
Resumo
- Google lançou Nano Banana 2, modelo de IA para criação e edição de imagens, integrado ao Gemini 3.1 Flash Image; novidade combina velocidade e precisão visual, ampliando o acesso a recursos antes exclusivos da versão Pro;
- Nano Banana 2 melhora consistência visual, preservando aparência de personagens e objetos; ele aprimora a renderização de texto, útil para storyboards e materiais sequenciais;
- modelo inclui marca d’água SynthID e compatibilidade com C2PA para identificar imagens geradas por IA.
O Google apresentou, nesta quinta-feira (26/02), o Nano Banana 2, a segunda geração de seu modelo de criação e edição de imagens com inteligência artificial, integrado ao Gemini 3.1 Flash Image. A proposta é clara: entregar resultados mais rápidos sem abrir mão de precisão visual, conhecimento de mundo e capacidade de seguir instruções complexas.
A novidade substitui o Nano Banana original e passa a ocupar um espaço estratégico dentro do ecossistema do Gemini, tornando recursos antes exclusivos da versão Pro acessíveis a um público maior. A mudança ocorre em um momento em que imagens geradas por IA ganham escala — e também levantam debates sobre autenticidade e uso responsável.
O que muda com o Nano Banana 2
Segundo o Google, o Nano Banana 2 mantém a qualidade visual que tornou o modelo Pro popular, mas executa tarefas em ritmo mais acelerado. Isso permite criar e editar imagens em ciclos rápidos, com várias variações geradas a partir de um único comando. O modelo consegue produzir arquivos entre 512 pixels e 4K, em diferentes proporções, com texturas mais ricas e iluminação aprimorada.
Outra evolução está na consistência visual. O sistema preserva a aparência de até cinco personagens e a fidelidade de até 14 objetos em um mesmo fluxo de trabalho, algo relevante para storyboards, narrativas visuais e materiais sequenciais. Também há melhorias na renderização de texto dentro das imagens, o que facilita a criação de peças como cartões, mockups publicitários e infográficos.
O modelo utiliza o conhecimento de mundo incorporado ao Gemini, com acesso a informações e imagens em tempo real vindas de buscas na web. Isso ajuda a reduzir erros factuais e torna os resultados mais ancorados na realidade, segundo a empresa.

A IA ficou realista demais para ser distinguida?
O avanço técnico reacende uma preocupação recorrente: a dificuldade crescente de diferenciar imagens reais de criações artificiais. Modelos como o Nano Banana já produzem cenas altamente realistas, alimentando tanto usos criativos quanto a disseminação de conteúdos enganosos nas redes.
Para lidar com isso, o Google afirma que todas as imagens geradas pelo Nano Banana 2 recebem uma marca d’água invisível, chamada SynthID, além de compatibilidade com o padrão C2PA de credenciais de conteúdo. Assim, usuários podem verificar se determinado material foi criado por IA — desde que tenha origem em ferramentas da própria empresa.
O Nano Banana 2 já está disponível no app Gemini, no Google Search via Lens e no modo AI, além do estúdio criativo Flow. Assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra continuam com acesso ao Nano Banana Pro para tarefas específicas. Para desenvolvedores, o modelo chega em prévia por meio das APIs do Gemini e da plataforma Vertex AI.
Com informações do Google, Engadget, TechCrunch e CNET
Google lança Nano Banana 2 e amplia acesso à geração de imagens com IA

