
Resumo
- DocuSign lançou uma ferramenta de IA chamada Iris, treinada para resumir contratos jurídicos complexos.
- A IA Iris gera resumos, explica cláusulas e responde perguntas sobre contratos em inglês.
- A ferramenta está disponível nos EUA, Reino Unido e Austrália, e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
A leitura de contratos longos, cheios de termos técnicos e cláusulas pouco intuitivas ainda é um obstáculo para grande parte das pessoas. De olho nessa questão, a DocuSign anunciou um novo recurso de inteligência artificial voltado a traduzir documentos jurídicos complexos para uma linguagem mais acessível, ajudando usuários comuns a entenderem melhor o que estão prestes a assinar.
Já existem no mercado alguns serviços de IA que explicam contratos, mas esses serviços utilizam modelos de linguagem genéricos. Em vez de recorrer a eles, a DocuSign afirma ter desenvolvido um novo modelo, chamado Iris, treinado especificamente em terminologia contratual.
Como funciona a IA da DocuSign?
Our new eSignature AI features do the busywork for you:
Place ALL signature + info fields with just one click
Verify recipient details like email and phone number before you hit send
Give signers a easy-to-understand summary and a Q&A experience with every agreement pic.twitter.com/N7ioGOyyU0
— Docusign (@Docusign) January 13, 2026
Segundo a empresa, a ferramenta faz parte da plataforma Intelligent Agreement Management e utiliza o motor de IA chamado Iris. Ela é capaz de gerar resumos claros em inglês, explicar cláusulas relevantes e responder a perguntas diretas do usuário sobre o conteúdo do documento, em um formato mais conversacional.
Além de simplificar a leitura, o sistema também identifica automaticamente o tipo de contrato, confere dados dos destinatários e posiciona campos de assinatura e preenchimento de forma automática. A ideia é reduzir tanto o tempo gasto na preparação do documento quanto o esforço necessário para compreendê-lo antes da assinatura.
Na prática, o usuário pode perguntar, por exemplo, o que acontece em caso de cancelamento ou até quando a garantia de um produto é válida, sem precisar percorrer dezenas de páginas em busca dessas informações. A IA busca essas respostas diretamente no texto do contrato e as apresenta de forma resumida.

Sem previsão no Brasil
Uma pesquisa recente da empresa OnePulse, citada pela DocuSign, traz uma amostragem de quase 75% de norte-americanos que se sentiriam mais seguros ao assinar um contrato com algum resumo em linguagem simples gerado por IA. O dado dialoga com a estratégia de lançamento: a nova ferramenta chega inicialmente aos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália.
A DocuSign é amplamente usada no Brasil para assinaturas eletrônicas, mas, por aqui, ainda não há previsão de chegada do recurso. Por enquanto, o acesso ficará restrito aos três mercados citados.
Apesar do potencial, a tecnologia tem limitações. Como observa o TechSpot, ferramentas de IA ainda podem cometer erros e gerar interpretações equivocadas, o que torna arriscado tratar resumos automáticos como leitura definitiva. Em contratos de maior impacto — envolvendo patrimônio, trabalho ou saúde — a orientação de um advogado continua sendo a recomendação mais segura.


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