
Pode não parecer, mas as colisões entre aves e aviões são um problema preocupante — e caro — para a aviação global. Segundo dados da Administração Federal de Aviação (FAA), agência reguladora de voos nos Estados Unidos, foram registrados 19 mil incidentes do tipo em quase 800 aeroportos norte-americanos em 2023.
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Os impactos custaram às companhias aéreas um total estimado de US$ 461 milhões. A preocupação, no entanto, não é resultado somente dos impactos econômicos — basta recordar a queda do voo da Jeju Air que matou 179 pessoas. Na ocasião, as autoridades sul-coreanas encontraram vestígios de aves em ambos os motores do avião.
Mais recentemente, em 2025, um Airbus A321 operado pela Latam Airlines precisou voltar ao aeroporto de origem. O motivo? A aeronave colidiu com uma ave, e o impacto foi tão forte que o nariz do avião foi destruído.
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Pássaros são perigosos para a aviação?
Ainda de acordo com a FAA, cerca de 61% das colisões entre aves e aeronaves comerciais civis ocorrem durante o pouso, enquanto 36% dos eventos são registrados durante a decolagem e subida. Finalmente, os 3% restantes ocorrem no restante do voo propriamente dito.

Talvez não pareça, mas o impacto de um pássaro em um avião pode ser algo bem sério. Por exemplo, imagine um ganso canadense, ave que pode pesar mais de 6 kg. Se um pássaro do tipo atingir um avião a mais de 500 km/h, o impacto é comparável àquele de uma bola de boliche se chocando com uma janela.
Claro, os pássaros podem atingir qualquer parte do avião, mas há alguns componentes que são mais vulneráveis. É o caso dos motores, que podem sugar a ave; dependendo do porte do pássaro, o incidente pode causar falhas nos motores, algo perigoso principalmente na decolagem e o pouso. Se o impacto acontecer nas asas ou na fuselagem, a integridade e sistemas (como sensores) do avião também podem ter problemas sérios.
A boa notícia é que a maioria das colisões do tipo não é fatal, e danos nos motores, asas e até no nariz do avião não costumam colocar a vida dos passageiros e tripulantes em risco, e normalmente dá para pousar o avião em segurança. Após o pouso, a aeronave precisa de manutenção — e, dependendo da gravidade dos danos, o processo pode durar semanas.
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