
Durante o evento Intel Connection no Japão, o Time Azul revelou um protótipo que pode mudar o jogo no setor de data centers: a memória ZAM (Z-Angle Memory). A novidade chega como uma alternativa às memórias HBM tradicionais, prometendo resolver gargalos de densidade e consumo de energia que assombram o avanço desse segmento.
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A tecnologia, que até agora não passava de algo teórico, está sendo desenvolvida em parceria com a Saimemory, um braço da japonesa Softbank, e tem grande foco em resolver problemas atuais de memórias usadas em data center: eficiência e refrigeração. Com um design que conta com trilhas que percorrem o chip na diagonal, a memória ZAM promete entregar até 512 GB por chip e até 50% menos consumo.
Nada muda para o consumidor com a memória ZAM
Essas características tornam a memória ZAM a solução ideal para lidar com as cargas de trabalho intensas exigidas por modelos de inteligência artificial, processamento de pacotes em redes de alta velocidade e sistemas de busca em larga escala dentro de data centers para armazenamento em nuvem, por exemplo. Ou seja, estamos falando de uma tecnologia voltada para o mercado corporativo com grande fluxo de dados. Assim como a memória HBM não deu certo para os PCs padrões (a AMD tentou no passado), o mesmo deve acontecer com a memória ZAM.
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A entrada estratégica da Intel nesse segmento de memórias especiais é vital no cenário atual, onde o gargalo da memória se tornou o principal inimigo do avanço da computação de alto desempenho. Enquanto as memórias tradicionais enfrentam dificuldades de escalonamento em litografia cada vez menores, como os de 2nm, a ZAM surge como a peça que faltava para permitir chips mais densos, rápidos e inteligentes.
Para uma Intel que busca retomar a liderança global no design de silício e na fundição, dominar uma tecnologia de memória tão eficiente é um passo fundamental para alimentar a próxima geração de IA e infraestrutura de nuvem. A empresa não é exatamente a inventora da memória ZAM, mas é a responsável por “investimento inicial e decisões estratégicas” com ela. Ainda não existe uma estimativa sobre quando a indústria começará a fazer uso dessa novidade.
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