
Se você já ficou confuso ao escolher um celular da Xiaomi, não está sozinho. A gigante chinesa criou ao longo dos anos um verdadeiro universo de celulares para atender às necessidades diferentes de usuários ao redor do mundo. Embora todos façam parte da mesma empresa-mãe, cada linha tem um foco específico, o que explica a enorme diversidade de aparelhos à venda.
- Qual foi o melhor lançamento da Xiaomi em 2025? O que diz a equipe do Canaltech
- Por que celulares chineses são tão caros no Brasil, mas os carros nem tanto?
O objetivo dessa estratégia é simples: oferecer opções que vão do premium ao acessível, combinando tecnologia avançada, desempenho e custo-benefício sem que uma única linha tenha que atender a todos os públicos. Entender essa diferenciação ajuda você a escolher o modelo certo e evita surpresas na hora da compra.
Xiaomi: a linha principal
A marca Xiaomi representa o topo de linha dos smartphones da empresa. Esses aparelhos são projetados para competir diretamente com os principais da indústria, como a linha S da Samsung e o iPhone da Apple.
–
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
–
Dentro da linha principal, existem séries com foco específico:
- Xiaomi Number Series (como o Xiaomi 15 e 17): modelos premium com desempenho avançado e recursos completos;
- Xiaomi Ultra: versões com câmeras top de linha, frequentemente em parceria com marcas como Leica, oferecendo o melhor em fotografia móvel;
- Xiaomi T Series: modelos levemente mais acessíveis que ainda mantêm boa performance e conectividade avançada, muitas vezes baseados em aparelhos de outras linhas.
Essa linha costuma trazer materiais mais sofisticados, especificações premium, tecnologias de ponta e recursos extras como carregamento sem fio, resistência à água e atualizações por mais tempo.

Redmi: custo-benefício para todos
A marca Redmi nasceu como uma linha de celulares acessíveis dentro da Xiaomi e desde 2019 passou a operar como sub-marca focada em custo-benefício e volume de vendas.
Ela atende uma faixa ampla de consumidores, desde quem quer o primeiro celular até quem busca um smartphone equilibrado sem pagar muito. As principais séries dentro da Redmi incluem:
- Redmi Note Series: intermediários com boa performance e grande bateria, muitas vezes considerados o “ponto ideal” entre preço e especificações;
- Redmi C e Redmi A: voltados para usuários que priorizam preço baixo e simplicidade;
- Redmi K Series: modelos mais potentes, geralmente lançados na China; em alguns mercados, esses aparelhos chegam com outro nome, como modelos provenientes para a linha Poco.
Recentemente, a própria Redmi passou por um rebranding visual, incluindo o uso de letras maiúsculas (“REDMI”), sinalizando uma tentativa de reforçar sua identidade e ampliar sua presença global sem perder a proposta de valor.

Poco: foco em performance e experiência
A marca Poco começou como uma linha dentro da Xiaomi em 2018 e transformou-se em um segmento praticamente independente em 2020.
Embora compartilhe grande parte da tecnologia e fabricação com os aparelhos Redmi (e até use o mesmo hardware em muitos casos), o foco da Poco é um pouco distinto: oferecer desempenho elevado e experiência responsiva, muitas vezes com preço mais agressivo.
Ela costuma ser a escolha preferida de quem quer hardware potente para jogos, multitarefa e uso intenso, mas sem pagar o preço dos flagships tradicionais. Dentro da linha, há variações como:
- Poco F Series: “flagship killers” com especificações fortes por preço competitivo.
- Poco X Series e M Series: aparelhos que equilibram desempenho sólido com design e recursos atualizados, muitos dos quais são versões globalizadas de modelos originalmente concebidos como Redmi K na China.

Por que tantas linhas diferentes?
A estratégia de separar os produtos em Xiaomi, Redmi e Poco permite que a empresa cubra múltiplos segmentos de mercado sem que uma única marca tenha que fazer tudo.
Isso é comum em grandes fabricantes de tecnologia que querem aproveitar vantagens de economia de escala, testar diferenças de design/mercado e oferecer escolhas personalizadas para públicos distintos.
Ao entender essa diferenciação, fica mais fácil saber por que vale a pena olhar além do nome “Xiaomi” na hora de comprar um celular — e como cada linha pode atender melhor às suas necessidades específicas.
Leia mais no Canaltech:
- “Smartwatch de dedo” monitora 100 tipos de esportes e mostra em tela minúscula
- Brasileirão 2026 usará iPhones para marcação de impedimento semiautomático
- Galaxy S26: imagem reforça provável data de lançamento dos tops de linha
Xiaomi, Poco e Redmi Note ainda fazem sentido no Brasil?
Leia a matéria no Canaltech.

