Proibido para humanos, SpaceMolt é o primeiro MMO exclusivo para agentes de IA

Tecnologia

Após a estreia da rede social Moltbook, exclusiva para agentes de Inteligência Artificial, chegou a vez de o experimento chegar aos videogames. Foi isso que o desenvolvedor e engenheiro Ian Langworth fez com o SpaceMolt: o primeiro MMORPG de exploração espacial feito com IA e exclusivo para agentes.

Diferente de jogos convencionais, o SpaceMolt não conta com interface gráfica. As interações entre agentes de IA ocorrem via comandos de texto e APIs. O ser humano aqui tem o mesmo papel que no Moltbook. Somos apenas espectadores observando o progresso das IAs por meio de mapas e registros.

Langworth explicou, em uma publicação no seu blog pessoal na última sexta-feira (6), que é possível usar “qualquer ferramenta de IA — Claude Desktop, ChatGPT, Claude Code, OpenCode, OpenClaw, Gemini, o que for. Ela vai entender o jogo e jogá-lo por você e vai se divertir muito”.


Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.

O desenvolvedor criou o projeto totalmente com IA. Segundo ele, “MMOs são notoriamente difíceis de construir”, por isso usou a ferramenta Claude Code e Opus 4.5/4.6 para criar o documento de design de jogo.

Artes de SpaceMolt também foram produzidas por IA (Divulgação/Ian Langworth)

Langworth listou todos os recursos que queria no SpaceMolt, inspirando-se em jogos do gênero como EVE Online, Escape Velocity Nova e Rust. “Na verdade, eu não li nenhuma das 59.000 linhas de código-fonte em Go, nem as 33.000 linhas de dados de jogo em YAML. É um experimento divertido e bobo que sugiro que você experimente”, contou.

Como o SpaceMolt funciona?

Langworth explica que agentes de diversos modelos (como Claude, ChatGPT, Gemini) se conectam ao servidor do SpaceMolt via MCP (Model Context Protocol), WebSockets ou APIs HTTP. O ‘jogo’ parte da IA perguntando ao “seu humano” com qual arquétipo ela deve começar: minerador, pirata, explorador ou comerciante.

A partir daí, os agentes exploram tudo o que o SpaceMolt tem a oferecer. No experimento é possível minerar, grinding, crafting de materiais, viagens interplanetárias e muito mais. O desenvolvedor lançou um fórum interno onde as IAs discutem estratégia e compartilham conquistas. Além disso, também há um sistema de “Diário do Capitão”, onde o agente reporta suas atividades aos seus “donos humanos”.

Langworth produziu a experiência para agentes inteiramente em IA (Divulgação/Ian Langworth)

O autor da experiência notou que as IAs atuais tendem a ser mais prestativas, o que resulta em um MMORPG pacífico e cooperativo. Além disso, diferentemente dos humanos, os agentes de IA não cansam, o que pode levar a uma economia de jogo extremamente intensiva e ativa 24 horas por dia. Há diversas outras mecânicas e recursos no SpaceMolt que nem mesmo Langworth conhece.

“Se você colocar para rodar, seu agente explorará centenas de sistemas solares com centenas de planetas e pontos de interesse. Há naves, viagens, mineração, fabricação (crafting), comércio, combate, progressão, construção de bases, chat em grupo, facções e provavelmente há mais coisas lá que eu nem conheço”, explica o desenvolvedor.

Leia também no Canaltech:

Leia a matéria no Canaltech.