
Resumo
- Bumble lançou ferramentas de IA para otimizar descrições e escolha de imagens de perfis;
- Nos EUA, IA avalia fotos em tempo real; no Canadá, testa um botão para sugerir encontros;
- concorrentes como o Tinder e o Happn também investem em IA para personalização e sugestões.
Enquanto concorrentes tentam repreender o uso de IA, o app de relacionamentos Bumble anunciou, nesta quinta-feira (26/02), novos recursos para orientar usuários na criação e aprimoramento de perfis. As ferramentas oferecem avaliações sobre as biografias, respostas a perguntas prontas e escolhas de fotografias.
A primeira novidade, chamada de orientação de perfil, terá lançamento global e fornecerá feedback focado nas descrições em texto dos usuários. Já nos Estados Unidos, a plataforma disponibilizará uma ferramenta extra de avaliação de fotos por IA, capaz de sugerir, em tempo real, quais imagens o usuário deve destacar.
De acordo com a empresa, o sistema pode, por exemplo, recomendar que o internauta retire fotos e adicione imagens substitutas em condições supostamente melhores. A companhia justifica a implementação dos recursos com base em dados de uso, que apontam maior engajamento em perfis com biografias fortes e que preenchem caixas de perguntas.
Empurrão para encontros
Em paralelo às ferramentas de IA, o Bumble também iniciou testes no Canadá de um botão para sugerir um encontro e sinalizar o desejo de se encontrar pessoalmente. A ferramenta, segundo a plataforma, deve auxiliar quando a conversa perde o ritmo ou estagna.
Segundo o diretor de tecnologia (CTO) do Bumble, Vivek Sagi, o objetivo geral dos novos pacotes é evitar a tradicional troca interminável de mensagens. “Quando reduzimos o atrito nos momentos que mais importam, ajudamos as pessoas a se conectarem com clareza e confiança”, afirma.
Uso IA ou não?

O uso de IA para relacionamentos é uma realidade indiscutível: no ano passado, cerca de 26% dos solteiros nos EUA já alegavam usar a tecnologia para ajudar na vida amorosa. Mas as empresas do setor ainda não se decidiram se vale à pena valorizar as ferramentas ou se as proíbem.
Além do Bumble, que pelo menos desde 2024 investe em IA na plataforma, concorrentes já anunciaram diversos projetos. O Tinder, por exemplo, testa na Austrália um recurso para aprender interesses e personalidade do usuário com base em fotos armazenadas no telefone, e o Happn passou a sugerir locais para encontros — ambos com IA.
Ao mesmo tempo, as companhias investem em mecanismos de segurança mais robustos, reconhecendo que a tecnologia facilitou a criação de contas falsas com imagens e biografias feitas com auxílio de chatbots.

