PC fraco? Saiba como otimizar as configurações gráficas de Resident Evil Requiem

Tecnologia

Não está fácil montar um novo PC com a atual crise de hardware. Provavelmente você já teme por não conseguir rodar os games mais novos, como Resident Evil Requiem, com sua atual configuração. Esse game, que é um dos mais aguardados do ano, é feito na exemplar RE Engine, motor proprietário da Capcom, e por causa disso, as chances de seu PC mais antigo rodar o jogo bem são bem altas.

A tecnologia não é perfeita, tem seus probleminhas como texturas em baixa resolução em alguns momentos, mas está longe de uma Unreal Engine 5 da vida. Por isso, é fácil afirmar que ela é uma das melhores do mercado, bastante escalonável com diferentes níveis de PC. Para ajudá-lo a rodar o game na sua máquina guerreira, vamos destrinchar as configurações gráficas do jogo.

Do que fugir: path e ray tracing

Se você é PC gamer, sabe que esses são recursos extremamente pesados no PC, principalmente path tracing, que precisa de uma placa de vídeo de última geração, no mínimo, intermediária para cima, como uma GeForce RTX 5070 ou Radeon RX 9070, e ainda usando alívios via IA como upscaling e geradores de quadros. Se você não quiser matar o desempenho do jogo, deixe tudo desativado, mesmo usando as RTX mais antigas que, teoricamente, são capazes.


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Path tracing dá outra cara ao jogo, mas é preciso hardware potente para isso (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech)

Porém a Capcom fez um excelente trabalho na rasterização, que é o game eu seu modo padrão, como sempre foi feito antes da chegada do ray tracing. Além disso, a RE Engine é bastante otimizada. Tudo isso significa que seu PC guerreiro ainda vai conseguir rodar Resident Evil Requiem muito bem, garantido belos gráficos e taxa de quadros acima de 60 FPS tranquilamente em 1080p.

A “gordura” visual: cuide do cabelo

Como todo jogo, RE Requiem também tem aqueles efeitos mais pesados do que outros. Nesse caso, o principal deles é o cabelo mais realista. O jogo oferece duas configurações: “um sem creme” (menos exigente) e outro “bem tratado” (e pesado). O segundo, por ser mais realista, engole algumas boas dezenas de FPS. Se você precisa dessa margem extra, fique com o cabelo “destratado”.

Os cabelos de Resident Evil Requiem são muito bem-feitos, mas quando estão na qualidade máxima, claro (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech)

Esse efeito é o que mais pesa com o jogo sem nenhum nível de traçados de raios. Com os outros efeitos, a diferença não chega nem a 10 FPS, mas se fossemos escolher um segundo recurso mais pesado, seria profundidade de campo, que tem capacidade de engolir quaesa uma dezena de quadros por segundo preciosos.

Gerenciando VRAM e as texturas

Aqui está o grande vilão das placas de vídeo de entrada e mainstream com 8 GB, e mesmo em 1080p, configurações gráficas que necessitam de mais espaço na memória de vídeo, vão cobrar o preço mesmo em uma situação longe do extremo.

Textura é o grande vilão. Teoricamente, somente no nível mais baixo dessa configuração é que as GPUs de 8 GB se encaixam. É até possível jogar no médio/normal, mas as chances de sofrer com stuttering (quedas bruscas de desempenho) por conta da VRAM lotada, são grandes.

Resident Evil Requiem tem o problema crônico de texturas em baixa qualildade da RE Engine (Imagem: Raphael Giannotti/Canaltech)

Em seguida vem as sombras. O ideal para placas mainstream é o nível normal também. Os cabelos na maior configuração exigem quase 1 GB extra de VRAM. E para fechar, a profundidade de campo também é um dos vilões das GPUs com pouca memória de vídeo, deixe desligado para ganhar espaço na memória e evitar sofrer com quedas de FPS.

Upscaling para salvar no último caso

Upscaling de vídeo não é tão indicado para jogos em 1080p. O DLSS 4.5 é a única exceção nas GPUs compatíveis. Mas se não tiver jeito, ative o recurso, pelo menos, no modo qualidade, porque abaixo disso haverá uma queda de qualidade de imagem expressiva. É possível ainda ativar o gerador de quadros do FSR 3, mas lembre-se: esses recursos exigem ainda mais memória de vídeo.

Tenha a melhor experiência para você

Não tem problema nenhum em não conseguir jogar um game no máximo. Na verdade, nem recomendamos isso. Uma das vantagens do PC é justamente permitir com que você consiga “brincar” com as configurações gráficas, até que ache o ponto ideal para as especificações da sua máquina, conseguindo um bom equilíbrio em qualidade de imagem e desempenho.

E isso é possível em Resident Evil Requiem já que ele não é superexigente como jogos feitos em Unreal Engine 5, por exemplo. Olhe nossas dicas, gaste um tempinho alterando as configurações e observando o ganho que consegue ter.

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