
A TV 3.0 ou DTV+ é o novo padrão para transmissão de TV aberta no Brasil, que combinará os serviços de broadcast e broadband. Considerado como a “TV do futuro”, o padrão vai melhorar a qualidade de imagem e som, e permitir recursos interativos (em tempo real) mediante conexão com a internet.
A DTV+ deve estrear em junho de 2026 nas grandes capitais, e terá expansão gradual para as demais regiões. Inicialmente, será preciso um conversor para receber o sinal, mas novos televisores vão ter compatibilidade nativa com a TV 3.0 no futuro.
A seguir, entenda melhor o que é e como funciona a DTV+, saiba o que muda com a TV 3.0 no Brasil, e confira vantagens e desvantagens do serviço.
Índice
O que é a TV 3.0?
A TV 3.0 (também chamada de DTV+) é a nova geração de tecnologia de TV aberta brasileira e gratuita, que integra a tradicional transmissão de sons e imagens (broadcast) com serviços de internet (broadband). Em outras palavras, trata-se de uma evolução do atual padrão de TV digital do Brasil.
TV 3.0 e DTV+ são a mesma coisa?
Sim. O Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTVD) anunciou que a DTV+ será a marca oficial para o padrão de TV 3.0. Ambos os termos significam a mesma coisa, mas “TV 3.0” consiste em um termo mais técnico, enquanto “DTV+” será a marca comercial do serviço.
E vale destacar que a interface da TV 3.0 nos televisores contará com o ícone “DTV+” fixado no menu inicial, para reforçar a marca e facilitar a identificação do sistema pelo usuário.
Como funciona a TV 3.0?
A TV 3.0 tem funcionamento baseado no padrão ATSC 3.0, que mistura dois tipos de serviços: broadcast e broadband.
O broadcast é o padrão de radiodifusão tradicional de transmissão de imagem e som via antena, usado atualmente na TV digital. Esse padrão seguirá transmitindo imagem e som para os televisores, mas com mais qualidade de vídeo (de 4K a 8K, e com mais cores) e áudios aprimorados (até 10 canais personalizáveis).
Já o broadband é o serviço de internet banda larga, utilizado para entrega de conteúdos sob demanda (a exemplo de streaming). Esse serviço permitirá interatividade em tempo real, incluindo compras, estatísticas ao vivo, votações diretamente da TV, entre outras funcionalidades.
A mescla desses dois serviços permitirá que a DTV+ entregue imagem e som de alta qualidade para a TV aberta com recursos interativos (mediante internet). Além disso, a conexão de internet vai fortalecer o sinal de emissoras públicas em regiões que a radiodifusão por antena não chega.

Quando a TV 3.0 começa a funcionar?
A TV 3.0 chega ao Brasil em junho de 2026, de acordo com as expectativas do governo. Inicialmente, a ideia é que a nova geração da tecnologia de televisão aberta seja implementada nas grandes capitais do país, antes da expansão para as demais localidades de forma gradual.
Já a transição completa para a DTV+, com cobertura ampla em todo território, poderá ser concluída em até 15 anos após o período de implementação.
O que muda com a TV 3.0?
A chegada da TV 3.0 promete revolucionar o padrão de TV aberta do Brasil, desde melhorias na qualidade dos conteúdos até recursos inéditos. Abaixo seguem as principais mudanças que vão acontecer com o lançamento da DTV+:
- Padrão de formato de sinal: o padrão técnico de TV digital mudará de ISDB-T para ATSC 3.0;
- Transmissão do sinal: a transmissão do sinal vai passar a utilizar broadcast e broadband;
- Resolução de imagem: imagens terão transmissão em 4K, podendo chegar a 8K (via internet);
- Cores da imagem: as imagens chegarão aos televisores com um bilhão de cores;
- Taxa de quadros: a taxa de quadros das imagens poderão ser transmitidas a 60 FPS ou 120 FPS (com internet);
- Contraste: a TV 3.0 entregará imagens em High Dynamic Range (HDR);
- Opções de acessibilidade: transmissões da TV aberta terão gerador automático de Libras, legendas, audiodescrição e poderão contar com intérprete de língua de sinais em tempo real;
- Canais televisivos: os canais numéricos de TV serão substituídos por aplicativos das emissoras;
- Publicidade direcionada: por conta dos perfis, telespectadores vão visualizar anúncios personalizados com base em seus respectivos interesses;
- Recursos interativos: o uso do broadband permitirá visualizações de estatísticas, compras online e funções interativas em tempo real;
- Acesso a serviços públicos digitais: a DTV+ ofertará serviços públicos digitais diretamente pela TV.

