O que aconteceu com o Galaxy Ring 2? Veja 6 explicações para o sumiço

Tecnologia

Em 2025, a Samsung anunciou novas linhas de produtos para despertar o interesse dos consumidores. Porém, uma ausência foi sentida (ou nem tanto): a do Galaxy Ring 2. Afinal, o que aconteceu com o anel inteligente da Samsung? Veja algumas razões para o sumiço do acessório.

Embora existam informações de que uma nova geração do anel esteja em desenvolvimento, um lançamento não deve ocorrer antes de 2026. Os motivos para o acessório não ter conseguido decolar, ao contrário de outros produtos da linha Galaxy, são os mais variados.

1. Tamanhos limitados

O primeiro grande obstáculo do Galaxy Ring é físico. Diferente de um relógio, que conta com uma pulseira ajustável, o anel precisa ter o tamanho exato para o dedo do usuário, o que gera alguns problemas.


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Enquanto joalherias oferecem dezenas de tamanhos, a Samsung disponibilizou cerca de 15 opções. A variedade reduzida dificulta a decisão: enquanto um tamanho pode ficar largo demais, o seguinte pode ficar apertado.

A anatomia dos dedos varia bastante de pessoa para pessoa. Em algumas, a junta, pode ser mais larga que a base, o que dificulta a escolha de um tamanho confortável e seguro. Algo que pode gerar frustração na experiência antes de ligar o aparelho.

2. Precisão de dados duvidosa

Um dos propósitos de um aparelho vestível (ou wearable) é monitorar sua saúde e atividades. No entanto, segundo testes, o Galaxy Ring — e outros anéis inteligentes do mercado — ainda pecam na precisão.

A apresentadora do Canaltech, Amanda Abreu, relatou que não apenas o Galaxy Ring, mas todos os modelos que testou, erravam na contagem de passos, com registros de valores altos até mesmo enquanto ela dormia.

Porém, há pontos positivos. Funções como monitoramento de frequência cardíaca e análise de sono são elogiadas pelo conforto, já que dormir com um anel é menos incômodo do que com um relógio.

Mesmo assim, a imprecisão nas atividades físicas é um ponto de atenção em um produto de custo elevado.

3. Anel inteligente x smartwatch: acessório do acessório

Um dos pontos mais críticos é a redundância entre anéis inteligentes e smartwatches, pois ambos realizam funções semelhantes.

No aplicativo Samsung Health os relógios têm prioridade. Se você usar um Galaxy Watch e um Ring ao mesmo tempo, os dados do relógio prevalecerão e o anel entrará em modo de economia de energia.

No fim, o anel pode acabar como um “complemento do complemento”. Ele não substitui o relógio, que oferece mais funções (tela, GPS, NFC) e faz um monitoramento mais completo.

4. Produto de nicho com preço de protagonista

O mercado de smartwatches continua em crescimento, e muitas pessoas se perguntam se realmente precisam de um. Nesse contexto, o anel inteligente se torna um produto para um público extremamente específico.

Um smartwatch como o Galaxy Watch 7 pode ser encontrado com preços em torno de R$ 1.200 em sua versão base e R$ 2.500 na versão Ultra. Já o Galaxy Ring aparece com preços acima de R$ 2.000. É uma competição difícil contra aparelhos já consolidados com mais recursos.

5. Experiência de compra confusa

Para resolver o problema dos tamanhos, a Samsung criou uma solução pouco prática. O consumidor precisa comprar um “kit medidor” por cerca de R$ 99 para descobrir o tamanho do seu dedo.

Embora o valor seja revertido em desconto, o processo adiciona um passo complicado e pouco intuitivo a uma compra que deveria ser simples.

Kit de anéis de teste de tamanho para o Galaxy Ring (Imagem: Divulgação / Samsung)

6. Dificuldade para consertar

O tamanho pequeno é um destaque pela portabilidade, mas a dificuldade de fazer a manutenção pode ser um empecilho em um produto tão caro.

Isso é um ponto de atenção em modelos de todos os fabricantes, pois as baterias de lítio fazem parte da estrutura do acessório. Trocá-las poderia causar danos permanentes ao anel.

O futuro

O Galaxy Ring, assim como outros anéis inteligentes, é um feito de tecnologia que impressiona, ao colocar sensores e bateria em um dispositivo tão pequeno. Contudo, são produtos com questões de usabilidade, precisão e propósito a serem resolvidas. Analisar esses pontos é algo que pode com que as próximas gerações tenham a chance de se tornarem mais populares.

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