Expansão internacional é meta de 1 em cada 5 varejistas e EUA são o mercado-alvo prioritário

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Com e-commerce em forte crescimento e destaque para eletrônicos e tecnologia, varejo brasileiro vê mercados como Estados Unidos, Argentina e Chile como destinos prioritários para avançar além das fronteiras

Da Redação (*)

Brasília – Uma em cada cinco empresas varejistas brasileiras planeja levar seus negócios para além das fronteiras em 2025. O dado faz parte do Relatório do Varejo 2025, elaborado pela Adyen, a partir de entrevistas com mais de 14 mil comerciantes em 28 países, incluindo 500 no Brasil.

O levantamento aponta que 21% das empresas nacionais definiram a expansão internacional como uma de suas principais metas para os próximos anos, com destaque para Estados Unidos, Argentina, Chile e Portugal entre os destinos mais citados.

Um novo olhar global

Entre os mercados-alvo, os Estados Unidos lideram, mencionados por 41% dos varejistas brasileiros interessados em internacionalizar operações. Em seguida, aparecem Argentina, com 37%, Chile, com 30%, e Portugal, com 29%. O estudo também mostra que varejistas do setor de eletrônicos demonstram interesse acima da média pelo mercado norte-americano, refletindo a forte demanda por produtos de tecnologia naquele país.

Esse movimento ocorre em meio ao avanço do comércio eletrônico no Brasil. Estudo da fintech Nuvei, baseado na análise de mercados digitais de alto crescimento, projeta que o e-commerce brasileiro deve movimentar cerca de US$ 418,8 bilhões em 2025. A expectativa é de crescimento médio anual de 21% até 2027. Dentro desse cenário, as vendas online do varejo podem quase dobrar de tamanho, alcançando aproximadamente US$ 297,7 bilhões até 2027.

Varejo digital e comércio global

A pesquisa também indica que o varejo é o principal motor das transações no comércio eletrônico nacional, superando segmentos como viagens e delivery. Outro destaque é o avanço das vendas transfronteiriças online, que devem crescer cerca de 93% entre 2024 e 2027, sinalizando maior integração do Brasil às cadeias globais de consumo digital.

Esse contexto favorece especialmente os setores ligados a tecnologia da informação e comunicação. Dados divulgados pela Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), em parceria com a NielsenIQ, mostram que o setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) registrou crescimento aproximado de 10% nas vendas no primeiro trimestre de 2025.

Entre os destaques, está o tablet, que obteve alta de 29% na comercialização no período, além de equipamentos do universo gamer e dispositivos voltados à produtividade e ao entretenimento.

Setores estratégicos e desafios

O fortalecimento do varejo brasileiro também se reflete em rankings globais. Em 2025, cinco empresas nacionais figuraram entre as 250 maiores varejistas do mundo, segundo levantamento da Deloitte, que avalia desempenho financeiro e presença internacional de companhias do setor.

Para especialistas, a internacionalização passou a ser vista como uma estratégia para diluir riscos associados ao mercado doméstico e ampliar fontes de receita. Ao mesmo tempo, exige preparo em áreas como logística internacional, adequação regulatória, tributação e adaptação cultural.

Com um varejo digitalmente mais maduro e setores estratégicos em crescimento, como eletrônicos e tecnologia, a expansão internacional deixa de ser apenas um movimento aspiracional e passa a integrar, de forma concreta, o planejamento de crescimento de uma parcela relevante do varejo brasileiro.

(*) Com informações da Adyen

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