Dell, HP e outras OEMs estão recorrendo a memórias chinesas em meio à crise

Tecnologia

Se você não consegue mais garantir aquela memória DDR5 para completar o setup, saiba que as fabricantes de PCs (OEMs) também estão enfrentando dificuldades, tamanha é a crise atual. Nomes como Dell, HP, Acer e ASUS já estão buscando alternativas para conseguirem entregar notebooks completos para o consumidor, e essas empresas devem recorrer à fabricantes chinesas para driblar a escassez desse componente.

Segundo fontes do Nikkei Asia, essas gigantes da indústria estão tendo dificuldades em garantir memórias para seus PCs e notebooks. Todas elas sempre vêm da Micron, Samsung e SK hynix, que comandam a produção de DRAM e NAND em todo o mundo, distribuindo através de marcas como Kingston, Corsair, XPG, Sandisk, entre várias outras.

Memórias chinesas ainda usam litografias antigas

Por isso, a chinesa ChangXin Memory Technologies (CXMT) está sendo cogitada por essas empresas. Essa empresa já trabalha para fabricar memórias DDR5-8000 e LPDDR5X-10667, tecnologias que foram apresentadas em uma feira na China no ano passado. Por enquanto, a fabricante oferece módulos com 12 e 16 GB e se enquadram nas exigências da JEDEC, responsável por padronizar especificações de memória RAM.


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Seria a CXMT a salvadora da crise de DRAM? (Imagem: CXMT/Reprodução)

Mas existe um porém nessa questão toda. A CXMT ainda usa litografia de 16 nm em suas memórias, enquanto as principais fabricantes produzem chips para memórias DDR5 em 10 e 12 nm, dependendo da necessidade em densidade. A diferença de números pode parecer pouca na teoria, mas implica fortemente em desempenho e eficiência energética.

O canal Gamers Nexus, conhecido por suas longas reportagens investigativas sobre a indústria de hardware, comentou que outros nomes como Yangtze Memory Technologies e Fujian Jinhua Integrated Circuit também são outras fabricantes chinesas consideradas pelas OEMs.

É possível que máquinas equipadas com esses chips alternativos não deixem claro quem é a responsável por eles, já que existe uma certa desconfiança quando semicondutores saem da cadeia produtiva tradicional, já que implica na qualidade final do produto.

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