
Enchentes são um problema mesmo em grandes cidades. Após a água baixar, pessoas procuram limpar fogões externamente e testar, mas esse erro pode ser fatal para o aparelho. Antes de decretar a perda total ou ligar na tomada, veja o que fazer antes de definir se o aparelho está perdido.
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Um ponto crítico em relação aos fogões é se a combinação de metal e circuitos elétricos sobrevivem à água barrenta. Embora, a resposta dependa do modelo, em muitos casos há salvação, principalmente para modelos a gás.
O que fazer com o fogão molhado
O engenheiro elétrico Ewaldo Mehl (UFPR) explica que a agilidade na secagem pode definir o futuro do aparelho. Se agir rápido, a oxidação diminui. Porém, peças móveis retêm umidade fatal. Mesmo que o fogão ligue, saiba que a vida útil dos componentes foi comprometida pela exposição
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De qualquer maneira, jamais ligue o fogão na tomada se houver umidade. A água da enchente traz minerais que, com eletricidade, causam oxidação imediata.
Ligar o aparelho nesta situação, pode mandar o aparelho direto para o ferro-velho, em vez de apenas uma limpeza com conserto simples.
Não se iluda achando que limpar e secar por fora resolve. É necessário desmontar grades, queimadores e botões. Lave tudo com água limpa e detergente neutro. Isso resolve parte dos problemas.
Lã de vidro e o isolamento térmico
A lã de vidro, que garante o isolamento do forno é a maior preocupação. Se encharcou, precisa ser trocada urgentemente. Mantê-la molhada impede o forno de manter calor, gera mau cheiro e vira um criadouro perigoso de fungos.
Para secar, abra a chapa traseira. Deixe o fogão ao sol forte por 48 horas ou use um soprador térmico. Aplique spray limpa-contatos em todas as conexões elétricas e na usina de ignição para expulsar a umidade e evitar a ferrugem.
Mesmo que tenha limpado tudo, dependendo da situação. O barro seca dentro dos registros de gás, deixando os botões duros e criando risco de vazamento. Além disso, os injetores costumam entupir, impedindo que o gás chegue à boca.

A peça mais sensível do fogão
A peça mais sensível é a usina de ignição, responsável pelo acendimento automático. Ela é eletrônica e queima fácil com água. Se não funcionar, provavelmente será necessário substituir.
Vale consertar um fogão após enchente?
Os fogões a gás tradicionais, sim. Por ter uma estrutura majoritariamente mecânica e robusta esses aparelhos podem não exigir um investimento grande.
Uma revisão completa, com banho químico e troca da lã de vidro, pode sair entre 20% e 30% do preço de um novo. É uma decisão que financeiramente faz sentido, ainda mais se for um aparelho novo. .
Já para modelos com timer digital ou painel touch, o cenário muda. Se a água atingiu a placa controladora, o “cérebro” do aparelho, o reparo fica caro. Muitas vezes, o custo da peça inviabiliza o conserto frente a um novo.
Cooktops de indução vivem o pior cenário. Como são puramente eletrônicos. Se foram submersos, a corrosão na placa de potência é quase certa.
Nesses casos, a perda total é o diagnóstico mais comum e a segurança deve vir em primeiro lugar.
Sempre descarte as mangueiras
Sempre jogue fora a mangueira e o regulador de gás antigos. Eles acumulam detritos invisíveis da enchente. Trocar esse kit é barato e essencial para garantir que sua cozinha se mantenha um local seguro.
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