As inovações no mundo da tecnologia já colocaram robôs humanoides para lutar em torneios de boxe e até disputar campeonatos de futebol. Agora, cientistas treinaram o avatar em inteligência artificial (IA) de um robô para tocar bateria — embora ainda falte bastante treino.
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Criado por pesquisadores do Politécnico de Milão, o Robot Drummer é um avatar que, segundo seus desenvolvedores, pode reproduzir batidas com alto nível de precisão. O sistema é uma simulação baseada no robô G1 Unitree, usada para testar um modelo que, no futuro, poderá ser aplicado em humanoides reais. A ideia é unir criatividade e coordenação em uma mesma plataforma.
“Estávamos discutindo como robôs humanoides se tornaram cada vez mais capazes de realizar uma ampla gama de tarefas, mas raramente se envolvem em domínios criativos e expressivos. Isso levantou uma questão fascinante: e se um robô humanoide pudesse assumir uma função criativa, como tocar música? Tocar bateria parecia uma fronteira perfeita, pois é rítmico, físico e exige coordenação rápida entre os membros”, destacou ao Tech Xplore Ali Shahid, um dos coautores do estudo.
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Em um vídeo publicado no YouTube, o Robot Drummer aparece tentando acompanhar as batidas de duas músicas: In the End, do Linkin Park, e Roxanne, do The Police. Apesar de sair do ritmo em alguns trechos — principalmente na canção do Linkin Park — o avatar demonstrou um pouco mais de habilidade ao tocar a música do The Police.
Robot Drummer tocando In the End, do Linkin Park
Robot Drummer tocando Roxanne, do The Police
O aprendizado do Robot Drummer
Segundo os pesquisadores, ensinar um robô a tocar qualquer instrumento musical é um desafio, pois exige precisão de tempo e coordenação entre braços e pernas. Para isso, o sistema foi treinado com aprendizado por reforço (Reinforcement Learning, RL), técnica em que a IA aprende por meio de interações com o ambiente, recebendo recompensas ou punições numéricas de acordo com seus acertos e erros.
No caso do Robot Drummer, cada uma das mais de 30 músicas de estilos como metal, pop, rock e jazz foi convertida em uma sequência de eventos temporais, indicando quando e onde cada batida deveria ser feita.
Durante o processo, o robô desenvolveu técnicas próprias, como cruzar os braços para alcançar os tambores e usar cada baqueta de forma estratégica.
Esses resultados sugerem que o aprendizado por reforço pode abrir caminho para aplicações criativas da robótica, além das tarefas funcionais já comuns em humanoides.
O estudo sobre o Robot Drummer foi publicado na plataforma de pré-impressão arXiv.
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