Vou precisar trocar de TV para ter a TV 3.0?
Não necessariamente. Você poderá usar o sistema da TV 3.0 a partir de um conversor de DTV+ conectado ao seu televisor atual, sem precisar comprar um novo aparelho com suporte nativo.
Mas vale reforçar que recursos interativos da TV 3.0 dependem de conexão com internet. E caso tenha uma TV sem internet, você precisará trocar seu aparelho por uma smart TV para aproveitar uma experiência completa da DTV+.
É necessário usar conversor para ter a TV 3.0 em casa?
Sim, em um primeiro momento. No período inicial de funcionamento da DTV+, será necessário um conversor específico para que televisores recebam os sinais da TV 3.0.
No entanto, novas TVs deverão ser fabricadas com compatibilidade nativa à DTV+, sem a necessidade de conversores para a recepção do sinal.
Quanto vai custar o conversor para TV 3.0?
O conversor da TV 3.0 poderá custar entre R$ 300 e R$ 350, de acordo com declarações do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, em entrevistas a Record e Globonews. Mas há expectativas de que o dispositivo fique mais barato, por conta do volume de demanda.
Também existem discussões para que conversores de DTV+ sejam distribuídos gratuitamente para famílias de baixa renda, assim como aconteceu na transição de sinal analógico para o digital em televisores.
A TV 3.0 precisa de internet para funcionar?
Não necessariamente. Você poderá assistir aos canais de TV aberta com a DTV+ mesmo sem internet, devido à tecnologia de radiodifusão broadcast (som e imagem). Contudo, o uso offline impedirá recursos interativos dependentes do ambiente online, como compras em tempo real, e visualização de estatísticas.
Portanto, recomenda-se conexão com internet para uma experiência completa com os recursos da TV 3.0.
A TV 3.0 vai precisar de antena para funcionar?
Sim. O funcionamento da TV 3.0 dependerá de antena para a recepção do sinal, que poderá estar localizada nos conversores ou nos próprios televisores que forem lançados com compatibilidade nativa.
Quais são as vantagens da TV 3.0?
A TV 3.0 promete diversas vantagens em relação ao atual padrão de TV digital brasileiro. Dentre os principais benefícios da DTV+, estão:
- Gratuidade: a recepção do sinal de TV aberta continuará sendo gratuito, sem a necessidade de pagar nenhuma taxa pelas melhorias;
- Ampliação do alcance: o governo afirma que o uso do broadband poderá fortalecer a transmissão do sinal de emissoras públicas para regiões em que o broadcast não chega;
- Melhor qualidade de imagem: imagens da TV aberta chegarão aos televisores em melhor qualidade, e com contraste e cores aprimorados;
- Melhor qualidade de som: a qualidade de áudio será otimizada, com a opção de até 10 canais personalizáveis;
- Mais acessibilidade: a DTV+ terá vários recursos de acessibilidade, como legenda, gerador automático de Libras, audiodescrição, e possibilidade de intérprete de linguagem de sinais em tempo real;
- Recursos interativos: o uso do broadband permite funcionalidades interativas em tempo real, como visualização de estatísticas, compras online, votações, chats, entre outros recursos;
- Alertas do governo: a TV 3.0 vai exibir alertas do governo em situações de emergência.
Quais são as desvantagens da TV 3.0?
Há desafios e limitações envolvendo a DTV+, especialmente voltados para o acesso ao serviço. Algumas das principais desvantagens da TV 3.0 envolvem:
- Uso de internet: apesar de o uso da internet não ser obrigatório, a experiência completa da TV 3.0 depende de conexão banda larga;
- Adaptações para recepção de sinal: telespectadores vão precisar adquirir um conversor ou uma TV com compatibilidade nativa para TV 3.0, o que implicará em custos adicionais;
- Risco de exclusão digital: especialistas debatem riscos de exclusão digital se não houver políticas públicas para incentivo à transição para a DTV+;
- Mais anúncios: a tendência é que as transmissões exibam mais anúncios, devido ao uso de perfis digitais por usuários.

Qual é a diferença entre DTV+ e DTV?
DTV+ ou TV 3.0 é a nova geração da TV digital brasileira, baseada no sistema ATSC 3.0. A TV 3.0 vai distribuir os canais de TV aberta via apps ao invés de canais numéricos, entregará imagens com mais qualidade (de 4K a 8K) e cores, oferecerá áudios aprimorados, além de recursos de acessibilidade e interação (mediante internet).
Já o DTV é o padrão atual da TV digital brasileira, que usa o padrão ISDB-T para transmissão do sinal. A tecnologia utiliza o padrão tradicional de canais numéricos, e oferta conteúdos com qualidade inferior aos do DTV+, como imagens de qualidade Full HD e com 16 milhões de cores, e taxas de quadro de 30 fps.
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