica de expansão em mercados internacionais. O propósito do app é fazer as pessoas saírem dele e irem para encontros, e para fazer isso direito precisamos trazer a mentalidade de encontros intencionais no mercado”, explica a CEO, Jackie Jantos.
A empresa identificou que havia uma demanda por conexões mais autênticas e intencionais, principalmente na Geração Z (pessoas nascidas entre o final da década de 1990 e o começo da década de 2010), marcada pelos anos de isolamento durante a pandemia de COVID-19.
O app mudou suas estratégias e tentou alcançar as demandas dos Gen Z nos últimos quatro anos. Atualmente, a comunidade global tem mais de 15 milhões de usuários ativos por mês, com 56% deles representados por essa faixa etária.
“Nós vimos semelhanças entre a audiência da Geração Z no Brasil com o restante do mundo, como a sensação de isolamento e solidão, e também de desenvolver as habilidades para encontrar alguém pessoalmente”, explica
A CEO ainda reforçou que o foco da empresa está em aumentar a presença nesses dois países antes de levar a experiência a outros mercados.

Diferenciais do Hinge
O aplicativo cria uma experiência na qual o usuário precisa gastar um tempo maior para preencher o perfil, mas quer que esse esforço seja convertido para gerar conexões mais autênticas e com pessoas que realmente compartilham os mesmos interesses.
O objetivo é que as pessoas façam combinações por lá e consigam marcar encontros fora do ambiente digital. O sistema de recomendações avalia as descrições de cada perfil com a atividade no app para sugerir novas contas, enquanto a própria ferramenta dá um “empurrãozinho” para as conversas acontecerem.
Alguns recursos se destacam em relação a outros apps do segmento. Existe um número máximo de matches simultâneos, o que estimula a aumentar as interações com quem você já combinou, além de funções para estimularem conversas atuais.
O app também tenta evitar o ghosting — se você não quer mais conversar, a sugestão é desfazer o match.
“Nós acreditamos que se você tem a intenção, só consegue ter algumas conversas acontecendo ao mesmo tempo. Se não quer marcar um encontro com alguém, queremos que você informe essa pessoa ou encerre a conversa, porque no outro lado há um humano que está conversando com você”, comenta a CEO, Jackie Jantos.

Cadastro mais demorado
Um dos principais diferenciais do app é a recepção de novos usuários. A plataforma exige pelo menos sete conteúdos: quatro fotos ou vídeos e três respostas a perguntas aleatórias — os chamados Prompts. Caso a resposta esteja muito simples, o app pode usar IA para sugerir um texto mais completo.
A medida pode afastar alguns indivíduos, mas também é uma forma de refinar a comunidade ativa no app para garantir que as pessoas que estão lá realmente procuram uma forma de relacionamento.
A CEO da empresa argumenta que esse onboarding é um processo essencial para levar a experiência do app a todas as pessoas.
“Queremos que você dedique mais atenção e esforço. Nossa promessa é ser um aplicativo de namoro para quem busca um relacionamento intencional, queremos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para garantir que a comunidade de usuários do Hinge atenda a esse critério e esteja lá pelo mesmo motivo”, defende Jantos.
Busca pelas conexões intencionais
A empresa menciona bastante a busca por conexões intencionais — nem todo mundo pode buscar um relacionamento sério, mas a comunidade é mais explícita sobre seus objetivos e expectativas por lá.
“A experiência ajuda todos os tipos de usuários para que eles entendam como querem se comportar nesse espaço, como esperam que os outros se comportem e como o respeito deve ser cultivado nas interações nesse espaço. E, claro, sentir-se à vontade para ser você mesmo é muito importante”, explica Jackie Jantos.
A executiva estadunidense, inclusive, assumiu o cargo de CEO na empresa em dezembro do ano passado, um mês após a chegada ao Brasil. Antes disso, foi Diretora Executiva de Marketing do Hinge por quatro anos e acumulou passagens por Coca-Cola e Spotify.
No primeiro ano no cargo, Jantos reforça o objetivo de levar a mensagem do Hinge aos mercados em que o app está presente.
“Estamos num momento muito importante porque temos um grupo de pessoas jovens que querem estar em relacionamentos intencionais com outras pessoas, mas não necessariamente têm a confiança ou as ferramentas para chegarem a isso. É sobre lembrar a todos o que o app pode oferecer e construir um produto que esteja a serviço desse grupo diverso e fluido que está mudando completamente a forma em que os relacionamentos são feitos”, completa.
O Hinge está disponível gratuitamente para Android e iOS.
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