
Resumo
- A Apple descontinuou o pacote Pro Apps para estudantes, que oferecia quase 70% de desconto em aplicativos como Final Cut Pro e Logic Pro.
- A empresa lançou o Creator Studio, uma assinatura que inclui apps como Logic Pro e Final Cut Pro, por R$ 39,90 mensais ou R$ 399 anuais.
- Estudantes e profissionais da educação têm desconto na assinatura, pagando R$ 14,90 mensais ou R$ 149 anuais, válido apenas durante o curso.
A Apple acabou com o pacote Pro Apps para estudantes, que trazia o Final Cut Pro, o Logic Pro, o Motion, o Compressor e o MainStage para Mac por R$ 1.299. Era um desconto enorme, de quase 70%: para comprar todos separadamente, é necessário desembolsar R$ 4.099,50.
Os programas — que oferecem nível profissional e são bastante usados por quem trabalha com áudio e vídeo — continuam sendo vendidos de maneira individual, pelos seguintes preços:
- Logic Pro (estação de trabalho digital para áudio): R$ 1.299,90
- Final Cut Pro (editor de vídeos): R$ 1.999,90
- Motion (criador de animações): R$ 299,90
- Compressor (conversor de vídeos): R$ 299,90
- MainStage (ferramenta de áudio para performances ao vivo): R$ 199,90
Por que a Apple parou de vender o Pro Apps para estudantes?
O fim das vendas ocorre duas semanas após o lançamento do Creator Studio. O pacote é oferecido como assinatura, custando R$ 39,90 por mês ou R$ 399 por ano. Ele contém esses cinco programas, com extras e algumas diferenças.
O Creator Studio traz o Logic Pro, o Final Cut Pro e também o Pixelmator Pro, nas versões para Mac e iPad — Motion, Compressor e MainStage continuam valendo apenas para o Mac.
O conjunto vem ainda com recursos extras e conteúdo premium no Keynote, Pages e Numbers. Futuramente, esses diferenciais chegarão ao Freeform. Esses quatro apps continuam disponíveis gratuitamente.

Estudantes e profissionais da educação ainda contam com benefícios, pagando R$ 14,90 por mês ou R$ 149 por ano. É uma redução considerável, mas que, no caso dos alunos, vale apenas durante o curso.
Com o desconto do Pro Apps, era possível comprar os programas gastando menos e continuar usando depois de concluir os estudos.
Apple migra para modelo de assinaturas
Aos poucos, a Apple segue um caminho trilhado por Microsoft e Adobe, entre muitas outras empresas, que hoje concentram seus esforços em pacotes por assinatura.
A Microsoft ainda vende licenças para o Office 2024, mas dá mais ênfase ao Microsoft 365, que inclui os programas e também serviços como armazenamento no OneDrive.
A Adobe foi mais extrema: aboliu a venda de licenças vitalícias em 2013 e passou a oferecer apenas o Creative Cloud. Desde então, programas como Photoshop e Illustrator só podem ser acessados mediante pagamento de mensalidade ou anuidade. Recentemente, a companhia reduziu seus preços no Brasil, já que concorrentes como o Canva têm ganhado terreno.
Do ponto de vista do modelo de negócio das empresas, trocar vendas únicas por assinaturas ajuda a reforçar as chamadas receitas recorrentes. Em vez de ter grandes oscilações a cada lançamento de software, elas passam a receber quantias mensais de maneira constante.
Para os usuários, há vantagens e desvantagens. Por um lado, as assinaturas são acessíveis, incluem atualização dos programas e trazem serviços adicionais. Por outro, o gasto total ao longo dos anos pode ser maior do que o preço da compra de uma licença.
A principal diferença, no entanto, é que, ao comprar uma licença, você consegue continuar usando aquele programa para sempre, mesmo que ele esteja defasado; no modelo de assinaturas, você precisa continuar pagando para sempre.
Com informações do MacRumors
Apple acaba com desconto de estudante para compra de pacote de apps

