
A Microsoft voltou no tempo e explicou como o videoclipe de “Buddy Holly”, da banda Weezer, acabou incluído no CD de instalação do Windows 95. A história foi relembrada no blog The Old New Thing, mantido por Raymond Chen, desenvolvedor que acompanha a evolução do sistema há mais de três décadas.
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Segundo Chen, a gravação não estava no CD por acaso. A ideia era dar mais conteúdo para o usuário explorar e, ao mesmo tempo, mostrar as capacidades multimídia do Windows 95.
Nos anos 1990, assistir a um vídeo digital sem travamentos em um PC ainda era novidade, e a Microsoft queria provar que o sistema estava pronto para isso.
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Segundo o desenvolvedor, o processo envolveu negociações complexas de direitos autorais. A Microsoft precisou garantir separadamente o licenciamento da música e do video. A canção foi negociada com a Geffen Records, que não consultou os integrantes do Weezer. A banda ficou chateada no início, mas depois reconheceu o impacto positivo da exposição.
Já o clipe incluía trechos da série Happy Days, o que tornou a negociação mais complexa. A Microsoft precisou obter autorização para usar as imagens originais do programa e, além disso, garantir o consentimento individual de cada ator que aparecia nas cenas incorporadas.

Por que o CD do Windows 95 vinha com videoclipes?
Em 1995, o CD-ROM era um avanço em relação aos antigos disquetes, pois tinha espaço suficiente para armazenar vídeos, músicas e outros arquivos. Com isso, o Windows 95 podia vir com vídeos e recursos multimídia que mostravam, logo de cara, o potencial do sistema operacional.
O clipe de “Buddy Holly” era um exemplo perfeito desse momento. Dirigido por Spike Jonze, ele misturava a banda a cenas clássicas de Happy Days, criando a impressão de que os músicos interagiam com os personagens da série. Ao rodar o vídeo em um computador recém-configurado, o usuário conseguia ver, na prática, a capacidade gráfica e de reprodução de mídia do Windows 95.
O CD também trazia outros conteúdos, como o clipe de “Good Times”, de Edie Brickell. A estratégia reforçava a ideia de que o computador estava se tornando mais do que uma ferramenta de trabalho, ele também podia ser uma plataforma de entretenimento doméstico.
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