
Mario, Luigi, Peach e seus amigos retornam às quadras de tênis em Mario Tennis Fever, capítulo que abre a geração esportiva do mascote no Switch 2 com visuais vibrantes e mecânicas que usam bem o novo hardware. Entre partidas casuais e uma grande aventura, o ponto é certo na diversão.
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A maior novidade são as raquetes eufóricas, que podem criar o verdadeiro caos dentro das quadras. Em alguns casos, a bola atinge o chão e preenche uma parcela dele em chamas, forma gelo para você escorregar e até cria tornados — que podem te afetar e até mudar a trajetória da bola.
Porém, esse não é o único aspecto que brilha em Mario Tennis Fever. Entre as partidas casuais contra a IA ou no multiplayer, também estão disponíveis um modo torneio, gincanas, o modo realista (que usa os controles por movimento) e muito mais.
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Prós
- Partidas fluídas e cheias de vida
- Modo Aventura absorve o melhor do universo de Mario
- Raques eufóricas são uma grande adição
- Desbloqueio clássico de personagens e habilidades
Contras
- Excesso de exposição complica quem deseja se divertir
A vida ao redor de Mario Tennis Fever
Um dos aspectos que mais me surpreendeu foi a presença do Modo Aventura em Mario Tennis Fever. Ao maior estilo “Super Smash Bros”, você tem toda uma trama que te levará a reaprender os conceitos do tênis para cumprir seu objetivo: restaurar a forma original dos mascotes.

O que houve: todos foram transformados em bebês por um vilão misterioso e precisam vencê-lo em uma partida de tênis — obviamente — para voltarem ao normal. Com a mistura de RPG, jogo esportivo e vários mini-games, você tem de progredir, vencer campeonatos e mais para isso acontecer.
Ainda assim, as raquetes eufóricas tomam os jogadores de assalto. Prevejo muitos começarem a jogar através do Jogo Livre apenas para ver como algumas delas se comportam. Uma barra é preenchida enquanto disputa a sua partida e basta apertar “X” para acionar o seu poder no adversário.
No entanto, isso é um grande risco para todos: já que, se o oponente for bom, ele pode te devolver o golpe e prejudicar você em meio aos ralis. Ou seja, use com sabedoria, já que, no caso contrário, o feitiço pode se virar contra o feiticeiro facilmente.

Entre as habilidades que chamam a atenção estão as de fogo, gelo, relâmpago, tufão e lama. Porém, você pode desbloquear outras conforme avança, como o modelo sombra que cria um “clone” seu para ajudar na partida ou a barreira de fogo — que gira no campo até atingir algo.
Desbloqueio e dinamismo
Os personagens, raquetes, quadras e outros recursos extras podem ser desbloqueados enquanto você joga Mario Tennis Fever — ou seja, até podem vir DLCs posteriormente, mas o que precisa dele terá no pacote mais básico.
Você começa com 18 personagens, mas pode liberar outros 20 enquanto disputa as partidas e explora todos os modos. O mesmo vale para as raquetes, inicia-se com seis e pode chegar ao total de 30 ao finalizar todos os requisitos.
“Tem muito a se fazer e desbloquear, sem precisar gastar R$ 1 a mais com expansões como tem sido normalmente”
Mesmo com tudo isso, todos vão sentir o brilho de verdade a cada partida. Todos esses detalhes são importantes, mas o game vibra quando entra em quadra. Os sons de cada personagem, a narração (e menus) em português, as cores e os movimentos são dinâmicos e cheios de vida.
Mesmo sem uma paixão gigantesca pelo esporte, consegui me ver mais investido em Mario Tennis Fever do que em outros títulos esportivos do herói. Isto comprova que o projeto da Camelot — estúdio responsável por diversos jogos do gênero na Nintendo, além de ter produzido Golden Sun — acertou em cheio.
A pedra no sapato
Apesar de cumprir a sua proposta com louvor, o jogo falha justamente onde está seu grande diferencial: o Modo Aventura. Foi muito interessante ver que fizeram uma narrativa, com cutscenes muito bem-animadas e enérgicas, assim como ter uma imersão maior de como funciona este mundo. No entanto, faltou noção.
Digo isso pelo modo não passar de um grandioso e entediante tutorial. Ele brilha quando te deixa fazer algo, mas até chegar lá o game te enche de diálogos, explicações e um mapa que é muito maior do que deveria para algo do gênero.

Deveria elogiar os esforços, já que muitos estúdios não se dignam a este nível de produção, mas já ouviu falar que “mais é menos”? Amei o conceito, mas confesso que amaria ainda mais se não houvesse um ritmo arrastado para guiar o Mario Bebê e seus amigos para as partidas, treinos e mais.
Apesar de ter me apaixonado de instantâneo por Mario Tennis Fever, este modo em particular me desapontou. Sinto que introduziram todo o guia e noções básicas ali, para te levarem da forma mais longa e cansativa possível até o fim deste modo. Ele diverte, mas a um alto custo.
O momento de Mario Tennis Fever
Creio que Mario Tennis Fever se posiciona melhor do que já vimos com Mario Strikers: Battle League, pois entrega uma experiência mais completa e que não depende exclusivamente do seu multiplayer online para se destacar.














Com um pacote feito para divertir a toda família, não há problemas que sejam “grandes demais” para te atrapalhar dentro do game. Se quer curtir com os amigos, se exercitar com o Modo Realista, cumprir as missões ou evoluir no Modo Aventura, terá espaço para tudo dentro dele.
O que mais importa é que Mario Tennis Fever parece ter sido feito com carinho, já que tudo nele é vibrante e cheio de vida. Se curte a franquia ou deseja apenas brincar em algumas partidas, ele é a indicação certa para este início de 2026.
O jogo estará disponível exclusivamente no Nintendo Switch 2 a partir de 12 de fevereiro e seu preço na eShop é de R$ 439,90.
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