Google usa própria IA para encontrar e corrigir falha crítica no Chrome

Tecnologia

Google consertou uma falha de vulnerabilidade crítica no Chrome graças a uma inteligência artificial interna — a Big Sleep. Na página de comunicados do aplicativo, a engenheira Krishna Govind comentou sobre a falha em questão, dando a entender que pesquisadores de segurança externos foram os responsáveis pela correção. A Big Sleep, no entanto, é listada como responsável pela descoberta.

As versões do Chrome corrigidas são, respectivamente, 139.0.7258.154/155 — para Windows e macOS — e 139.0.7258.154, para Linux. A vulnerabilidade foi chamada de CVE-2025-9478. Vale lembrar que Big Sleep é uma ferramenta de IA baseada no Gemini feita para detectar vulnerabilidades, sem qualquer interferência humana. 

Google Big Sleep e segurança

As ferramentas de IA são bastante úteis para encontrar falhas de segurança, mas sua eficiência nem sempre é garantida, então especialistas na área sempre são chamados para checar possíveis erros. A Google não emite relatórios acerca da frequência com que a Big Sleep faz diagnósticos errôneos, mas o evento recente foi um de seus acertos. A vulnerabilidade CVE-2025-9478, que estava na galeria de gráficos Angle, foi classificada como crítica.


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O Big Sleep é baseado em Gemini, a IA do Google, mas fica voltado para uso interno, como na identificação de falhas de segurança (Imagem: Reprodução/Google)
O Big Sleep é baseado em Gemini, a IA do Google, mas fica voltado para uso interno, como na identificação de falhas de segurança (Imagem: Reprodução/Google)

Na semana passada, a companhia já havia consertado uma falha de segurança encontrada pela Big Sleep. O navegador Chrome, caso você o use e esteja na dúvida, busca atualizações, as baixa e instala sozinho — caso você queira tornar o processo manual, precisa acessar Ajuda > Sobre o Google Chrome. Nos celulares Android, a versão 139.0.7258.158 do browser também já corrigiu a falha.

Outros distribuidores de navegadores baseados em Chromium também deverão atualizar seus produtos com a correção, como o Brave, o Microsoft Edge e o Vivaldi, que ainda estão na versão da semana passada. O Vivaldi, vale lembrar, não usa Chromium 139, mas 138. O Opera ainda está no Chromium 135, que a Google não atualiza desde abril. A próxima versão do navegador, que ainda está em beta desde meados de junho, usa Chromium 137.

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