A geladeira é um dos eletrodomésticos que mais consome energia em uma residência, já que precisa funcionar de forma contínua para conservar os alimentos. Nos últimos anos, os modelos com tecnologia inverter ganharam muito espaço no mercado, com promessa de economia significativa na conta de luz.
Será que o preço elevado desse tipo de geladeira realmente se justifica quando colocado na ponta do lápis? Fizemos as contas para descobrir!
Como funciona a tecnologia inverter?
Nos modelos tradicionais, o compressor (responsável por manter a temperatura) liga e desliga em ciclos. Esse processo gera picos de energia toda vez que o motor reinicia, além de maior desgaste ao longo do tempo. Já na tecnologia inverter, o compressor funciona de forma contínua e ajusta sua potência de acordo com a necessidade. Isso evita variações bruscas, mantém a temperatura mais estável e garante um consumo mais eficiente.
–
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
–
Além da economia de energia, outro benefício é o menor nível de ruído. Como o motor não precisa ligar e desligar várias vezes, o funcionamento é mais silencioso – um detalhe que faz diferença em cozinhas integradas e ambientes pequenos.

Economia na prática
De acordo com testes de eficiência energética, uma geladeira inverter pode consumir até 30% menos energia do que um modelo convencional equivalente. Em termos práticos, isso pode representar uma economia de cerca de R$ 200 a R$ 300 por ano na conta de luz, dependendo da tarifa da região e da forma de uso.
Por exemplo: um modelo tradicional pode consumir, em média, 56 kWh por mês, enquanto um inverter similar pode gastar cerca de 40 kWh. Considerando o custo médio de R$ 1 por kWh, a diferença seria de R$ 16 por mês. Em um período de 12 meses, essa economia chega a R$ 192. Em cinco anos de uso, o valor ultrapassa R$ 900, o que já compensa boa parte da diferença de preço inicial entre os modelos.
O preço mais alto compensa?
As geladeiras inverter geralmente custam entre 20% e 40% mais do que as versões tradicionais. Em um comparativo, enquanto um modelo convencional pode custar R$ 2.500, uma versão inverter equivalente pode chegar a R$ 3.500. Essa diferença inicial pode parecer alta, mas, ao longo dos anos, a economia na conta de energia ajuda a equilibrar o investimento.
Além disso, a durabilidade tende a ser maior, já que o motor sofre menos desgaste. Não se trata apenas de economia mensal, mas também de maior vida útil do eletrodoméstico e risco reduzido de manutenção cara.

Vale a pena investir?
Para famílias que mantêm a geladeira sempre cheia, moram em regiões quentes ou passam muito tempo em casa, a geladeira inverter é um investimento que se paga mais rápido. Já para quem não usa tanto o eletrodoméstico ou vive sozinho, a diferença de consumo pode não ser tão significativa – mas ainda seria vantajoso apostar em um modelo do gênero.
No fim das contas, a economia de energia realmente justifica o preço, especialmente quando se considera o uso prolongado. Além de mais eficiente, a geladeira inverter oferece menos impacto ambiental e mais praticidade para o dia a dia.
Leia mais
- Geladeira de 513 L da Xiaomi esteriliza potes e alimentos por menos de R$ 2 mil
- Geladeira japonesa que esfria comida quente em 5 minutos chega ao Brasil
- Hisense traz ao Brasil geladeira custo-benefício e ar-condicionado com IA; veja
Samsung Duplex Inverse: Prática e espaçosa
Leia a matéria no Canaltech.